Jens Weidmann é o novo presidente do Conselho de Supervisão do Commerzbank

O banco alemão Commerzbank, parcialmente nacionalizado, elegeu o antigo presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, para presidente do Conselho de Supervisão, em substituição de Helmut Gottschalk.

Executive Digest com Lusa

O banco alemão Commerzbank, parcialmente nacionalizado, elegeu o antigo presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, para presidente do Conselho de Supervisão, em substituição de Helmut Gottschalk.

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Em comunicado, o Commerzbank informou na quarta-feira à noite que o Conselho de Supervisão “elegeu por unanimidade” Jens Weidmann como novo presidente Conselho de Supervisão, o que ocorreu depois de terminar a assembleia geral anual de acionistas do grupo financeiro alemão.

Weidmann, por sua vez, afirmou que “graças aos progressos registados na sua transformação, o Commerzbank está hoje novamente numa boa posição para moldar o futuro da política [financeira] ” da Alemanha.

Na ocasião, os acionistas também aprovaram a distribuição de um dividendo de 0,20 euros por ação referente ao exercício fiscal de 2020.

No primeiro trimestre deste ano, o Commerzbank apresentou um lucro de 580 milhões de euros, mais 94,8% do que há um ano.

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O banco alemão obteve no período em análise um aumento do lucro operacional (Ebit) para 875 milhões de euros, isto é, mais 61% em termos homólogos, apesar da turbulência nos mercados financeiros e de novos problemas com a carteira de hipotecas em francos suíços do banco polaco mBank, assinala noutro comunicado.

O presidente executivo do Commerzbank, Manfred Knof, afirmou então, que “a reestruturação está a progredir bem e a produzir cada vez mais resultados. Começámos muito bem o ano, continuando com o forte desempenho do ano passado. Estamos no bom caminho para atingir os nossos objetivos para 2023, incluindo um rácio de política de dividendos de 50%”.

As despesas operacionais, por seu vez, subiram para 1.464 milhões de euros (+1,8%) no primeiro trimestre deste ano, lê-se na nota citada.

O banco apresentou também um rácio Tier 1, que mede a solvabilidade do banco, de 14,2%, contra 13,5% no mesmo trimestre do ano passado.

Além disso, espera alcançar um rendimento líquido de juros de sete mil milhões de euros no final deste ano, ter custos mais baixos para o nível de 6,3 mil milhões de euros, provisões inferiores de 0,9 mil milhões de euros e um lucro líquido “muito superior” ao alcançado em 2022.

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