Procuradores em Itália abriram uma investigação esta quinta-feira sobre um site pornográfico que terá alegadamente imagens de deputados e jornalistas, mas sobretudo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
A responsável do Governo transalpino garantiu estar “enojada” após saber que surgiam na plataforma de conteúdo adulto imagens adulteradas dela e de outras mulheres, pedindo que os responsáveis sejam punidos “com a máxima firmeza”. O site, apontou o jornal ‘POLITICO’, tinha mais de 700 mil assinantes antes de ser fechado na semana passada.
As fotos foram tiradas sem consentimento de contas das redes sociais, fontes públicas e contas do ‘OnlyFans’, para depois serem manipuladas para enfatizar partes íntimas do corpo ou retratar mulheres em poses sexuais. Os posts frequentemente provocavam comentários sexistas e sexualmente explícitos de utilizadores masculinos.
De acordo com uma das vítimas, em declarações ao site noticioso ‘Fanpage’, o site exigia até mil euros por mês das vítimas para remover as fotos.
Os procuradores de Florença abriram uma investigação depois de queixas de vários políticos de centro-esquerda ao departamento de polícia responsável por crimes cibernéticos – centenas de mulheres já apresentaram queixas.
Segundo os planos dos promotores, a investigação vai integrar uma outra investigação sobre sites de pornografia de vingança, incluindo um grupo do Facebook chamado ‘Mia Moglie’, onde homens partilhavam imagens íntimas das suas próprias esposas ou parceiras online – o grupo foi excluído pela Meta na semana passada.
“Estou enojada com o que aconteceu”, disse Meloni ao ‘Corriere della Sera’ na semana passada. “Quero expressar a minha solidariedade e apoio a todas as mulheres que foram ofendidas, insultadas e violadas.” “É desanimador observar que, em 2025, ainda existam aqueles que consideram normal e legítimo pisar a dignidade de uma mulher e atacá-la com insultos sexistas e vulgares, escondendo-se atrás do anonimato ou de um teclado”, observou.












