José Gomes, Grupo Ageas Portugal: XIX Barómetro Executive Digest

É inegável que a mudança do paradigma social e económico com repercussões a nível mundial, revele uma baixa confiança no que respeita à conquista de resultados económicos semelhantes a pré-pandemia a curto prazo, já que a incerteza tomou conta das contas das empresas e das vidas das próprias pessoas. Se analisarmos a questão através de um gráfico, percebemos uma queda a pique no saldo das empresas a partir do último ano, reflectindo a falta de preparação visível na gestão e prevenção de risco. Não é ao acaso que esse factor é identificado como uma das melhorias a ser implementada no futuro por parte das empresas, juntamente com a gestão de experiência com o cliente. De facto, a realidade pandémica veio alterar estruturas e prioridades, com o factor humano a ganhar o protagonismo que há muito exigia. A adaptação ao próprio teletrabalho, que veio para ficar, é o espelho disso mesmo, mostrando ser uma das metodologias rentáveis em termos de tempo e espaço, a nível profissional e pessoal. Neste momento, todos remamos para a retoma de uma economia sólida e o apoio às empresas na saída das moratórias continua a ser um dos factores predominantes para essa recuperação, mas acredito que o que será necessário será confiança, para a retoma da economia de forma a conseguirmos conquistar mais investimento e garantir esse crescimento contínuo e eficaz..

Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 184) da Executive Digest, no âmbito da XIX edição do seu Barómetro.



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