Por Jared Newman, colaborador da Fast Company
John Legere anunciou recentemente aos seus 6,5 milhões de seguidores no Twitter que irá abandonar o cargo no dia 1 de Maio de 2020 e que Mike Sievert, COO e presidente, será o seu sucessor. Um comunicado explica que a transição faz parte de um “processo de planeamento de sucessão bem-estabelecido” da administração da T-Mobile.
John Legere não indicou para onde irá a seguir, embora o Wall Street Journal tenha reportado que estavam a decorrer negociações para se tornar o próximo CEO da WeWork. A CNBC revelou mais tarde que não terá aceite o cargo na WeWork e que não tinha planos de deixar a T-Mobile, portanto, pelo menos uma parte da história não está correcta.
Embora seja raro que um executivo de uma operadora de telecomunicações sem fios se torne uma figura pública popular, John Legere tornou-se rapidamente uma espécie de mascote para a T-Mobile depois de se tornar CEO da empresa em 2012. Após uma fusão fracassada com a AT&T, chamou à T-Mobile uma “não-operadora” que não tinha medo de atirar farpas às rivais de maior dimensão. A empresa foi pioneira ao acabar com os contratos a longo prazo, ao baixar os preços e ao restabelecer planos de dados ilimitados (ainda que com alguns limites), e John Legere assumiu o cargo de cheerleader público, usando frequentemente casacos de cabedal e t-shirts magenta.
@JOHNLEGERE
18 de Novembro de 2019 Tenho notícias importantes! No dia 1 de Maio passarei as rédeas magenta de CEO para @SievertMike como meu sucessor. J Esta mudança está a ser organizada há algum tempo e não podia ter mais confiança no futuro da @TMobile sob a sua liderança. Já me ouviram a dizer na brincadeira que ele é “o meu filho”, mas na realidade, desde que o contratei em 2012, @SievertMike tem sido meu aprendiz, minha arma secreta e meu amigo. Durante o tempo que trabalhámos juntos, lançámos 16 mudanças #uncarrier, mudámos os padrões do sector para os consumidores e criámos o caos na concorrência.
Essa imagem amiga do consumidor tornou-se mais difícil de manter à medida que a T-Mobile se tenta fundir com a Sprint. Embora as empresas argumentem que uma entidade combinada ofereceria uma melhor cobertura em comparação com a AT&T e a Verizon, os críticos indicam um longo historial de fusões que deram origem a preços mais altos e à degradação no serviço. Tanto o Departamento de Justiça norte- -americano como a Comissão Federal de Comunicações já aprovaram a fusão, deixando alguns processos judiciais de vários procuradores-gerais como o maior obstáculo. Independentemente do que acontecer, a T-Mobile afirma que irá continuar a lutar pelos clientes após a saída de John Legere. «A cultura não- -operadora, que os colaboradores vivem todos os dias, não mudará», afirma Mike Sievert em comunicado. «A T-Mobile não se resume a um indivíduo.»



