A ordem dos partidos políticos nos boletins de voto para as eleições legislativas já está definida. O sorteio, que determina a posição de cada candidatura no boletim, foi realizado esta terça-feira, nas comarcas correspondentes a cada círculo eleitoral e os resultados foram já publicados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) esta tarde.
Este procedimento, habitual em cada ato eleitoral, visa garantir a imparcialidade na apresentação das candidaturas nos boletins, sorteando aleatoriamente a posição que cada uma ocupa consoante o círculo em questão.
Veja aqui como será o boletim de voto no seu círculo eleitoral
De acordo com os resultados agora divulgados, no círculo eleitoral do Porto a coligação Aliança Democrática (AD), que junta o PSD e o CDS-PP, será a primeira a constar no boletim de voto. Já no círculo de Leiria, será o Chega a figurar na primeira posição.
No círculo de Lisboa, a ordem dos partidos apresenta algumas surpresas. Os três primeiros lugares do boletim de voto são ocupados pelo Ergue-te, pelo Livre e pelo Juntos Pelo Povo (JPP), enquanto a AD aparece apenas em antepenúltimo lugar. O Partido Socialista (PS), por sua vez, surge em oitavo lugar.
PS nunca lidera e AD e ADN surgem lado a lado em Coimbra e na Madeira
Segundo os boletins disponíveis no site oficial da CNE, o Partido Socialista não ocupa o primeiro lugar em nenhum dos círculos eleitorais. O lugar de maior destaque conseguido pelo PS é em Coimbra, onde surge em terceiro lugar.
Outro detalhe que poderá ter implicações no ato eleitoral prende-se com a disposição dos nomes “AD” e “ADN” nos boletins de voto. Em círculos como Coimbra e a Madeira, as duas candidaturas surgem lado a lado. Esta proximidade pode levantar preocupações, dado que nas legislativas anteriores a votação acima do esperado no ADN — Alternativa Democrática Nacional — levantou dúvidas sobre uma possível confusão entre as duas siglas junto dos eleitores.
Este ano, para evitar equívocos, a coligação AD surge nos boletins com a designação completa “AD coligação PSD/CDS-PP” e não apenas como “Aliança Democrática”, o que poderá facilitar a distinção face ao ADN.
A CNE assegura a transparência do processo de sorteio, realizado em cada círculo judicial com a presença de representantes das candidaturas. Os resultados ficam depois disponíveis para consulta pública, permitindo a todos os cidadãos e estruturas políticas conhecerem atempadamente a configuração dos boletins de voto.
Esta ordenação é particularmente relevante em eleições muito disputadas, dado que vários estudos indicam que as posições de topo nos boletins podem influenciar eleitores indecisos ou com menor literacia política, uma situação que tem motivado maior vigilância por parte das autoridades eleitorais e dos partidos.














