Itália prende executivos da Siemens e da Alstom por suspeitas de suborno

As autoridades tributárias italianas prenderam 13 pessoas, incluindo executivos das unidades italianas da alemã Siemens e da francesa Alstom, numa investigação sobre um suposto suborno relacionado com contratos do metro de Milão, avança a agência ‘Reuters’.

Entre os detidos estavam funcionários da ATM, a empresa de transporte municipal de Milão, e executivos da fornecedora de serviços italiana ‘Engineering Informatica’ e de três outras empresas contratadas, afirmaram os procuradores do Ministério Público de Milão em comunicado.

«Acabámos de ser informados dos factos. Está em desenvolvimento uma investigação e estamos a colaborar com as autoridades», afirmou um porta-voz da Alstom à Reuters, através de e-mail.

Por sua vez, um porta-voz da ‘Engineering Informatica’ revelou que a empresa recebeu uma notificação sobre a investigação esta terça-feira. «Estamos a analisar as circunstâncias desta investigação e, de momento, não temos mais nenhuma actualização», disse à ‘Reuters’.

Os procuradores disseram que as próprias empresas também estavam agora sob investigação, de acordo com uma lei italiana que responsabiliza as mesmas por crimes cometidos pelos seus gestores.

Os detidos são suspeitos de suborno, uso indevido de cargo e falsificação em actos públicos.

Os subornos suspeitos totalizaram 125 mil euros pagos ou prometidos, no período compreendido entre Outubro de 2018 a Julho de 2019.

As autoridades tributárias encontram-se actualmente a realizar buscas em casas e escritórios de 15 cidades italianas, devido à investigação.

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