Já não basta pagar bem: empresas ajustam recrutamento à nova geração de candidatos, revela Wondercom

A mudança, explica a Wondercom, resulta de uma transformação estrutural no mercado de trabalho

Executive Digest

Num mercado de trabalho cada vez mais pressionado pela escassez de talento, as empresas estão a ser obrigadas a rever a forma como recrutam e a ajustar a proposta de valor às novas exigências dos candidatos. Na Wondercom, essa adaptação já está em curso e passa por reconhecer que, hoje, um salário competitivo, por si só, já não chega para atrair e reter profissionais.

A empresa, que recruta perfis tão distintos como eletricistas, canalizadores, engenheiros e especialistas de IT, diz estar a ajustar as suas estratégias às prioridades concretas de cada função e ao novo contexto de um mercado laboral cada vez mais exigente para os empregadores.

A mudança, explica a Wondercom, resulta de uma transformação estrutural no mercado de trabalho. Com o desemprego em níveis baixos e maior dificuldade em captar profissionais qualificados, os candidatos passaram a ter um papel mais ativo e mais exigente nas decisões de carreira. Isso está a obrigar as empresas a alinhar as condições oferecidas com aquilo que cada perfil realmente valoriza.

“Hoje, as empresas já não conseguem atrair talento apenas com um salário competitivo. É indispensável compreender o que os candidatos realmente valorizam e alinhar a proposta de valor com essas prioridades”, afirma Vera Vicente, diretora de Recrutamento e Outsourcing da Wondercom.

Segundo a responsável, as empresas deixaram de definir sozinhas as condições de contratação. Para conseguir atrair e reter talento, tornou-se essencial perceber o que pesa na escolha de um empregador e responder de forma mais segmentada às diferentes expectativas dos profissionais.

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Na prática, isso significa que as motivações não são iguais para todos. No caso da Wondercom, os perfis técnicos operacionais tendem a valorizar sobretudo compensações diretas e estabilidade, enquanto os profissionais das áreas de engenharia e IT atribuem maior peso ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ao propósito e a modelos de trabalho mais flexíveis.

Geração Z acelera mudança nas prioridades

A entrada da Geração Z no mercado de trabalho está a acentuar esta mudança. De acordo com os dados citados pela empresa, mais de 85% dos profissionais desta geração valoriza o alinhamento com os valores e o propósito da organização, ao mesmo tempo que procura oportunidades de desenvolvimento contínuo de competências.

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Este novo quadro ajuda a explicar porque é que temas como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ambiente de trabalho e progressão deixaram de ser fatores acessórios para passarem a pesar de forma decisiva na escolha de uma empresa.

Segundo a Wondercom, o salário e os benefícios continuam a liderar as prioridades dos profissionais, mas já não surgem isolados. O equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, um ambiente positivo, segurança no emprego e perspetivas de progressão estão a ganhar um peso cada vez mais relevante no momento da decisão.

No caso dos Millennials, a leitura é ligeiramente diferente. Embora também valorizem flexibilidade e desenvolvimento profissional, estes profissionais tendem a dar maior importância à estabilidade financeira e à segurança no médio e longo prazo.

Estratégias mais flexíveis para perfis diferentes

Perante este cenário, a resposta das empresas passa por estratégias de recrutamento mais flexíveis, segmentadas e ajustadas aos diferentes perfis que procuram contratar. A lógica de uma proposta igual para todos está a perder espaço num mercado em que a competição por talento se intensifica e em que as expetativas dos candidatos se tornam mais complexas.

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Para a Wondercom, esta realidade obriga a repensar a forma como comunica com o mercado e a forma como constrói a sua proposta de valor empregadora, num esforço para responder melhor às prioridades concretas de cada grupo profissional.

“Quem quer atrair e reter talento tem de alinhar a sua proposta com aquilo que os candidatos realmente valorizam”, sublinha Vera Vicente.

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