Já desde o início da pandemia de Covid-19 que os negócios não registavam um nível tão reduzido, e as causas disso são o aumento da inflação, as regulamentações mais rigorosas e a guerra na Ucrânia.
Segundo dados da Refinitiv a que o ‘Financial Times’ teve acesso, apenas pouco mais de 1 bilião de dólares (cerca de 899 mil milhões de euros) em negócios foram fechados no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 23% face ao período homólogo. Esta queda representa uma descida generalizada em todos os continentes da atividade de fusões e aquisições.
Em 2021, as medidas de estímulo implementadas para lidar com os efeitos secundários da pandemia fizeram disparar os mercados de ações e o número de negócios para níveis recorde.
Para além disso, o governo do Presidente dos Estados Unidos Joe Biden aumentou a regulamentação aos negócios, desde os setores da tecnologia à saúde, com o objetivo de acabar com as práticas anti concorrência.
A decisão da Rússia de invadir a Ucrânia também ajudou nestes números, provocando um aumento das tensões geopolíticas e colocando os investidores mais na defensiva.
“A incerteza das tensões geopolíticas, o menor crescimento do PIB, a inflação e o ciclo de commodities diminuiriam normalmente a atividade de fusões e aquisições. Mas as ambições que vemos entre os CEOs e conselhos para expandir seus negócios permanecem bastante altas”, disse Avinash Mehrotra, do Goldman Sachs em declarações à publicação.






