JMJ: Marcelo diz que Papa está “a um ritmo alucinante” e revela sobre o que falaram os dois em privado

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra esta quinta-feira no Parque Eduardo VII para assistir à Cerimónia de Acolhimento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ),considerou que o Papa Francisco tem mantido uma agenda desde que chegou a Portugal, ontem “a um ritmo alucinante”.

Pedro Gonçalves
Agosto 3, 2023
15:52

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra esta quinta-feira no Parque Eduardo VII para assistir à Cerimónia de Acolhimento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ),considerou que o Papa Francisco tem mantido uma agenda desde que chegou a Portugal, ontem “a um ritmo alucinante”.

“Tem aproveitado o tempo a um ritmo alucinantes”, disse, destacando que já teve encontros “com vítimas de abusos sexuais, refugiados, migrantes, grupos de ucranianos, famílias e até a família de uma acidentada que, infelizmente, nos deixou”, disse o Presidente da República, referindo-se a uma animadora de catequese vinda de França que morreu após um acidente.

“O Papa tem tido tempo para tudo, para além do que estava programado, e ocupa os espaços disponíveis para ir ouvindo as pessoas sobre os temas fundamentais”, explicou Marcelo aos jornalistas.

Sobre as críticas à Europa apontadas por Francisco no discurso de quarta-feira, O Presidente da República considerou que o sumo-pontífice tem “toda a razão”.

“No fundo, disse que a Europa neste momento de guerra, e no que vem de reconstrução da paz, ou está à altura do seu papel ou fica marginalizada. Há potencias como os EUA ou a China que vão jogar e desempenhar um papel social, político e económico no mundo. A europa tem um conjunto de valores que são seus, mas ou mantém a unidade, é fiel aos seus valores, se projeta para foram, compreende que tem que se dar com África, América Latina, Ásia, e não fechar-se em si, ou então perde uma oportunidade histórica”, sublinhou Marcelo.

Realçando que a Europa precisa de mostrar “unidade”, o Presidente recordou que chegou “tarde à pandemia”, e que “está a chegar tarde à abertura à África e outros continentes”, apesar de ter “chegado cedo às alterações climáticas”.

Marcelo revelou também sobre o que tem falado nos momentos privados com Francisco. “O que ele diz nos discursos é o que diz e pensa em privado: falamos de Europa, paz, o mundo, as migrações, os direitos humanos, exclusões, reforma das instituições, da própria Igreja, a escola, os jovens, a mudança, a abertura para o futuro.

Marcelo realçou ainda o facto de o Papa Francisco ter estado com vítimas de abusos sexuais na Igreja logo no primeiro dia em que chegou a Portugal. “Foi claro ao assumir a iniciativa e a responsabilidade de falar em nome da Igreja Universal, e foi por isso que marcou na agenda logo no primeiro dia da visita. Penso que não foi por acaso que isso foi escolhido como um dos primeiros pontos do primeiro dia de visita”, considerou.

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