IX Barómetro Executive Digest: Fabrice Crevola

A capacidade de Portugal chamar a si a implementação de um número alargado de centros de competências, por parte de multinacionais, é dos temas mais destacados no Barómetro da Executive Digest.

Fabrice Crevola – CEO da Renault

Se há uma conclusão evidente neste barómetro é que o abrandamento da Economia é o factor que mais receio inspira aos empresários. É uma preocupação sensata, numa Economia que continua frágil e com uma grande necessidade de crescimento até para reduzir o peso da dívida externa. O Turismo é claramente uma alavanca no crescimento da Economia (atenção aos efeitos do Brexit), mas não deixa de ser um sector “tradicional” e que não pode crescer indefinidamente. Portugal deve apostar na “massa cinzenta” e criar pólos de desenvolvimento tecnológico. Quem não o fizer, num contexto em que o desenvolvimento da tecnologia, em todos os sectores, é mais rápido do que nunca, ficará irremediavelmente para trás. E Portugal reúne todas as condições para se tornar um pólo de excelência mesmo a nível europeu. Assim as empresas e o Governo façam a aposta. A Economia portuguesa necessita de investimento! Investimento estrangeiro ou investimento nacional mas sobretudo de investimento produtivo. O barómetro traduz as preocupações em relação à burocracia (melhorámos mas estamos longe do ideal) à imprevisibilidade fiscal e ao lento funcionamento da Justiça. Uma Economia competitiva não pode ser “complicada” nem lenta. E não pode ser, também, imprevisível.

Leia este artigo na íntegra na edição de Maio de 2019 da Executive Digest.

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