O El País dedicou o seu editorial de hoje ao “Portugal exemplar”, título escolhido para um elogio à “boa gestão” do País face ao novo coronavírus, que veio realçar o clima de colaboração política entre o Governo e a oposição. Segundo o jornal espanhol, Portugal tem-se revelado um dos países do Mundo com mais sucesso na forma como lida com o COVID-19, sublinhando a baixa taxa de mortalidade e as medidas de confinamento adoptadas.
“Um êxtio – se é que se pode falar de êxito em cirscunstâncias que resultam em mortes – atribuível não só à responsabilidade dos cidadãos portugueses, mas também às instituições e classe política.” O El País acredita que o Governo desempenhou e desempenha um papel fundamental nos bons resultados que Portugal tem demonstrado e que já valeram elogios noutras ocasiões e aplausos de meios espanhóis, mas também franceses ou suiços, entre outros.
Diz o El País que, desde que foram detectdos os primeiros casos de COVID-19, que o Governo socialista liderado por António Costa se sentiu acompanhado e apoiado pelos partidos da oposição. Isso não significou, porém, que não tenha sido criticado. No entanto, as críticas não impediram que as soluções propostas avançassem.
Segundo a mesma publicação, a oposição traçou um limite claro e explícito: “A necessidade de unidade em torno do Governo para superar uma potencial situação dramática para o País.” O destaque vai para Rui Rio e para o PSD, que “ofereceu total colaboração sem reservas”. O El País dá conta de uma mensagem do líder do PSD através da qual afirmou que não é patriótico criticar o Governo em momentos como este.
Mas não é apenas Rui Rio que merece o elogio do El País. Também os restantes partidos com assento no Parlemento seguiram o mesmo caminho, ainda que com menos exposição mediática.
“Os epidemiologistas nunca conhecerão os efeitos da tranquilidade parlamentar e social relativamente à propagação de um vírus”, acrescenta o El País, mas será possível perceber os efeitos da colaboração de todos (partidos, sindicatos, associações empresariais e, até, a igreja) na redução da irritação nas redes sociais e nas ruas.




