Já estive infetado com a Ómicron. Posso voltar a ser contagiado? As respostas da ciência sobre a nova variante do SARS-CoV-2

A resposta é “sim, mas”, já que diminuíram drasticamente o número de pessoas com doença grave e a precisar de internamento hospitalar

Executive Digest

Ainda não temos todas a peças deste puzzle, mas é já claro que o surgimento da mais recente variante fintou a imunidade que contávamos ter com a vacinação – e com infeções anteriores.

Do que já foi possível confirmar, a resposta à pergunta inicial é sim, é possível que uma pessoa que tenha sido infetada com a Ómicron possa voltar a ser infectada com a mesma variante – ou mesmo com outras que possam surgir. E a única forma de saber se alguém corre risco de reinfeção é avaliar se tem anticorpos suficientes de forma a neutralizar o vírus. O problema é que se trata de um teste complexo e até agora só feito em contexto de investigação. Além disso, teria de ser feito com regularidade, já que o resultado obtido seria referente apenas a um determinado momento.

Sabemos, para já, que logo após a infeção é quando temos o nível mais elevado de anticorpos, embora algumas pessoas infectadas não os produzam em grande quantidade. Depois, à medida que o tempo passa, a resposta imunitária tende a decrescer – e com isso aumenta o risco de reinfeção. Daí muitos especialistas defenderem que as pessoas infetadas também deve ser vacinadas algum tempo depois de a doença ter passado.

Ao que indicam os dados recolhidos no último verão pelo Centro de Controlo de Doenças americano, citados El País, entre as pessoas já infetadas com o SARS-CoV-2, a vacinação acabou por proporcionar proteção adicional. E o mesmo se aplica às pessoas vacinadas que não foram infectadas: com o tempo, os seus anticorpos também diminuem, daí a opção de providenciar doses de reforço para aumentar a quantidade de anticorpos e reduzir o risco de infeção.

E agora é cada vez mais considerado que a probabilidade de reinfecção pode aumentar caso apareça uma nova variante do vírus. Segundo o mais relatório Centre for Global Disease Analysis do Reino Unido, acrescenta ainda o EL País, a Ómicron tem um risco 4,8 a 6 vezes maior de reinfeção do que a variante delta.

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A boa notícia é que, embora a possibilidade de reinfecção seja real, o risco de hospitalização com doença grave e consequente morte diminuiu drasticamente. Daí a grande preocupação em fazer chegar vacinas a todos os países do mundo: é que embora a vacinação não impeça completamente a propagação de novas infecções ou reinfeções, poderá evitar milhares de morte de pessoas.

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