A Organização Mundial da Saúde anunciou esta segunda-feira que o surto da varíola dos macacos já se espalhou para 23 países não endémicos em menos de um mês, com 257 casos confirmados e cerca de 120 infeções suspeitas. A maioria dos casos deste último surto não tem ligações de viagem estabelecidas para uma área endémica, o que tem provocado o alarme em vários países. Até ao momento, não foi registada qualquer morte em países que geralmente não são conhecidos por terem surtos deste vírus.
Embora a contagem mais recente da agência de saúde da ONU tenha estimado que existem quase 400 infeções em potencial desde que o primeiro caso do vírus neste surto foi relatado no início de maio, a OMS diz que é provável que seja uma contagem insuficiente. “A situação está a evoluir rapidamente e a OMS espera que haja mais casos identificados à medida que a vigilância se expanda em países não endémicos, bem como em países conhecidos como endémicos e que não relataram casos recentemente”, frisou a organização.
O Reino Unido tem o maior número de casos, com 106, seguido de Portugal, onde existem 96 casos. O Canadá tem 26 casos confirmados e um número quase igual de suspeitos, enquanto os EUA têm 10 casos.
Embora não tenha sido relatada qualquer morte em países não endémicos, a OMS garantiu que cinco países africanos registaram 69 mortes entre meados de dezembro e final de maio – foram também registados 1.365 novos casos.
A epidemiologia inicial sugeriu que uma alta proporção de casos foi relatada entre homens gays ou bissexuais, mas “devem ser feitos todos os esforços” para evitar a estigmatização de pessoas e comunidades afetadas, alertou a OMS, que estimou que o risco geral para a saúde pública do vírus é “moderado, considerando que esta é a primeira vez que casos e aglomerados de varíola são relatados simultaneamente em áreas geográficas da OMS amplamente díspares”.
“Além disso, a aparição repentina e o amplo escopo geográfico de muitos casos esporádicos indicam que a transmissão generalizada de humano para humano já está em andamento, e o vírus pode estar a circular sem reconhecimento por várias semanas ou mais”, acrescentou.













