Já há mais de 257 casos de varíola dos macacos relatados em 23 países, alerta OMS

Organização Mundial da Saúde indica que contagem mais recente tenha estimado que existem quase 400 infeções em potencial

Francisco Laranjeira

A Organização Mundial da Saúde anunciou esta segunda-feira que o surto da varíola dos macacos já se espalhou para 23 países não endémicos em menos de um mês, com 257 casos confirmados e cerca de 120 infeções suspeitas. A maioria dos casos deste último surto não tem ligações de viagem estabelecidas para uma área endémica, o que tem provocado o alarme em vários países. Até ao momento, não foi registada qualquer morte em países que geralmente não são conhecidos por terem surtos deste vírus.

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Embora a contagem mais recente da agência de saúde da ONU tenha estimado que existem quase 400 infeções em potencial desde que o primeiro caso do vírus neste surto foi relatado no início de maio, a OMS diz que é provável que seja uma contagem insuficiente. “A situação está a evoluir rapidamente e a OMS espera que haja mais casos identificados à medida que a vigilância se expanda em países não endémicos, bem como em países conhecidos como endémicos e que não relataram casos recentemente”, frisou a organização.

O Reino Unido tem o maior número de casos, com 106, seguido de Portugal, onde existem 96 casos. O Canadá tem 26 casos confirmados e um número quase igual de suspeitos, enquanto os EUA têm 10 casos.

Embora não tenha sido relatada qualquer morte em países não endémicos, a OMS garantiu que cinco países africanos registaram 69 mortes entre meados de dezembro e final de maio – foram também registados 1.365 novos casos.

A epidemiologia inicial sugeriu que uma alta proporção de casos foi relatada entre homens gays ou bissexuais, mas “devem ser feitos todos os esforços” para evitar a estigmatização de pessoas e comunidades afetadas, alertou a OMS, que estimou que o risco geral para a saúde pública do vírus é “moderado, considerando que esta é a primeira vez que casos e aglomerados de varíola são relatados simultaneamente em áreas geográficas da OMS amplamente díspares”.

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“Além disso, a aparição repentina e o amplo escopo geográfico de muitos casos esporádicos indicam que a transmissão generalizada de humano para humano já está em andamento, e o vírus pode estar a circular sem reconhecimento por várias semanas ou mais”, acrescentou.

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