Já imaginou implantar um chip no cérebro? Europa quer destronar Elon Musk com novo projeto revolucionário

Quando se fala em desenvolvimento tecnológico, os holofotes voltam-se geralmente para os EUA e a China, onde gigantes do setor dominam o mercado global. No entanto, a União Europeia (UE) também desempenha um papel fundamental nesse cenário, especialmente no que diz respeito à regulamentação das inovações que surgem nesses países. Agora, a Europa avança para se destacar não apenas na regulação, mas também na inovação tecnológica.

Executive Digest
Setembro 4, 2024
16:53

Quando se fala em desenvolvimento tecnológico, os holofotes voltam-se geralmente para os EUA e a China, onde gigantes do setor dominam o mercado global. No entanto, a União Europeia (UE) também desempenha um papel fundamental nesse cenário, especialmente no que diz respeito à regulamentação das inovações que surgem nesses países. Agora, a Europa avança para se destacar não apenas na regulação, mas também na inovação tecnológica.

Um exemplo disso é o recente desenvolvimento na Suíça, onde investigadores da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) apresentaram um novo e revolucionário chip neural, o MiBMI (Interface Cérebro-Máquina Miniaturizada de Alto Desempenho). Este dispositivo, que promete competir diretamente com o chip cerebral da Neuralink, empresa de Elon Musk, traz novas perspetivas para o campo das tecnologias de interface cérebro-máquina, revela o ‘elEconomista’.

O MiBMI destaca-se por ser visivelmente mais compacto que o chip da Neuralink, medindo apenas 8 mm², o que representa uma fração do tamanho de outros chips cerebrais disponíveis. Essa característica faz com que o dispositivo seja menos invasivo e mais confortável para os pacientes durante a implantação, uma vantagem crucial em comparação com os produtos existentes no mercado.

Além de ser compacto, o MiBMI impressiona pela sua precisão. De acordo com os investigadores da EPFL, o chip possui uma taxa de precisão de 91% na conversão de pensamentos em textos. Isso é possível graças à sua avançada tecnologia de interpretação dos “códigos neurais distintos”, que funcionam como uma espécie de linguagem cerebral.

O chip foi desenvolvido com o objetivo de ajudar pacientes com condições debilitantes, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e lesões na medula espinhal, oferecendo-lhes uma nova forma de comunicação e até a possibilidade de recuperar a voz. Contudo, o dispositivo ainda não foi testado em humanos, o que será o próximo passo crucial para determinar o seu sucesso e potencial de mercado.

 

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