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Itália rejeita “corredores turísticos” e pede coordenação e unidade europeia

O futuro do turismo na Europa não passa nem por “corredores turísticos” nem por acordos bilaterais que facilitam o turismo entre países europeus com níveis semelhantes de infeções por coronavírus, vincou o ministro de Assuntos Europeus da Itália, Vincenzo Amendola, afirmando que a União Europeia (UE) deve coordenar este processo e estar unida.

“É necessário existir coordenação no âmbito da unidade europeia. Não aceitamos intermediários ou acordos bilaterais, apenas liberdade de movimento, como a Comissão Europeia recomendou nos seus documentos”, afirmou o ministro, em entrevista, citada por agências internacionais.

Sobre o turismo, ressalvou que a Itália abrirá as suas fronteiras com os países da UE a partir de 3 de junho, sem a necessidade de quarentenas para tentar reviver o turismo e, por enquanto, continuará fechada aos cidadãos de fora do espaço Schengen (até 15 de junho), cumprindo as indicações de Bruxelas.

Em relação ao fundo de recuperação que a Comissão deve apresentar aos países parceiros em 27 de maio, o ministro italiano destacou que deve ser um plano “corajoso” e “ambicioso”, com recursos suficientes para apoiar os países mais afetados devido à pandemia, como Itália e Espanha.

O fundo “não só ajudará a Itália”, mas a UE como um todo, defende, “porque a crise está chegando aos vinte e sete e se eles não responderem às circunstâncias, a competitividade do mercado único sofrerá, também penalizando a Áustria e outros estados”.

“Este fundo deve servir para enfrentar a recessão. Quanto mais sólido for, mais rápido sairemos da crise”, explicou, justificando que os recursos desse fundo poderiam ser usados ​​para “apoiar a solvência das empresas europeias”, concluiu o ministro italiano.

Sobre a hipótese de recorrer ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), que na Itália gera grande controvérsia,  apontou que “é uma possibilidade” que o governo estudará levando em consideração todos os instrumentos fiscais disponibilizados aos países europeus.

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