O controlo de fronteiras deverá ser reposto no âmbito da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa, sendo que a proposta ainda será apresentada ao Governo.
A informação é avançada por Paulo Vizeu Pinheiro, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), em entrevista à RTP.
O responsável máximo pela segurança e proteção durante a JMJ diz que “não há um maior evento” do que este, que é “sem precedentes”, e que por isso o SSI está a “trabalhar numa extrapolação de um milhão, um milhão e meio” de visitantes ao nosso País nesse período, admitindo que “possam vir a ser mais”.
“Temos 550 mil inscritos, o que significa, regra geral, uma extrapolação para o dobro ou o triplo”, adianta o responsável.
Paulo Vizeu Pinheiro afasta que seja necessário o encerramento de fronteiras. “O que ainda estamos a analisar, e que terá de ser proposto ao Governo, é a reposição de controlos fronteiriços. As fronteiras estarão abertas, mas estarão controladas”, explicitou o responsável máximo do SSI.
O SSI, segundo adianta o responsável, “é também uma plataforma integradora, que depois passa para as entidades competentes, onde todos (GNR, Marinha, Força Aérea, PJ, …) podem cooperar [internacionalmente]”. Vizeu Pinheiro diz que a sua grande preocupação, e que tem sido atendida de forma positiva “é que todos trabalhemos juntos para esse objetivo nacional de estarmos bem também no controlo das fronteiras”
“Aquilo que eram os planeamentos e as perguntas iniciais estão a ser respondidas gradualmente”, explica, adiantando que, a manter-se a preparação, tudo irá correr bem no evento.
O responsável do SSI sustenta que já foi dado contributo para o plano de mobilidade. “Depois desse plano haverá todo o planeamento que levará ao Plano Geral de Segurança, que depois se desdobra”, explicou. O plano terá uma parte que será divulgada publicamente, e outra que permanecerá secreta.
“Logo que estiver concluído faremos a divulgação do plano público, a parte não publica será do conhecimento estrito de quem tem de operar”, apontou.
Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a JMJ vai realizar-se entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.
As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.
A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.
A edição deste ano, que contará com o Papa Francisco, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia da covid-19.














