Já se pode ir a banhos na Praia do Magoito em Sintra

Foi esta tarde levantada a interdição da ida a banhos na praia do Magoito, em Sintra, depois de ontem ter sido içada a bandeira vermelha devido ao aparecimento de Medusa Velella nesta praia.

Executive Digest

Foi esta tarde levantada a interdição da ida a banhos na praia do Magoito, em Sintra, depois de ontem ter sido içada a bandeira vermelha devido ao aparecimento de Medusa Velella nesta praia, informa a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Segundo a AMN, durante o dia de hoje, a Capitania do Porto de Cascais, com a colaboração dos elementos da Autoridade Marítima Nacional que pertencem aos projetos “SeaWatch” e “Praia Segura”, e os nadadores salvadores locais, monitorizou a praia afetada.

“Após nova avaliação, foi esta tarde decidido levantar a interdição na praia do Magoito, em Sintra, por estarem reunidas as condições de segurança para a prática de banhos”, acrescenta a Autoridade.

Esta ação foi articulada entre o Capitão do Porto de Cascais, a Delegada de Saúde de Sintra e a Câmara Municipal de Sintra.

Nos últimos dias, a presença de medusas ‘Velella velella‘ foi registada também na Praia da Vieira, na Marinha Grande, distrito de Leiria, bem como nas Praias de Carcavelos e de S. Pedro do Estoril, em Cascais, o que levou também ao hastear da bandeira vermelha e ao desaconselhamento de ida a banhos.

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Sobre a presença de medusas ‘Velella velella‘ naquelas praias, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que “a espécie Velella velella (Veleiro) está de momento a ocorrer em pequenas quantidades por toda a costa oeste portuguesa, incluindo em algumas ilhas dos Açores”, revelando que se trata de uma espécie de ocorrência comum e os seus tentáculos são pequenos e ligeiramente urticantes, pelo que é “aconselhável evitar o contacto direto com os mesmos de forma a evitar potenciais reações alérgicas, em caso de maior sensibilidade”.

“Não havendo evidências de queimaduras ou problemas de saúde associados, é considerada inofensiva”, assegurou o instituto.

No entanto, caso os banhistas tenham estado em contacto com as mesmas e tenham sido picados, devem aplicar bandas de gelo e, se possível, bicarbonato de sódio, recomendou o IPMA.

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“A informação destas ocorrências é muito importante para o estudo das espécies, e como tal, caso haja alguma reação adversa maior, por favor entre em contacto com o GelAvista”, referiu o instituto, apelando à colaboração de todos os cidadãos com o envio de informação de avistamentos, inclusive data, local, número de organismos e fotografia, através da aplicação ‘online’ ou por correio eletrónico plancton@ipma.pt.

O GelAvista é o programa responsável pela monitorização dos organismos gelatinosos em toda a costa portuguesa, lançado em fevereiro de 2016, com o objetivo de envolver a comunidade no desenvolvimento da ciência, colmatando assim a falta de conhecimento em Portugal sobre os organismos gelatinosos.

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