José Miguel Leonardo, Randstad: XVIII Barómetro Executive Digest

As notícias são boas, a recuperação económica está a acontecer e a contrariar os cenários mais sombrios, com o PIB a crescer acima das projecções das várias entidades. Mas o crescimento deve ser comparado, não apenas connosco próprios mas com o ritmo de crescimento da economia global, e ainda mais importante, com o crescimento do PIB na União Europeia. E é neste comparativo que acalma a euforia e percebemos que uma vez mais continuamos a ficar para trás na sequência do que vinha sucedendo nas últimas duas décadas! Como é que voltamos a ficar nos últimos lugares? como é que os outros parecem mais rapidamente levantar-se do chão, do que nós, que lentamente vamos fazendo o nosso caminho. O que nos falta para que crescer não seja “crescer menos”, não seja ficar para trás? Falta-nos estratégia, falta-nos visão, vontade e mais ainda falta-nos parar de culpar os outros por terem crescido mais. Temos de querer ser maiores do que eles e investir em aceleradores económicos baseados no aumento significativo do valor acrescentado da produção e no aumento da produtividade. Para isso é necessário investir em I&D (Investigação & Desenvolvimento) e em formação (reskilling & upskilling). É preciso investir em PESSOAS, nas suas competências, nas suas qualificações e na diferenciação, porque a tecnologia adquire-se, as pessoas conquistam-se! E nesta estratégia é preciso que também as empresas sejam focadas em PESSOAS, que trabalhem focadas no valor acrescentado, que desenvolvam competências de liderança, comunicação, resiliência, agilidade e criatividade. Que sejam motivadoras de formação ao longo da vida, que queiram ser um exemplo não procurando nas desculpas as razões de crescerem menos, de serem mais pequeninas. Que a famigerada “bazuca” seja uma ajuda neste processo de crescimento que continua atrofiado, que se traduza num investimento na capacitação porque o verdadeiro ‘enabler’ serão sempre as PESSOAS, a sua preparação, motivação e carácter…

Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 183) da Executive Digest, no âmbito da XVIII edição do seu Barómetro.



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