Joe Biden pode limitar ajuda militar a Israel se houver invasão de Rafah, garantem autoridades americanas

Hipótese, indicou a publicação, reflete as tensões extremas com a liderança de Telavive, nas mãos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem rejeitado os esforços da Administração Biden para controlar a sua condução da guerra com o Hamas

Francisco Laranjeira

Joe Biden poderá condicionar a ajuda militar a Israel se avançar com a invasão em grande escala em Rafah, indicou esta terça-feira o jornal ‘POLITICO’, que citou quatro autoridades americanas.

A hipótese, indicou a publicação, reflete as tensões extremas com a liderança de Telavive, nas mãos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem rejeitado os esforços da Administração Biden para controlar a sua condução da guerra com o Hamas.

Embora Biden não tenha tomado qualquer decisão sobre limitar futuras transferências de armas, as autoridades garantiram que poderá muito bem fazê-lo se Israel lançar uma nova operação que coloque ainda mais em perigo os civis palestinianos.

De acordo com um oficial militar israelita, que falou em condição de anonimato, uma invasão de Rafah não era iminente: os civis precisam ainda de ser evacuados e as forças preparadas para entrarem na cidade na fronteira entre Gaza e o Egito, confirmando que uma operação de tal calibre não poderia avançar atualmente mesmo que Netanyahu desse a ordem.

Recorde-se que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou, no passado dia 10, que pretende prosseguir com uma invasão da cidade de Rafah, na fronteira sul da Faixa de Gaza, desafiando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que alertou que tal ofensiva seria uma “linha vermelha”.

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De acordo com as organizações humanitárias, um ataque a Rafah, atualmente um refúgio para cerca de metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza, resultaria em baixas civis generalizadas.

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