Jogos Olímpicos. Quanto vale a medalha de ouro em Paris? ‘Pormenor’ pode fazer o valor disparar no futuro

Prémio mais cobiçado dos Jogos Olímpicos – a medalha de ouro – contém apenas uma porção mínima deste metal: a medalha pesa 529 gramas, das quais apenas 6 são de ouro – cerca de 1,3% do peso total da medalha

Francisco Laranjeira

A sensação de conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris é substancialmente maior do que o valor específico da medalha: de acordo com a ‘Euronews’, a percentagem de ouro nas medalhas olímpicas é insignificante, mas no entanto a versão de 2024 tem um pormenor que poderá fazer disparar o seu valor no futuro.

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O prémio mais cobiçado dos Jogos Olímpicos – a medalha de ouro – contém apenas uma porção mínima deste metal: a medalha pesa 529 gramas, das quais apenas 6 são de ouro – cerca de 1,3% do peso total da medalha. O resto é prata pura: a parte dourada consiste apenas numa placa colocada sobre um núcleo de prata.

Até aos Jogos de Estocolmo de 1912, as medalhas de ouro eram feitas quase exclusivamente de ouro: no entanto, a eclosão da I Guerra Mundial levou a que, a partir dos Jogos de Antuérpia, em 1920, a quantidade de ouro nas medalhas fosse diminuindo. A medalha de prata, no entanto, mantém-se inteiramente de prata, já a de bronze é uma mistura de cobre, estanho e liga de zinco.

De acordo com a ‘Oxford Economics’, o valor das medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos de Paris ronda nos 950 euros, uma estimativa face aos atuais valores de mercado do ouro de 24 quilates e da prata esterlina por grama.

No entanto, as medalhas de Paris têm um pormenor que pode fazer aumentar consideravelmente o seu valor no futuro: um pedaço de ferro da estrutura original da Torre Eiffel, colocado no centro da medalha, com o logótipo de Paris’2024. Estas peças de metal foram retiradas da icónica torre durante vários projetos de renovação, e modernização, ao longo dos anos e depois preservadas pelas autoridades.

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A decisão de associar o prémio olímpico ao símbolo da capital francesa foi tomada por um Comité de atletas, presidido pela lenda do biatlo francês Martin Fourcade. A Chaumet, casa francesa de joias e relógios de luxo com mais de dois séculos de existência e sede em Paris, trabalhou no projeto e, segundo a ‘Orford Economics’, o valor das medalhas poderá subir para 1.500 euros em 2032, altura em que Brisbane, na Austrália, vai acolher os Jogos Olímpicos.

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