Já começou a preparar a sua reforma? 10 erros que deve (mesmo) evitar

Na altura de começar a pensar na reforma, podem haver muitas dúvidas mas uma coisa é certa: com o aumento da esperança média de vida e a previsível redução do valor das pensões, o melhor é começar a preparar a reforma o quanto antes.

Pedro Gonçalves
Outubro 4, 2023
11:14

Na altura de começar a pensar na reforma, podem haver muitas dúvidas mas uma coisa é certa: com o aumento da esperança média de vida e a previsível redução do valor das pensões, o melhor é começar a preparar a reforma o quanto antes.

Para garantir uma reforma tranquila, há alguns erros que deve evitar no processo, de forma a garantir que não lhe traz uma dor de cabeça no futuro.

Sérgio Cardoso, Chief Academic Officer (CAO) do Doutor Finanças, reuniu dez erros a evitar na preparação da sua reforma:

– Subestimar o impacto da inflação – Se for considerada uma taxa de inflação média de 3%, ao longo de 25 anos, o poder de compra do consumidor reduz-se para metade. Significa que quem não tiver uma estratégia de investimento, para ver o seu dinheiro aumentar, vai efetivamente ficar mais pobre.

– Não ter em conta o aumento da esperança média de vida: tem aumentado em cerca de um ano por década, e é outro fator desvalorizado, mas que deve ser considerado no planeamento, no que diz respeito aos anos que o indivíduo ainda vai viver na condição de reformado. Pensar no dinheiro que precisamos para viver quando deixarmos de ter um rendimento de trabalho é outro aspeto que não devemos descurar.

– Postura demasiado conservadora nos investimentos – É importante desenhar uma estratégia de investimento a longo prazo e manter um equilíbrio entre produtos sem risco e produtos com risco, que implicam maior potencial de retorno

– Evitar estratégia demasiado agressiva – os ativos com maiores perspetivas de crescimento também estão associados a uma maior volatilidade que pode ter como consequência perdas e necessidade de recuperação

– Sobrestimar o retorno dos investimentos – Não seja demasiado otimista, mesmo que os mercados apresentem historicamente resultados positivos

– Subavaliar os custos relativos a despesas de saúde – Deve considerara uma evolução das necessidades de saúde com o aumento da idade

– Depositar demasiada confiança nos apoios públicos – está fora do controlo de cada um o que irá receber quando atingir a reforma

– Subestimar o custo de vida durante a reforma – a inflação irá aumentar os preços e as despesas

– Começar a poupar demasiado tarde – A reforma é um cenário distante, mas antecipá-la permite criar oportunidades

– Endividamento muito próximo da reforma – É essencial reduzir os encargos fixos com a aproximação desta fase da vida

O Doutor Finanças recorda que, de acordo com as previsões da Comissão Europeia, a partir de 2050, quem se reformar vai receber menos de metade do seu rendimento no final de carreira.

“A reforma é uma das fases da vida que precisa de maior preparação, mas também é a que temos mais tempo de preparar. Se o objetivo é garantirmos a nossa liberdade, que fazemos o que queremos, quando nos apetece, onde desejamos, o melhor dia para começar a planear é ontem”, acrescenta Sérgio Cardoso.

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