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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 19:25:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Navegante disponibiliza informação em tempo real de transportes na Área Metropolitana de Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A plataforma digital navegante passou a disponibilizar informação integrada em tempo real de diferentes operadores de transportes na Área Metropolitana de Lisboa, para um melhor planeamento da mobilidade na região, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A plataforma digital navegante passou a disponibilizar informação integrada em tempo real de diferentes operadores de transportes na Área Metropolitana de Lisboa, para um melhor planeamento da mobilidade na região, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>&#8220;A informação em tempo real encontra-se disponível para serviços da Carris Metropolitana, Carris, MobiCascais, CP, Fertagus, Transtejo/Soflusa, Metropolitano de Lisboa e TCB [Transportes Coletivos do Barreiro] estando prevista a integração progressiva de novos operadores e serviços&#8221;, indicou, em comunicado, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).</P><br />
<P>Segundo a secretária de Estado da Mobilidade, a iniciativa de informação sobre transportes em tempo real apresentado pela TML constituiu um passo &#8220;absolutamente decisivo na transformação da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa&#8221; que progressivamente vai ser estendido a todo o país.</P><br />
<P>&#8220;Durante anos acreditámos que criávamos os sistemas e as pessoas adaptavam-se. Hoje sabemos todos, cada um de nós, que não é assim e é exatamente o contrário. Se nós queremos pessoas no transporte público, somos nós que devemos e temos que ir ter com elas&#8221;, defendeu Cristina Pinto Dias, na cerimónia de apresentação da plataforma.</P><br />
<P>Por isso, acrescentou, &#8220;fazer integração na mobilidade convoca todos&#8221; para &#8220;fazer o seu melhor e em cooperação e em conjunto&#8221;, de &#8220;forma alinhada&#8221;, integrada e colaborativa.</P><br />
<P>&#8220;Temos de trabalhar para garantir que o passageiro faz a sua viagem de forma contínua, fluida, simples e sem perder tempo. Faz a sua viagem sem barreiras entre modos e ou entre operadores, sem barreiras nos sistemas tarifários&#8221;, nos sistemas de bilhética e de informação em tempo real, defendeu.</P><br />
<P>Para o presidente da administração da TML, Carlos Humberto, a iniciativa é &#8220;mais um passo, entre outros que será necessário dar, para que cada ser humano que viva ou visite a região metropolitana de Lisboa, conheça melhor como se deslocar, como viajar, como gerir o seu tempo&#8221;.</P><br />
<P>Numa intervenção na cerimónia de apresentação da plataforma, que decorreu em Lisboa, o responsável comprometeu-se &#8220;a construir os desenvolvimentos necessários a esta nova funcionalidade que permite integrar, em tempo real, a operação de múltiplas empresas de transporte na nossa área metropolitana, com mais de 2,8 milhões de habitantes&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Não foi apenas um desafio tecnológico, foi um passo importante para construir um sistema de transportes único e verdadeiramente metropolitano&#8221;, considerou.</P><br />
<P>De acordo com a TML, a nova funcionalidade permite acompanhar a localização dos transportes públicos e consultar previsões de chegada atualizadas em toda a Área Metropolitana, resultado de &#8220;um amplo trabalho de integração tecnológica e operacional com os diferentes operadores de transporte&#8221; da região.</P><br />
<P>A solução, concebida e desenvolvida pela TML, assenta &#8220;numa infraestrutura pública e independente de fornecedores tecnológicos externos&#8221; e &#8220;garante total autonomia na gestão e evolução do sistema, reforça a soberania tecnológica da mobilidade metropolitana e cria condições para a sua expansão futura a outras regiões e sistemas de transporte do país&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nesta fase inicial, a plataforma já processa mais de seis milhões de posições GPS por dia, agregando informação de autocarros, comboios, barcos e metro&#8221;, segundo a entidade metropolitana.</P><br />
<P>O objetivo é &#8220;disponibilizar informação cada vez mais fiável sobre horários, localização dos veículos e estado do serviço, tornando as viagens mais previsíveis e contribuindo para uma melhor experiência de utilização dos transportes públicos&#8221;.</P><br />
<P>Através da plataforma podem-se consultar linhas, percursos, horários, paragens e alertas operacionais, bem como um mapa interativo que permite visualizar a localização dos veículos em circulação e acompanhar o seu percurso ao longo da rede.</P><br />
<P>Para uma próxima etapa, a TML está a desenvolver &#8220;um planeador de viagens que permitirá, numa fase futura, encontrar as melhores opções para chegar ao destino pretendido, combinando diferentes modos de transporte e apresentando percursos alternativos&#8221;.</P><br />
<P>A AML é composta por 18 municípios das margens norte e sul do Rio Tejo, designadamente Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773602]]></sapo:autor>
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		<title>Socialistas pedem a Carneiro que suspenda eleições no PS/Coimbra e apontam ilegalidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:17:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Militantes do PS, incluindo o histórico António Campos, pediram hoje ao secretário-geral socialista que suspenda as eleições para a federação de Coimbra, denunciando "violação dos estatutos", pagamento "massivo de quotas", "ativação de sindicatos de votos" e cadernos eleitorais nulos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Militantes do PS, incluindo o histórico António Campos, pediram hoje ao secretário-geral socialista que suspenda as eleições para a federação de Coimbra, denunciando &#8220;violação dos estatutos&#8221;, pagamento &#8220;massivo de quotas&#8221;, &#8220;ativação de sindicatos de votos&#8221; e cadernos eleitorais nulos.</P><br />
<P>Numa carta enviada a José Luís Carneiro, à qual a agência Lusa teve acesso, António Campos, Américo Batista (que é candidato a estas eleições para o PS/Coimbra) e Rui Moreira Claro denunciam &#8220;violações grosseiras dos estatutos e do regulamento internos&#8221; e consideram que isso torna &#8220;inviável a realização do ato eleitoral agendado para o próximo dia 20 de junho&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Razão pela qual se solicita ao camarada que imediatamente decrete a suspensão do mesmo, e seu adiamento, com a depuração dos Cadernos, nos termos estatutários, e a imediata participação ao Ministério Público &#8211; atenta a circunstância de se tratar de obrigação legal &#8211; dos elementos referentes ao pagamento massivo de quotas &#8212; por ser ilegal &#8211; para aferição das eventuais atividades de âmbito criminal, e dos seus agentes, tudo em nome da Democracia, Transparência e, finalmente, da Declaração de Princípios do PS&#8221;, defendem.</P><br />
<P>Segundo estes socialistas, para as eleições internas para a distrital do PS/Coimbra &#8212; à qual concorrem ainda Pedro Coimbra e Vitor Batista &#8211; tem-se &#8220;assistindo ao pagamento massivo de quotas em determinadas secções e concelhias&#8221;, com casos de &#8220;aumentos de pagamentos na ordem de 300%, face ao recente ato de eleição do secretário-geral&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ora, os pagamentos massivos, e as afirmações sigilosas de camaradas que assumem que lhes pagaram as referidas quotas, e que apenas receberam telefonemas a indicarem onde votar, demonstram um fenómeno de adulteração das eleições por parte de algum, ou alguns dos candidato, com o intuito claro de defraudar as regras internas, e o livre exercício da cidadania e militância, além de impedir o debate e alternâncias decisivas para uma saudável democracia interna&#8221;, acusam.</P><br />
<P>De acordo cm estes militantes, trata-se de &#8220;ativação de sindicatos de votos, que visam assegurar que apenas os detentores de muito poder económico, poderão opor-se em fenómenos eleitorais internos&#8221;, indicando que esta situação &#8220;tem maior expressão nas três maiores concelhias&#8221; e &#8220;numa outra em que é militante e originário um candidato à liderança da Federação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A situação relatada e reportada ao dia 03 do corrente mês (e notícias existem do agravamento da situação) apenas é possível por os cadernos eleitorais e de militantes se encontrarem em contravenção total com o disposto no Regulamento de Militância e Participação&#8221;, avisam.</P><br />
<P>De acordo com esta carta enviada a Carneiro, está prevista &#8220;a suspensão dos militantes com mais de dois anos de quotas por pagar, e que, depois de regularizado o seu pagamento, apenas 60 dias depois, poderá constar do recenseamento interno&#8221;, o que dizem que não acontece nos atuais cadernos.</P><br />
<P>&#8220;Ora, tais quotas estão a ser massivamente pagas, e a serem considerados como militantes e com plena capacidade eleitoral, quem, por força regulamentar, não o pode ser&#8221;, condenam</P><br />
<P>Para estes militantes &#8220;mais grave&#8221; é constarem dos cadernos &#8220;militantes com mais de quatro anos sem pagamento de quotas&#8221;, que deveriam &#8220;estar fora do recenseamento&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Quer isto dizer que os Cadernos de Militantes recenseados é absolutamente nulo, por inclusão de quem, nos termos estatutário ali não podia constar, e também por conferir direito de voto a quem apenas 60 dias apôs a regularização da sua situação contributiva, poderia exercer tal direito&#8221;, sintetizam.</P><br />
<P>António Campos, fundador do PS e próximo do ex-líder e Presidente da República Mário Soares, foi secretário de Estado em três Governos e deputado em várias legislaturas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773601]]></sapo:autor>
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		<title>Ataques israelitas no sul do Líbano matam 7 pessoas e ferem outras 12</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:46:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Beirute, 08 jun 026 (Lusa) - Ataques israelitas mataram hoje, no sul do Líbano, sete pessoas e feriram outras 12 feridas, segundo as autoridades e a Cruz Vermelha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Beirute, 08 jun 026 (Lusa) &#8211; Ataques israelitas mataram hoje, no sul do Líbano, sete pessoas e feriram outras 12 feridas, segundo as autoridades e a Cruz Vermelha.</P><br />
<P>&#8220;O raide do inimigo israelita, hoje de madrugada, na localidade de Zifta, na região de Nabatiyé&#8221; fez sete mortos, dos quais uma criança síria e uma mulher e oito feridos, dos quais duas mulheres&#8221;, anunciou o Ministério da Saúde libanês, em comunicado. </P><br />
<P>Os ataques israelitas atingiram hoje mais de 15 localidades no sul do Líbano, em particular em Tyr, segundo a oficial agência noticiosa libanesa (ANI).</P><br />
<P>Um dos ataques &#8220;atingiu uma viatura (&#8230;) perto de um edifício da Cruz Vermelha&#8221; nesta pequena vila costeira, segundo a mesma fonte. Quatro socorristas ficaram feridos. Atingidos por estilhaços de vidro, foram hospitalizados, detalhou a Cruz Vermelha.</P><br />
<P>O Hezbollah reivindicou novo ataques contra forças israelitas, mas no sul do país, não no norte de Israel. </P><br />
<P>Ao meio do dia, após ataques recíprocos durante a noite entre Irão e Israel, a chefia militar iraniana anunciou &#8220;a cessação de operações&#8221;, qualificada de &#8220;resposta severa&#8221; a Israel.  </P><br />
<P>Mas preveniu que &#8220;em caso de continuação da agressão e das hostilidades, incluindo no sul do Líbano, ações bem mais severas e repressivas serão realizadas&#8221;. </P><br />
<P>O ministro da Defesa israelita, Israël Katz, retorquiu que iria &#8220;continuar a agir contra o Hezbollah&#8221; e prometeu que &#8220;qualquer tentativa iraniana de ligar Líbano e Irão para atacar Israel receberia uma resposta com grande força&#8221;. l </P><br />
<P>Desde o início, em 02 de março, da nova guerra no Líbano, entre Israel e o Hezbollah, os ataques israelitas já causaram mais de 3.600 mortos, segundo as autoridades libanesas. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773600]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Quanto paga realmente ao Estado quando abastece? ISP, taxa de carbono e IVA explicados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Taxa de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço final dos combustíveis em Portugal inclui três componentes fiscais principais: o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, a taxa de carbono e o IVA de 23%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço pago pelos condutores portugueses quando abastecem gasolina ou gasóleo continua a ser fortemente condicionado pela carga fiscal. Segundo uma análise da <a href="https://caetano.pt/blog/impostos-combustiveis/" target="_blank" rel="noopener">Caetano</a>, atualizada com valores de maio de 2026, o preço final dos combustíveis em Portugal inclui três componentes fiscais principais: o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, a taxa de carbono e o IVA de 23%.</p>
<p>No caso da gasolina 95, os impostos representam cerca de 47% do preço de venda ao público. No gasóleo rodoviário, o peso fiscal ronda os 42%. A análise toma como referência o preço médio semanal calculado pela ERSE para a semana de 25 a 31 de maio de 2026, período em que a gasolina 95 se situava em cerca de 2,075 euros por litro e o gasóleo em cerca de 2,068 euros por litro.</p>
<p>O ISP continua a ser a principal componente fiscal. Em maio de 2026, o imposto situava-se em cerca de 0,437 euros por litro na gasolina sem chumbo e em 0,298 euros por litro no gasóleo rodoviário. A estes valores acresce a taxa de carbono, que rondava 0,159 euros por litro na gasolina e 0,173 euros por litro no gasóleo.</p>
<p><strong>IVA incide sobre o preço total, incluindo impostos</strong></p>
<p>Além do ISP e da taxa de carbono, os combustíveis estão sujeitos a IVA de 23%, aplicado sobre o preço final. Isto significa que o IVA incide também sobre as restantes componentes fiscais, criando um efeito de imposto sobre imposto.</p>
<p>Segundo a análise, o total de impostos por litro atinge aproximadamente 0,984 euros na gasolina 95 e 0,858 euros no gasóleo. Num depósito de 50 litros de gasolina, com o preço de referência de 2,075 euros por litro, o custo total seria de cerca de 103,75 euros, dos quais perto de 49 euros corresponderiam a impostos.</p>
<p>A Caetano sublinha que estes valores são indicativos e podem variar ao longo do ano, uma vez que o ISP é revisto por portaria e a componente de IVA depende do preço de venda ao público em vigor em cada momento.</p>
<p><strong>Gasolina paga mais imposto por litro do que o gasóleo</strong></p>
<p>A gasolina mantém uma carga fiscal superior à do gasóleo. A diferença resulta sobretudo do ISP, historicamente mais elevado na gasolina, embora a taxa de carbono seja ligeiramente superior no gasóleo por este combustível emitir mais CO₂ por litro.</p>
<p>A análise recorda que a diferença histórica entre os dois combustíveis resulta de uma política de apoio ao transporte de mercadorias, que beneficiou o gasóleo com taxas mais baixas. Ainda assim, esta diferença tem vindo a diminuir ao longo dos anos.</p>
<p>No contexto europeu, a Caetano cita uma análise do Instituto +Liberdade segundo a qual, em paridade de poder de compra, Portugal está entre os países onde o peso dos impostos sobre combustíveis é mais elevado. A gasolina 95 surge com cerca de 0,98 euros por litro em impostos, o terceiro valor mais alto da União Europeia, enquanto o gasóleo aparece com cerca de 0,84 euros, o sexto valor mais elevado.</p>
<p><strong>Quanto se paga em impostos por ano</strong></p>
<p>A análise apresenta também uma simulação para perceber o impacto anual da carga fiscal. Um condutor que percorra 15 mil quilómetros por ano, com consumo médio de seis litros aos 100 quilómetros, utiliza cerca de 900 litros de gasolina por ano. Com os valores de maio de 2026, isso corresponde a aproximadamente 886 euros pagos apenas em impostos.</p>
<p>A Caetano salienta que os cálculos dependem sempre do consumo real do veículo, do número de quilómetros percorridos e do preço em vigor na altura do abastecimento. Ainda assim, o exemplo mostra como a fiscalidade representa uma parte significativa da despesa anual com combustível.</p>
<p><strong>ISP pode mudar ao longo de 2026</strong></p>
<p>O ISP e a taxa de carbono são atualizados periodicamente, através do Orçamento do Estado ou de portarias específicas. Em 2026, o ISP tem sido revisto com frequência quase semanal, no âmbito do mecanismo temporário criado para amortecer subidas dos preços nos mercados internacionais.</p>
<p>Na prática, o Governo pode ajustar as taxas por portaria quando os preços dos combustíveis sobem de forma significativa, devolvendo aos consumidores parte da receita adicional de IVA gerada pelo aumento do preço. Por isso, o valor exato pago numa semana pode não ser igual ao da semana anterior.</p>
<p>A análise recomenda a consulta de fontes oficiais, nomeadamente Autoridade Tributária e DGEG, para confirmação dos montantes em vigor antes de tomar decisões com base nos valores fiscais aplicáveis aos combustíveis.</p>
<p><strong>Eletrificação como forma de reduzir exposição fiscal</strong></p>
<p>Para reduzir o peso destes impostos, a Caetano aponta três caminhos principais: condução mais eficiente, utilização de descontos em postos parceiros e transição para veículos elétricos ou híbridos.</p>
<p>A eletrificação é apresentada como a solução mais estrutural para diminuir a exposição ao ISP e à taxa de carbono, uma vez que reduz ou elimina o consumo de combustíveis fósseis. Para os condutores que continuam dependentes da gasolina ou do gasóleo, a poupança passa sobretudo por reduzir consumos e acompanhar a evolução dos preços.</p>
<p>A conclusão da análise é clara: sempre que um condutor abastece em Portugal, uma parte muito relevante do valor pago reverte para impostos. Na gasolina, quase metade do preço final corresponde a carga fiscal. No gasóleo, o peso é menor, mas ainda assim superior a 40%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773316]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>CPLP aprova plano de cooperação para os oceanos para período 2026-2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:32:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os ministros dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que tutelam a pasta dos oceanos aprovaram hoje, após uma reunião, o Plano Estratégico de Cooperação para o Oceano (2026-2030).</P><br />
<P>Após a IV Reunião Extraordinária de Ministros dos Assuntos do Mar da CPLP, que ocorreu na sede, em Lisboa, mas também &#8216;online&#8217;, os governantes aprovaram, &#8220;por consenso&#8221; o plano que pretende reforçar a cooperação marítima entre os Estados-membros nos próximos anos, explicou na sessão de encerramento o ministro da Agricultura, Pecuária, Pesca e Florestas de Timor-Leste, Marcos da Cruz, que presidiu à reunião.</P><br />
<P>Segundo o ministro, o plano estratégico permitirá fortalecer a governação dos oceanos, promover uma &#8216;economia azul sustentável&#8217; e inclusive incentivar a investigação científica, a inovação e a transferência de conhecimento, reforçar a proteção e conservação dos ecossistemas marinhos, desenvolver capacidades técnicas e humanas e aprofundar a cooperação institucional entre os países da comunidade. </P><br />
<P>&#8220;Durante esta reunião tivemos a oportunidade de refletir sobre os desafios e as oportunidades que o oceano coloca aos nossos países, bem como sobre a responsabilidade coletiva que partilhamos na promoção de uma governação sustentável dos recursos marinhos&#8221;, referiu o governante timorense.</P><br />
<P>Por outro lado, reforçou que, no contexto global, marcado pelos desafios das alterações climáticas, da degradação ambiental e da crescente pressão sobre os recursos marinhos, este plano representa igualmente um compromisso renovado com o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar, a resiliência das comunidades costeiras e a utilização responsável dos recursos do mar. </P><br />
<P>&#8220;Mais do que um espaço de debate, esta reunião confirmou que a CPLP continua a afirmar-se como uma plataforma privilegiada de concertação política e cooperação técnica, capaz de transformar visões comuns em compromissos concretos e ações efetivas&#8221;, acrescentou Marcos da Cruz.</P><br />
<P>O ministro português da Agricultura e Mar, José Manuel Ferreira Fernandes, afirmou à Lusa, após o plano ter sido aprovado, que este possui vários eixos, como &#8211; além da sustentabilidade já citada &#8211; a segurança marítima, a vigilância e proteção, mas também a literacia.  </P><br />
<P>&#8220;Eu diria que há aqui uma cooperação para os oceanos que nos unem, para, no fundo, nós também tirarmos partido daquilo que são as nossas zonas económicas exclusivas &#8211; sendo que o Brasil e Portugal são os [países] que têm das maiores zonas económicas exclusivas &#8211; e que reforçam a nossa presença e a nossa força à escala global, associada à língua&#8221;, declarou o ministro, que salientou ainda a importância deste acordo, aprovado precisamente no Dia Mundial dos Oceanos.</P><br />
<P>Questionado sobre se o fenómeno El Niño foi mencionado durante a discussão, o governante português respondeu que &#8220;não&#8221;, mas explicou que foi solicitada a criação de comités nacionais no âmbito da Década dos Oceanos (2021-2030), &#8211; uma iniciativa da ONU &#8211; que, segundo o ministro, já existem em Portugal, Brasil e Cabo-Verde, mas que se pretende ter uma maior cooperação e uma maior rede partilhada de conhecimento.</P><br />
<P>A CPLP, que assinala 30 anos em 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que esta última detém a presidência rotativa da organização.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773596]]></sapo:autor>
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		<title>Gaia prorroga contrato de recolha e limpeza de lixo até lançar novo concurso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Gaia aprovou hoje a prorrogação do contrato de recolha e limpeza de lixo com a Suma até lançar um novo concurso para a concessão, por um máximo de um ano e 16 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara de Gaia aprovou hoje a prorrogação do contrato de recolha e limpeza de lixo com a Suma até lançar um novo concurso para a concessão, por um máximo de um ano e 16 milhões de euros.</P><br />
<P>A proposta foi hoje aprovada numa reunião privada extraordinária do executivo liderado por Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL), com votos favoráveis dos vereadores com pelouro (os eleitos pela coligação e o ex-vereador do Chega António Barbosa) e abstenção do PS.</P><br />
<P>No documento em causa, a que a Lusa teve acesso, a Águas de Gaia, que representa o município como parte na relação contratual com a empresa, refere que &#8220;dado que existiu a necessidade de reformular integralmente os pressupostos do novo concurso internacional &#8211; nomeadamente o modelo de serviço, os meios exigidos e o preço base&#8221; -, mantém-se &#8220;a necessidade de assegurar, sem qualquer interrupção, a prestação deste serviço público essencial&#8221;.</P><br />
<P>Tal sucede pois, de acordo com o documento, o processo de lançamento de um novo concurso, dada a sua &#8220;complexidade técnica, consumiu tempo considerável e inviabilizou o lançamento do novo procedimento concorrencial com antecedência suficiente para que o contrato resultante produza efeitos a partir de 08 de julho&#8221;.</P><br />
<P>O atual contrato terminava em 07 de julho, constituindo a prorrogação hoje aprovada &#8220;uma medida excecional e temporária&#8221;, que não altera &#8220;a natureza, o objeto ou a finalidade dos contratos em execução&#8221; durante &#8220;um período transitório e estritamente necessário à conclusão do procedimento concorrencial internacional em preparação e ao início da execução do contrato que dele resulte&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O prazo de execução do contrato é desde 08 de julho de 2026 até à entrada em vigor do contrato a celebrar no âmbito de concurso público com publicidade internacional, sem exceder o prazo de 365 dias&#8221;, e, sem prejuízo destas condições, o contrato &#8220;cessará a sua vigência quando forem faturados serviços em valor correspondente ao preço base global fixado&#8221;, os 16 milhões de euros.</P><br />
<P>Em novembro de 2025, a Câmara de Gaia anunciou o cancelamento do concurso público lançado pelo anterior executivo socialista, considerando-o &#8220;ruinoso&#8221;.</P><br />
<P>À data, numa conferência de imprensa, o presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, disse ficar &#8220;espantado que ninguém fique indignado quando se lança um concurso de 510 milhões de euros, que ia custar 50 milhões de euros por ano, e que ia obrigar os gaienses a pagar, porventura, 150 ou 200 ou 250 euros por mês de resíduos&#8221;.</P><br />
<P>Já o ex-presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues (PS), rejeitou que o concurso da recolha de resíduos sólidos urbanos lançado pelo anterior executivo, e cancelado pelo atual, tivesse um valor muito acima daquilo que é possível, escrevendo nas redes sociais que o concurso avançou por imperativo legal, com a duração por 10 anos, porque o atual contrato, feito por protocolo, termina em julho de 2026.</P><br />
<P>&#8220;O valor do concurso é global, ou seja, pelo tempo total do contrato &#8211; 10 anos. O valor agora referido de 20 milhões é o valor anual, não por 10 anos. Não se pode, por isso, dizer que se faz por 20 o que custaria 500. Os 20 milhões incluem apenas os resíduos sólidos e a varredura. O contrato posto a concurso acrescentava a recolha de biorresíduos (obrigatória), a limpeza de praias e a gestão de monos&#8221;, escreveu o ex-presidente da Câmara.</P><br />
<P>Mais recentemente, em maio, foi conhecido que a autarquia gaiense considera que pagou 10,7 milhões de euros a mais à empresa Suldouro pela recolha de resíduos desde 2022, anunciando que passará a pagar 70% do valor das faturas emitidas à concessionária.</P><br />
<P>A Suldouro &#8220;não se revê nas afirmações&#8221; da Câmara de Gaia quanto a &#8220;custos indevidos&#8221; na recolha de resíduos e alertou para o funcionamento do sistema, pois uma &#8220;decisão unilateral de não pagamento poderá colocar em causa o funcionamento de um serviço público essencial&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773594]]></sapo:autor>
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		<title>Treinador escocês Ian Cathro troca Estoril Praia pelo Saint-Étienne</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O treinador escocês Ian Cathro deixou o comando técnico do Estoril Praia, que terminou em 10.º lugar na I Liga portuguesa de futebol em 2025/26, para orientar o Saint-Étienne, da segunda divisão francesa, anunciaram hoje os dois clubes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O treinador escocês Ian Cathro deixou o comando técnico do Estoril Praia, que terminou em 10.º lugar na I Liga portuguesa de futebol em 2025/26, para orientar o Saint-Étienne, da segunda divisão francesa, anunciaram hoje os dois clubes.</P><br />
<P>Ian Cathro assinou contrato por duas épocas &#8212; até 2028 &#8211; com o Saint-Étienne, que nesta temporada contou com o contributo dos defesas portugueses João Ferreira e Chico Lamba, tendo falhado o acesso ao escalão principal no play-off com o Nice (0-0 em casa, na primeira mão, e derrota por 4-1 fora, na segunda).</P><br />
<P>O treinador escocês, de 39 anos, deixa o Estoril Praia após duas épocas como treinador dos &#8216;canarinhos&#8217;, que terminaram no oitavo lugar do campeonato na primeira, em 2024/25, e receberão &#8220;uma compensação financeira&#8221; (não especificada) pela transferência de Ian Cathro para o emblema francês.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773590]]></sapo:autor>
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		<title>A &#8220;transformação milagrosa&#8221; da economia da Coreia do Norte que está a surpreender analistas (e o mundo)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[DurantDurante os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a Coreia do Norte parecia estar mergulhada numa das fases mais difíceis da sua história recente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a Coreia do Norte parecia estar mergulhada numa das fases mais difíceis da sua história recente. O encerramento das fronteiras, a escassez alimentar, as sanções internacionais e o isolamento crescente colocavam uma enorme pressão sobre a população e sobre o regime liderado por Kim Jong-un.</p>
<p>Em 2020, numa rara demonstração pública de vulnerabilidade, Kim Jong-un apareceu na televisão estatal a pedir desculpa aos norte-coreanos. Com lágrimas nos olhos, admitiu que os seus esforços não tinham sido suficientes para aliviar as dificuldades enfrentadas pela população.</p>
<p>&#8220;Estou realmente muito arrependido&#8221;, afirmou na altura. &#8220;Os meus esforços e a minha sinceridade não foram suficientes para libertar o nosso povo das dificuldades das suas vidas.&#8221;</p>
<p>Se para muitos observadores internacionais aquele momento parecia refletir fragilidade política, os anos seguintes mostraram uma realidade muito diferente. Segundo especialistas, desertores e documentos analisados pelo New York Times, Kim aproveitou a crise provocada pela pandemia para consolidar o seu poder de forma sem precedentes e, mais tarde, utilizou a aproximação estratégica à Rússia para impulsionar a economia do país.</p>
<p><strong>Pandemia serviu para reforçar o controlo absoluto do regime</strong><br />
O primeiro passo foi o encerramento quase total da fronteira com a China, principal parceiro comercial da Coreia do Norte.</p>
<p>O regime implementou medidas extremas para impedir fugas do país, incluindo ordens para disparar sobre qualquer pessoa que tentasse atravessar ilegalmente a fronteira. Ao mesmo tempo, reprimiu o comércio informal e o contrabando que durante décadas tinham permitido a milhões de norte-coreanos sobreviver à margem da economia estatal.</p>
<p>Desde a devastadora fome dos anos 90, grande parte da população dependia dos mercados paralelos para comprar produtos chineses, obter rendimentos e aceder a conteúdos estrangeiros. Esses mercados tornaram-se igualmente uma importante fonte de informação sobre o exterior.</p>
<p>Kim decidiu desmantelar esse sistema.</p>
<p>Segundo desertores entrevistados pelo jornal norte-americano, o regime restaurou gradualmente o controlo estatal sobre a distribuição de bens, reduzindo drasticamente a autonomia económica dos cidadãos.</p>
<p><strong>Repressão intensificou-se contra conteúdos estrangeiros</strong><br />
A campanha de controlo não se limitou à economia.</p>
<p>O regime endureceu significativamente a repressão contra conteúdos culturais vindos do exterior, especialmente da Coreia do Sul.</p>
<p>Séries televisivas, filmes e música K-pop passaram a ser tratados como ameaças ideológicas. Leis aprovadas durante a pandemia estabeleceram penas extremamente severas para quem consumisse ou distribuísse conteúdos considerados &#8220;antissocialistas&#8221;.</p>
<p>Segundo testemunhos recolhidos junto de desertores, pessoas acusadas de distribuir dramas sul-coreanos ou músicas K-pop chegaram a ser executadas publicamente.</p>
<p>Kim Jong-un classificou a influência cultural estrangeira como um &#8220;cancro maligno&#8221; capaz de corromper a juventude norte-coreana.</p>
<p>A preocupação do líder estaria também ligada a questões pessoais. Analistas referem que o regime procurou impedir a divulgação de informações sobre a origem da sua mãe, Ko Yong-hui, nascida no Japão, um facto historicamente sensível numa sociedade marcada pelo ressentimento em relação à ocupação japonesa da península coreana.</p>
<p><strong>Arsenais nucleares continuaram a crescer apesar das sanções</strong><br />
Enquanto reforçava o controlo interno, Kim prosseguia a expansão do programa nuclear e balístico do país.</p>
<p>Durante estes anos, a Coreia do Norte desenvolveu novas gerações de mísseis capazes de atingir a Coreia do Sul e o Japão com ogivas nucleares. O regime continuou também a investir em tecnologias para alcançar o território continental dos Estados Unidos, incluindo submarinos de propulsão nuclear e mísseis balísticos intercontinentais.</p>
<p>Esta evolução consolidou a posição internacional da Coreia do Norte como potência nuclear de facto, algo que muitos especialistas consideram ser uma das maiores vitórias estratégicas de Kim Jong-un.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia abriu uma oportunidade inesperada</strong><br />
A invasão russa da Ucrânia em 2022 alterou profundamente a posição internacional de Pyongyang.</p>
<p>Com Moscovo a necessitar urgentemente de munições e apoio militar, Kim encontrou uma oportunidade para quebrar parte do isolamento económico e diplomático do país.</p>
<p>A Coreia do Norte forneceu armamento e enviou tropas para apoiar o esforço de guerra russo. Segundo informações dos serviços secretos sul-coreanos, cerca de 16 mil militares norte-coreanos terão participado no conflito.</p>
<p>Em troca, a Rússia forneceu assistência alimentar, petróleo, turistas e, sobretudo, tecnologia militar.</p>
<p>Analistas acreditam que Moscovo está a ajudar Pyongyang a modernizar sistemas de defesa aérea, desenvolver drones militares e construir o primeiro submarino nuclear da história norte-coreana.</p>
<p>Os dois países assinaram ainda um tratado de defesa e cooperação mútua que elevou significativamente o estatuto internacional do regime de Kim.</p>
<p><strong>Relações com Rússia aproximaram novamente Pequim</strong><br />
A crescente aproximação entre Moscovo e Pyongyang teve igualmente impacto nas relações com a China.</p>
<p>Embora Pequim continue a considerar a Coreia do Norte um parceiro difícil de gerir, o aprofundamento da rivalidade entre China e Estados Unidos levou o governo chinês a reforçar novamente os laços com o regime norte-coreano.</p>
<p>O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou esta semana uma visita oficial de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos.</p>
<p>Os dois países estão a expandir o comércio bilateral, retomaram ligações ferroviárias e aumentaram os voos entre Pequim e Pyongyang. Está também próxima da conclusão uma nova ponte moderna sobre o rio Yalu, destinada a facilitar o intercâmbio económico e turístico.</p>
<p><strong>Economia cresce ao ritmo mais elevado em oito anos</strong><br />
Apesar de persistirem graves problemas estruturais e níveis elevados de pobreza fora da capital, os indicadores económicos mais recentes apontam para uma recuperação significativa.</p>
<p>Segundo as estimativas mais recentes do banco central sul-coreano, a economia norte-coreana cresceu 3,7% em 2024, o melhor resultado dos últimos oito anos.</p>
<p>A atividade das fábricas de armamento aumentou fortemente devido às encomendas russas, enquanto trabalhadores enviados para a Rússia e para a China continuaram a gerar receitas para o regime.</p>
<p>Paralelamente, o país expandiu operações clandestinas destinadas a obter moeda estrangeira, incluindo contrabando de ouro, exportações ilegais e operações de pirataria informática que, segundo especialistas, renderam milhares de milhões de dólares em criptomoedas.</p>
<p><strong>Sinais de mudança tornam-se visíveis em Pyongyang</strong><br />
Nos últimos anos, Kim Jong-un concluiu vários dos seus projetos emblemáticos.</p>
<p>Foram construídos novos bairros residenciais, estâncias balneares, complexos turísticos, centros termais e enormes explorações agrícolas. Novas torres residenciais surgiram não apenas em Pyongyang, mas também em cidades provinciais.</p>
<p>Segundo analistas que acompanham imagens de satélite e visitantes recentes, há hoje mais veículos a circular, mais postos de combustível, mais equipamentos de construção e maior atividade económica visível.</p>
<p>Na capital, os néons iluminam a cidade com intensidade muito superior à de anos anteriores. Os elevadores dos edifícios altos funcionam várias horas por dia, algo que nem sempre acontecia devido à falta de eletricidade.</p>
<p>Aplicações para smartphones permitem efetuar compras e encomendar refeições ao domicílio, enquanto as cervejarias de Pyongyang registam maior afluência de clientes.</p>
<p>Apesar disso, continuam a existir enormes desigualdades entre a elite da capital e o restante país.</p>
<p><strong>Kim proclama uma nova era para a Coreia do Norte</strong><br />
No congresso do Partido dos Trabalhadores realizado este ano, Kim Jong-un declarou que a Coreia do Norte entrou numa nova fase de prosperidade e confiança.</p>
<p>A liderança norte-coreana passou a defender uma estratégia que combina desenvolvimento económico com reforço militar, resumida na ideia de proporcionar simultaneamente &#8220;doces e balas&#8221; à população.</p>
<p>Num discurso perante o parlamento do país em março, Kim descreveu os últimos anos como uma &#8220;transformação milagrosa&#8221; e destacou o aumento do investimento e da construção habitacional.</p>
<p>&#8220;O nosso já não é um país suscetível às ameaças dos outros&#8221;, afirmou.</p>
<p>Embora muitos dos desafios económicos continuem por resolver e as sanções internacionais permaneçam em vigor, especialistas consideram que Kim Jong-un conseguiu transformar uma das maiores crises da sua liderança numa oportunidade para consolidar o regime, reforçar o poder militar e recuperar parte da economia, alterando significativamente a posição da Coreia do Norte no cenário internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773567]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Marcelo avisa que não se pode continuar &#8220;a correr atrás do prejuízo&#8221; na inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que se não está a acautelar o avanço da inteligência artificial, mas sim a "correr atrás do prejuízo" num tema que "praticamente não existe" em todas as leis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que se não está a acautelar o avanço da inteligência artificial, mas sim a &#8220;correr atrás do prejuízo&#8221; num tema que &#8220;praticamente não existe&#8221; em todas as leis.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas no final da apresentação da Carta Encíclica &#8220;Magnífica Humanitas&#8221;, do Papa Leão XIV, na Feira do Livro, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este documento tem o &#8220;grande mérito de chamar a atenção para um tema que, de uma maneira geral, não se tem acautelado&#8221; porque &#8220;se acha que se tem todo o tempo do mundo&#8221; quando, na sua opinião, &#8220;não se tem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não podemos continuar a correr atrás do prejuízo porque a realidade é essa: a inteligência artificial avança, galopantemente, com bilhões e bilhões e bilhões ao seu serviço, no sentido de a sofisticar, e as estruturas políticas, económicas, sociais, culturais, não estão a ser capazes de acompanhar isso&#8221;, alertou.</p>
<p>Questionado sobre se esperava que por exemplo na revisão da legislação laboral houvesse uma maior preocupação com o tema, o antigo chefe de Estado começou por referir que há uma responsabilidade &#8220;de todos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu diria que em todas as leis, ao longo dos últimos anos e ainda no presente, a inteligência artificial praticamente não existe. Nem na organização administrativa, nem na parte da educação, nem em muitos aspetos do domínio da solidariedade, ou da saúde, ou do trabalho. Mas é em Portugal, e é na Europa, e é um pouco em todo o mundo&#8221;, defendeu.</p>
<p>De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, &#8220;economias e sociedades muito evoluídas não estão a ser capazes de acompanhar este desafio&#8221;.</p>
<p>&#8220;E isso, obviamente, significa que quanto mais tarde se quiser tentar recuperar o tempo perdido, mais difícil é verdadeiramente recuperá-lo&#8221;, avisou.</p>
<p>Sobre o facto de ter na plateia membros do Governo como Paulo Rangel, Joaquim Miranda Sarmento ou Carlos Abreu Amorim eram um sinal de que este tema vai estar no centro da ação do executivo, o antigo Presidente da República acrescentou o nome do presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, à lista das presenças, referindo que &#8220;surgiram por sua iniciativa&#8221;.</p>
<p>&#8220;E aquilo que me impressionou, quando arrancou esta ideia &#8211; eu estive muito ligado à organização do debate de hoje &#8211; foi porque de repente sai a encíclica, as pessoas dizem, &#8216;olha que interessante, mas há tanta coisa importante no mundo, vamos passar por cima disto, que isto não é importante&#8217; e, no entanto, o que é facto é que ontem o responsável de um país muito poderoso disse que é verdade que isto está nas mãos de privados, é preciso pensar como regular&#8221;, referiu.</p>
<p>Segundo Marcelo está a ser muito difícil dar passos sobre a inteligência artificial, como aconteceu no clima ou nos oceanos que foram considerados temas universais, esperando que o tema se torne central para todos os &#8220;responsáveis políticos de todo o mundo&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773578]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: OMS reduz o risco da epidemia para a maior parte do continente africano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o risco para a saúde decorrente da epidemia de Ébola no continente africano de "alto" para "baixo", com exceção da República Democrática do Congo (RDCongo) e países vizinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o risco para a saúde decorrente da epidemia de Ébola no continente africano de &#8220;alto&#8221; para &#8220;baixo&#8221;, com exceção da República Democrática do Congo (RDCongo) e países vizinhos.</p>
<p>A OMS reavaliou os riscos e considerou baixo o perigo de a epidemia se alastrar para a maior parte de África, assim como para o resto do mundo, embora o risco na RDCongo, que faz fronteira com Angola, permaneça &#8220;muito alto&#8221;.</p>
<p>No Uganda, onde também foram registadas infeções e a organização considerou o risco como &#8220;alto&#8221;.</p>
<p>Segundo o novo relatório da OMS, até ao momento foram confirmados 534 casos, 515 na RDCongo e 19 no Uganda, e 93 pessoas morreram da doença provocada pelo vírus do Ébola.</p>
<p>A taxa de letalidade é atualmente de 17,4%, inferior à dos dois surtos anteriores desta variante do vírus, chamada Bundibugyo, que ocorreram em 2007 no Uganda, onde 30% dos infetados morreram, e em 2012 na RDCongo, onde a taxa de mortalidade foi de 50%.</p>
<p>O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou para o Uganda esta semana para apoiar a resposta à epidemia, poucos dias depois de visitar a RDCongo com o mesmo propósito.</p>
<p>O Ébola, que se transmite por contacto próximo e por fluidos corporais, matou mais de 15 mil pessoas em África ao longo dos últimos 50 anos.</p>
<p>A OMS e a agência de saúde da União Africana lançaram na sexta-feira um plano de 518 milhões de dólares (446 milhões de euros) para combater a epidemia nos próximos seis meses, com especial foco no reforço da vigilância, nos testes de laboratório e na prevenção de infeções.</p>
<p>O epicentro da epidemia na RDCongo encontra-se na província oriental do Ituri, de difícil acesso devido ao mau estado das estradas e à insegurança mantida por grupos armados.</p>
<p>A comissária da gestão de crises da UE, Hadja Lahbib, em visita a Bunia, capital do Ituri, apelou no domingo a um cessar-fogo no leste da RDCongo, onde uma série de grupos armados estão ativos e onde o grupo antigovernamental Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda, está a controlar vastas áreas de território.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773570]]></sapo:autor>
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		<title>Euro sobe mas mantém-se na barreira dos 1,15 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O euro subiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, no mesmo dia em que Israel admitiu a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder "com firmeza" a qualquer nova ameaça.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O euro subiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, no mesmo dia em que Israel admitiu a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder &#8220;com firmeza&#8221; a qualquer nova ameaça.</p>
<p>Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1540 dólares, quando, na sexta-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1529 dólares.</p>
<p>O euro também avançou em comparação com a libra e com o iene.</p>
<p>O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio de referência do Euro em 1,1540 dólares.</p>
<p>O primeiro-ministro israelita admitiu hoje a suspensão de ataques contra o Irão, mas ameaçou responder &#8220;com firmeza&#8221; a qualquer novo ataque iraniano.</p>
<p>Benjamin Netanyahu afirmou que os combates cessaram depois de Israel &#8220;ter atingido o regime terrorista em Teerão&#8221; e acrescentou numa mensagem de vídeo que, se o Irão &#8220;cometer o erro&#8221; de voltar a atacar, Israel responderá &#8220;com força&#8221;.</p>
<p>O líder israelita defendeu que os mais recentes ataques israelitas permitiram pôr fim aos disparos de mísseis iranianos.</p>
<p>&#8220;Neste momento, as hostilidades nesta frente cessaram, pois, após os golpes que desferimos contra o regime terrorista de Teerão, este deixou de nos atacar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao Irão e a Israel para cessarem os disparos.</p>
<p>Momentos depois, o Irão anunciou que iria suspender os ataques contra Israel e também ameaçou responder de forma mais dura a quaisquer novos ataques, que constituíram a mais grave violação do cessar-fogo em vigor desde o acordo alcançado entre Washington e Teerão há dois meses.</p>
<p>Divisas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.hoje&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;sexta-feira</p>
<p>Euro/dólar&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;1,1540&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;1,1529</p>
<p>Euro/libra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;0,86480&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..0,86335</p>
<p>Euro/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.184,82&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;184,81</p>
<p>Dólar/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;160,15&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;160,29</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773569]]></sapo:autor>
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		<title>Protestos contra turistas aumentam na Europa e Portugal aparece no top 5 dos países mais hostis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O crescimento contínuo do turismo em vários destinos europeus está a intensificar as tensões entre visitantes e residentes, num contexto marcado pela escassez de habitação, pelo aumento do custo de vida e pela pressão exercida sobre infraestruturas e serviços locais. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento contínuo do turismo em vários destinos europeus está a intensificar as tensões entre visitantes e residentes, num contexto marcado pela escassez de habitação, pelo aumento do custo de vida e pela pressão exercida sobre infraestruturas e serviços locais. Um novo estudo concluiu que Espanha, Itália e França são atualmente os países europeus onde a contestação ao turismo de massas é mais intensa, enquanto Portugal surge na quinta posição do ranking, com uma taxa de hostilidade de 66%.</p>
<p>A análise foi realizada pela plataforma digital de entretenimento JB.com e avaliou 30 países em todo o mundo, procurando medir o nível de resistência ao turismo através de diversos indicadores, incluindo a intensidade dos protestos, a atenção mediática dedicada ao fenómeno, as taxas turísticas aplicadas aos visitantes e a relação entre o número de turistas e a população residente.</p>
<p><strong>Turismo continua a crescer nos principais destinos europeus</strong><br />
O estudo surge numa altura em que os principais mercados turísticos europeus continuam a registar aumentos significativos no número de visitantes.</p>
<p>Em Espanha, país que ocupa o primeiro lugar entre os 30 analisados no índice de contestação ao turismo, o número de turistas aumentou 3,4% nos primeiros quatro meses de 2026. Além disso, o Ministério do Turismo espanhol prevê um crescimento de 7,1% no número de passageiros transportados em voos internacionais com destino ao país durante o mês de junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>As previsões apontam igualmente para aumentos relevantes em Itália e França. Segundo uma nota divulgada pelo Ministério do Turismo de Espanha, Itália deverá registar um crescimento de 12% nas chegadas internacionais durante junho, enquanto França deverá verificar uma subida de 2,6% face ao mesmo mês de 2025.</p>
<p>Embora o turismo continue a ser uma das principais fontes de receita para muitas economias europeias, o aumento constante do número de visitantes tem gerado críticas crescentes em várias comunidades locais.</p>
<p><strong>Portugal aparece em quinto lugar com taxa de hostilidade de 66%</strong><br />
Entre os países analisados, Portugal surge na quinta posição dos destinos europeus onde a resistência ao turismo é mais significativa, registando uma taxa de hostilidade de 66%.</p>
<p>O estudo coloca Portugal atrás de Espanha, Itália, França e Grécia, o que reflete um aumento das preocupações relacionadas com os impactos do turismo em áreas como o acesso à habitação, o aumento dos preços e a pressão sobre os centros urbanos e zonas costeiras mais procuradas.</p>
<p>Por outro lado, os países considerados mais acolhedores para os visitantes são Chipre e Albânia. Segundo a análise, nenhum destes destinos registou protestos antiturismo documentados e ambos apresentam níveis reduzidos de pressão regulatória sobre os viajantes.</p>
<p><strong>Espanha lidera contestação ao turismo de massas</strong><br />
O caso espanhol continua a ser o mais expressivo da Europa. De acordo com o estudo, foram registados protestos contra o turismo em mais de 40 cidades espalhadas pelo país, incluindo destinos como Barcelona e as Ilhas Canárias.</p>
<p>A região da Catalunha, onde se localiza Barcelona, recebeu cerca de 20,1 milhões de turistas em 2025, mais 0,6% do que em 2024. Seguiram-se as Ilhas Baleares e as Ilhas Canárias entre os destinos mais procurados.</p>
<p>Em junho do ano passado, milhares de manifestantes desfilaram pelo centro de Barcelona empunhando cartazes com mensagens como “O turismo está a matar Barcelona”. Durante os protestos, alguns participantes utilizaram pistolas de água para atingir turistas em zonas de grande afluência, numa ação que atraiu atenção internacional.</p>
<p><strong>Itália e França também enfrentam crescente oposição dos residentes</strong><br />
A contestação ao turismo de massas também tem sido visível em Itália. Nos últimos tempos, cidades como Veneza, Roma, Florença, Nápoles e Milão foram palco de protestos relacionados com os efeitos do turismo sobre a habitação e o custo de vida.</p>
<p>Alguns ativistas chegaram a sabotar caixas de chaves utilizadas por proprietários de alojamentos de curta duração, numa tentativa de denunciar a falta de habitação acessível para os residentes locais.</p>
<p>Perante a crescente pressão turística, Veneza voltou a aplicar este ano uma taxa específica para visitantes que entram na cidade apenas durante o dia. A medida abrange determinadas datas entre abril e julho, sobretudo às sextas-feiras, sábados e domingos, e pretende reduzir os impactos do excesso de visitantes.</p>
<p>Também em França a contestação tem vindo a aumentar. O estudo refere protestos realizados em cidades como Marselha, Nice e Paris, bem como um crescimento do ativismo contra os navios de cruzeiro, especialmente em destinos costeiros.</p>
<p><strong>Habitação e custo de vida estão no centro das críticas</strong><br />
De acordo com o estudo, o principal fator por detrás do aumento do descontentamento é a perceção de que o turismo de massas está a contribuir para a escassez de habitação disponível para residentes e para a subida dos preços em diversas cidades europeias.</p>
<p>À medida que o número de visitantes continua a aumentar em vários destinos, cresce igualmente o debate sobre a necessidade de encontrar um equilíbrio entre os benefícios económicos do setor e a qualidade de vida das populações locais.</p>
<p>Os resultados da análise da JB.com mostram que esta discussão está longe de se limitar a casos isolados, refletindo uma tendência cada vez mais visível em vários países europeus, incluindo Portugal, que ocupa já o quinto lugar entre os países onde a hostilidade em relação ao turismo apresenta níveis mais elevados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773530]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal integra rede de aceleradores da NATO DIANA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal passou a integrar uma rede de aceleradores da NATO criada para detetar e acelerar soluções tecnológicas que respondam aos desafios de resiliência e segurança das suas 32 nações, anunciou hoje o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal passou a integrar uma rede de aceleradores da NATO criada para detetar e acelerar soluções tecnológicas que respondam aos desafios de resiliência e segurança das suas 32 nações, anunciou hoje o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra.</p>
<p>O acelerador nacional foi ativado pela rede NATO DIANA (programa de desenvolvimento tecnológico para a indústria da Aliança Atlântica), no âmbito de uma parceria entre a empresa pública idD Portugal Defence e o Instituto Pedro Nunes (IPN).</p>
<p>Segundo o IPN, que é o gestor operacional do acelerador, desta forma Portugal está &#8220;no centro do desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de duplo uso&#8221;, com &#8220;forte aplicabilidade&#8221; na área da Defesa.</p>
<p>&#8220;O acelerador gerido pelo IPN passa agora a fazer parte de uma rede exclusiva de aceleradores distribuídos pela Aliança, acompanhando empresas portuguesas no terreno e apoiando-as a posicionarem-se com sucesso no mercado global de defesa&#8221;, sublinhou.</p>
<p>As empresas e &#8216;startup&#8217; que forem selecionadas para os programas da DIANA recebem um financiamento inicial de 100 mil euros e poderão aceder a 300 mil euros adicionais na fase de crescimento.</p>
<p>&#8220;Beneficiam ainda de uma rede de mais de 200 centros de testes, de participação em exercícios operacionais, de apoio no desenvolvimento de modelos de negócio e de ligação estratégica ao Fundo de Inovação da NATO e a investidores de capital de risco&#8221;, acrescentou o IPN.</p>
<p>A ativação do acelerador português da NATO DIANA acontece pouco depois de as &#8216;startup&#8217; incubadas no IPN &#8212; a Neuraspace (inteligência artificial para gestão de tráfego espacial) e a Connect Robotics (logística autónoma de entrega por drones) &#8212; terem sido selecionadas a nível nacional para integrar a rede de inovadores da DIANA.</p>
<p>As áreas prioritárias são a Inteligência Artificial, a autonomia, os sistemas de energia e propulsão, a cibersegurança, os novos materiais, as ciências biológicas, as infraestruturas críticas e o espaço.</p>
<p>&#8220;Com este novo marco, Portugal e o IPN unem os seus laboratórios de I&amp;D, a sua incubadora e a chancela internacional da NATO num esforço conjunto com a idD para projetar a indústria de Defesa Nacional na vanguarda da inovação tecnológica global&#8221;, frisou a instituição de Coimbra, que promove a ligação entre o meio científico e tecnológico e o tecido empresarial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773549]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nem droga nem armas: inteligência artificial aprende a identificar um dos maiores negócios ilegais do mundo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nem-droga-nem-armas-inteligencia-artificial-aprende-a-identificar-um-dos-maiores-negocios-ilegais-do-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sistema baseado em inteligência artificial capaz de identificar espécies marinhas traficadas ilegalmente em aeroportos com uma taxa de precisão global de 92%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sistema baseado em inteligência artificial capaz de identificar espécies marinhas traficadas ilegalmente em aeroportos com uma taxa de precisão global de 92%, um avanço tecnológico que poderá reforçar significativamente o combate a uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo.</p>
<p>A tecnologia foi apresentada por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos e descrita na revista científica Frontiers in Ocean Sustainability. O sistema utiliza scanners de tomografia computorizada (CT), já presentes em muitos aeroportos, para gerar imagens tridimensionais do conteúdo das bagagens e detetar automaticamente produtos provenientes do tráfico ilegal de vida marinha.</p>
<p><strong>Um negócio multimilionário que ameaça os oceanos</strong><br />
Quando se fala em tráfico de fauna, a atenção recai frequentemente sobre o marfim, os cornos de rinoceronte ou espécies exóticas de grande porte. No entanto, os investigadores alertam para a existência de um mercado ilícito muito menos visível, mas igualmente lucrativo e destrutivo para os ecossistemas marinhos.</p>
<p>Entre os produtos mais procurados pelos traficantes encontram-se barbatanas de tubarão, cavalos-marinhos secos e pepinos-do-mar. Por serem relativamente pequenos e fáceis de ocultar em malas ou encomendas, estes produtos atravessam fronteiras com maior facilidade do que muitas outras mercadorias ilegais.</p>
<p>Trata-se de uma atividade criminosa global que contribui para o declínio de espécies vulneráveis e para a degradação de ecossistemas oceânicos já sob forte pressão.</p>
<p>Segundo estimativas de organismos internacionais citadas pelos investigadores, o tráfico ilegal de vida selvagem movimenta entre sete mil milhões e 23 mil milhões de dólares por ano em todo o mundo, sendo considerado uma das atividades criminosas mais rentáveis do planeta, apenas superada pelo narcotráfico, pela contrafação e pelo tráfico de seres humanos.</p>
<p><strong>Algoritmo foi treinado para reconhecer espécies traficadas</strong><br />
Para desenvolver o sistema, os investigadores treinaram uma rede neuronal utilizando centenas de imagens tridimensionais obtidas através de scanners de barbatanas de tubarão, cavalos-marinhos e pepinos-do-mar, três dos produtos marinhos mais frequentemente associados ao comércio ilegal.</p>
<p>As barbatanas de tubarão destinam-se sobretudo ao mercado gastronómico asiático. Os cavalos-marinhos secos são amplamente procurados em determinadas práticas de medicina tradicional, enquanto os pepinos-do-mar atingem valores muito elevados em alguns mercados de luxo.</p>
<p>Com o objetivo de aproximar os testes das condições reais encontradas pelas autoridades aeroportuárias, os cientistas reproduziram várias técnicas utilizadas pelos traficantes para esconder os produtos.</p>
<p>As amostras foram ocultadas entre peças de roupa, colocadas dentro de recipientes metálicos, escondidas em brinquedos infantis e até integradas digitalmente em imagens reais de bagagens analisadas nos aeroportos.</p>
<p><strong>Resultados superaram expectativas</strong><br />
Os resultados obtidos surpreenderam os próprios investigadores.</p>
<p>O sistema de inteligência artificial conseguiu identificar corretamente 96% dos cavalos-marinhos analisados, 95% das barbatanas de tubarão e 86% dos pepinos-do-mar.</p>
<p>No conjunto dos testes realizados, a eficácia global atingiu os 92%, demonstrando a capacidade da tecnologia para reconhecer produtos traficados mesmo quando estes se encontram dissimulados entre outros objetos.</p>
<p><strong>Milhares de espécies protegidas podem beneficiar da tecnologia</strong><br />
Os autores do estudo sublinham que o potencial desta ferramenta vai muito além das três espécies utilizadas durante a fase experimental.</p>
<p>Atualmente, mais de 37 mil espécies estão protegidas pela CITES, acordo internacional que regula o comércio de fauna e flora ameaçadas.</p>
<p>Entre estas encontram-se numerosas espécies marinhas cuja procura continua a aumentar nos mercados internacionais.</p>
<p>Os investigadores recordam que o comércio de cavalos-marinhos envolve milhões de exemplares todos os anos. Já no caso dos tubarões, estima-se que entre 70 e 100 milhões sejam capturados anualmente, sendo muitos deles destinados ao mercado de barbatanas.</p>
<p><strong>Ferramenta poderá apoiar autoridades aduaneiras</strong><br />
Os autores acreditam que a nova tecnologia poderá tornar-se uma importante aliada dos agentes aduaneiros, que diariamente têm de analisar milhares de malas e volumes nos aeroportos internacionais.</p>
<p>Em vez de substituir os procedimentos atuais, o sistema funcionaria como um mecanismo automático de alerta, sinalizando bagagens suspeitas para uma inspeção mais detalhada por parte das autoridades.</p>
<p>Ainda assim, os investigadores salientam que a inteligência artificial não deverá substituir os inspetores humanos nem os cães treinados para deteção de substâncias e produtos ilegais.</p>
<p>Além disso, muitos aeroportos continuam a utilizar equipamentos de raio-X bidimensionais mais antigos e ainda não dispõem dos modernos scanners de tomografia computorizada necessários para o funcionamento deste algoritmo.</p>
<p><strong>Nova frente tecnológica contra um crime invisível</strong><br />
Apesar das limitações atuais, os responsáveis pelo estudo consideram que a tecnologia representa uma nova etapa no combate ao tráfico ilegal de espécies marinhas.</p>
<p>A capacidade de identificar automaticamente produtos provenientes da exploração ilegal dos oceanos poderá contribuir para reduzir um comércio clandestino que ameaça algumas das espécies mais vulneráveis do planeta.</p>
<p>Por trás de uma pequena embalagem de cavalos-marinhos secos ou de algumas barbatanas de tubarão aparentemente inofensivas pode esconder-se uma cadeia internacional de sobre-exploração que continua a esvaziar silenciosamente os oceanos. Com esta nova ferramenta, a inteligência artificial poderá passar a desempenhar um papel decisivo na deteção dessas atividades antes mesmo de as bagagens chegarem ao seu destino final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773539]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Processo não é tão rápido quanto desejável, mas há muitos apoios, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:50:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura afirmou hoje à Lusa que o processo de atribuição dos apoios aos agricultores afetados pelo mau tempo não é tão rápido quanto o desejável, mas garantiu que há muitas ajudas em curso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura afirmou hoje à Lusa que o processo de atribuição dos apoios aos agricultores afetados pelo mau tempo não é tão rápido quanto o desejável, mas garantiu que há muitas ajudas em curso.</p>
<p>Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lamentou que apenas 1% dos prejuízos causados pelo mau tempo tivesse sido alvo de apoio pago, sublinhando que os atrasos devem-se, sobretudo, à falta de recursos humanos.</p>
<p>Em declarações à Lusa, o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, admitiu hoje que &#8220;o processo não é tão rápido quanto o desejável&#8221;, uma vez que, tratando-se de dinheiro público, a atribuição destes apoios depende de relatórios e vistorias técnicas, para além de pareceres dados pelas Câmaras Municipais.</p>
<p>O governante disse que foi feito um levantamento dos prejuízos reportados e que uma grande parte &#8220;estava empolada&#8221;, como se veio a constatar nas candidaturas.</p>
<p>Por outro lado, ressalvou que há montantes a serem pagos pelas seguradoras e que, nestes casos, não há direito a um pagamento extra.</p>
<p>José Manuel Fernandes lembrou que foi aberto um apoio de 40 milhões de euros, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), para os concelhos em situação de calamidade e que só foram registadas candidaturas no valor de 27 milhões de euros.</p>
<p>Foi lançado, posteriormente, um novo aviso, com 50 milhões de euros de dotação, que ainda se encontra aberto.</p>
<p>Paralelamente, foi aberto um concurso de 20 milhões de euros para as associações de regadio, que foi reforçado para 60 milhões de euros com o Orçamento do Estado.</p>
<p>&#8220;Pela primeira vez, Portugal pediu o acionamento da reserva agrícola de crise, cuja resposta chegará ainda este mês&#8221;, adiantou.</p>
<p>Esta reserva conta com cerca de 450 milhões de euros anuais, sendo 150 milhões de euros dos quais destinados a questões relacionadas com calamidades, cujo apoio não costuma ultrapassar os 10%.</p>
<p>&#8220;O dinheiro não está esgotado, mas há a necessidade de ir ao local ver porque isto é dinheiro público&#8221;, insistiu.</p>
<p>A par destes valores, foram emprestados 184 milhões de euros no âmbito das linhas do Banco Português de Fomento.</p>
<p>Já para a floresta foram destinados 40 milhões de euros, com a atribuição de entre 1.000 e 1.500 euros para a retirada de madeira.</p>
<p>Neste caso, algumas câmaras já fizeram os concursos, somando-se 18.000 quilómetros de caminhos desobstruídos.</p>
<p>De acordo com os dados do Ministério da Agricultura, contabilizam-se mais de 10.000 inscrições para este apoio.</p>
<p>Foram identificados 30.000 hectares de zonas críticas e &#8220;dentro delas há cerca de 5.800 hectares muito críticos, que devem ser a prioridade número um&#8221;, alertou o ministro.</p>
<p>Em abril, o executivo destinou também 22 milhões de euros para a salvaguarda das vinhas afetadas pelas tempestades que atingiram o país no início do ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773540]]></sapo:autor>
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		<title>Os Papas podem doar órgãos? As regras da Santa Sé e os protocolos do Vaticano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As orientações da Santa Sé relativas à doação de órgãos por parte dos Papas continuam a suscitar interesse e debate, sobretudo depois de ter sido tornada pública a posição assumida por Bento XVI sobre esta matéria. Embora a Igreja Católica considere a doação de órgãos um gesto de solidariedade e de ajuda ao próximo, existe um protocolo específico que se aplica ao Pontífice após a sua eleição e que impede a doação dos seus órgãos depois da morte.</p>
<p>A questão voltou a ganhar destaque devido ao interesse gerado em torno das normas do Vaticano e das exceções previstas para quem exerce o ministério petrino. Apesar de a Igreja apoiar esta prática junto dos fiéis, as regras estabelecidas pela Santa Sé determinam que o Papa fica sujeito a um regime particular assim que assume o cargo.</p>
<p><strong>Bento XVI tinha-se registado como dador antes de ser eleito Papa</strong><br />
O caso mais conhecido é o de Bento XVI. Antes de ser eleito sucessor de São Pedro, o então cardeal Joseph Ratzinger tinha-se registado como dador de órgãos na Alemanha e possuía um cartão comprovativo dessa decisão desde a década de 1970.</p>
<p>Contudo, segundo esclareceu posteriormente o Vaticano, essa autorização deixou automaticamente de produzir efeitos no momento em que foi eleito Papa. Na prática, a sua condição de dador ficou anulada assim que assumiu a liderança da Igreja Católica.</p>
<p>A questão tornou-se pública quando um médico alemão utilizou o exemplo de Bento XVI numa iniciativa de promoção da doação de órgãos. Face à divulgação dessa informação, foi necessário um esclarecimento oficial da Santa Sé sobre o estatuto do Pontífice relativamente a esta matéria.</p>
<p><strong>Vaticano esclareceu posição oficial</strong><br />
A resposta foi dada por monsenhor Georg Gänswein, secretário pessoal de Bento XVI, através de uma carta enviada para clarificar a posição oficial do Vaticano.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela Rádio Vaticano, era verdade que Bento XVI tinha sido portador de um cartão de dador de órgãos. No entanto, essa autorização foi considerada sem efeito após a sua eleição como Papa.</p>
<p>O esclarecimento permitiu desmentir informações que apontavam para a manutenção da disponibilidade do Pontífice para doar órgãos após a morte, reforçando que as normas da Santa Sé impedem essa possibilidade.</p>
<p><strong>Corpo do Papa pertence à Igreja após a morte</strong><br />
De acordo com as explicações divulgadas pelo Vaticano, uma das razões para esta restrição prende-se com o estatuto do corpo do Papa após a sua morte.</p>
<p>Segundo a interpretação das normas da Santa Sé, o corpo do Pontífice passa a pertencer à Igreja e deve ser sepultado de forma íntegra. Esta exigência constitui um dos princípios fundamentais do protocolo aplicado aos Papas.</p>
<p>A preservação integral do corpo é, por isso, considerada incompatível com a remoção de órgãos para fins de transplante, mesmo quando exista uma manifestação prévia de vontade nesse sentido.</p>
<p><strong>Possibilidade de canonização influencia as regras</strong><br />
Outro dos argumentos apresentados pelo Vaticano está relacionado com a eventual canonização futura de um Papa.</p>
<p>Caso um Pontífice venha a ser declarado santo, os seus restos mortais podem adquirir um significado religioso especial. Nesse contexto, os órgãos eventualmente transplantados poderiam ser considerados relíquias.</p>
<p>Foi precisamente este ponto que monsenhor Georg Gänswein destacou no esclarecimento enviado em nome de Bento XVI. Segundo explicou, uma eventual doação de órgãos poderia equivaler à doação de futuras relíquias, uma situação que a regulamentação da Santa Sé procura evitar.</p>
<p><strong>Igreja continua a defender a doação de órgãos</strong><br />
Apesar desta exceção aplicável aos Papas, a posição da Igreja Católica relativamente à doação de órgãos permanece favorável.</p>
<p>O próprio Bento XVI manifestou-se publicamente a favor desta prática. Em 1999, classificou a doação de órgãos como um ato de amor e defendeu o seu valor enquanto gesto de solidariedade para com quem necessita de um transplante.</p>
<p>Ainda assim, o protocolo específico estabelecido pela Santa Sé determina que os ocupantes do ministério petrino ficam sujeitos a regras distintas das aplicadas aos restantes fiéis, impedindo a doação dos seus órgãos após a morte, independentemente de qualquer autorização concedida antes da eleição para o papado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773522]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa encerra em baixa e segue tendência predominante no resto da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,01% para 8.931,03 pontos, em linha com a tendência predominante no resto da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,01% para 8.931,03 pontos, em linha com a tendência predominante no resto da Europa.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, seis desceram e 10 subiram.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Teixeira Duarte, que totalizou menos 1,44% para 0,41 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Madrid cedeu 0,66%, Frankfurt 0,58% e Paris 0,23%, enquanto Londres cresceu 0,05%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773526]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Prazo para apoios à reconstrução de habitações vai ser alargado, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:10:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu hoje alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades em Leiria e na Marinha Grande que terminava a 30 de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu hoje alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades em Leiria e na Marinha Grande que terminava a 30 de junho.</p>
<p>Falando à margem do lançamento da campanha &#8220;Nem tudo o que vês é jogo seguro&#8221;, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) para combater o jogo ilegal online, Castro Almeida esclareceu que &#8220;o prazo de 30 de junho era um prazo indicativo, foi uma meta que os próprios municípios e as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) se impuseram a si próprios&#8221;.</p>
<p>&#8220;Foi uma data indicativa. Se tiver que ir para depois de julho, quer dizer que não foi possível fazer antes&#8221;, declarou.</p>
<p>Segundo o ministro, o prazo de 30 de junho [para conclusão das candidaturas aos apoios] &#8220;foi um consenso que se estabeleceu numa reunião com vários outros membros do Governo e com as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional e com as comunidades internas municipais&#8221;.</p>
<p>O ministro da Economia reagia a uma notícia do Jornal de Notícias, indicando que os municípios da Marinha Grande e de Leiria não vão conseguir concluir, até 30 de junho, a análise de mais de 14 mil candidaturas (3365 na Marinha Grande e 10.808 em Leiria) a apoios de até dez mil euros para reconstruir habitações danificadas pelas tempestades do início do ano.</p>
<p>Segundo o jornal, o prazo foi estipulada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, mas há candidaturas que ainda nem sequer foram analisadas, o que pode significar que milhares de lesados não vão receber apoio para reerguer as suas casas até ao final do mês.</p>
<p>&#8220;Já há bastante tempo que chegámos à conclusão de que em três ou quatro concelhos esse objetivo pode ser difícil, mas na esmagadora maioria dos concelhos o objetivo continua de pé e creio que vai ser alcançado&#8221;, declarou o ministro, recordando que só o município de Leiria tem praticamente um terço das candidaturas.</p>
<p>&#8220;É compreensível que em Leiria possa demorar, mas essa exceção não é regra&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Castro Almeida afirmou que &#8220;mais do que 90% das situações vão ficar resolvidas até o dia 30 de junho&#8221;, devendo as restantes candidaturas ser &#8220;resolvidas mais tarde&#8221;.</p>
<p>Em 06 de junho, a plataforma do Governo indicava que apenas 10% dos processos da Marinha Grande tinham sido analisados pela autarquia, de um total de 3.365.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773525]]></sapo:autor>
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		<title>Anacom alerta para chamadas fraudulentas em nome do regulador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:07:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) alertou hoje para o aumento do número de chamadas fraudulentas em seu nome, somando, entre 25 de maio e hoje, mais de 180 queixas de utilizadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) alertou hoje para o aumento do número de chamadas fraudulentas em seu nome, somando, entre 25 de maio e hoje, mais de 180 queixas de utilizadores.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dias tem havido um aumento assinalável de queixas relacionadas com chamadas fraudulentas feitas em nome da Anacom. Entre o dia 25 de maio e hoje, 08 de junho, foram recebidas mais de 180 queixas de cidadãos relativas a contactos telefónicos nos quais os interlocutores se identificam falsamente como agentes de fiscalização desta Autoridade&#8221;, indicou, em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma nota, os interlocutores identificaram-se como agentes da fiscalização, referindo alegadas situações ligadas ao uso do número de telefone do destinatário para a prática de crimes.</p>
<p>Em todos os contactos foram utilizados dados pessoais do destinatário parcialmente corretos.</p>
<p>A Anacom lamentou o sucedido e insistiu que não realiza contactos, nem divulga dados pessoais dos utilizadores ou de entidades terceiras.</p>
<p>Conforme apontou, perante qualquer ocorrência semelhante, os utilizadores devem alertar as autoridades de segurança, nomeadamente a PSP e a GNR.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773519]]></sapo:autor>
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		<title>PSP detém adolescente de 16 anos que ligou para o 112 e mentiu sobre sequestro de alunos em escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:07:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo, depois de ter efetuado uma falsa denúncia para o número de emergência 112, alegando que um homem armado mantinha alunos reféns numa escola da zona de Belém, em Lisboa.</p>
<p>O caso ocorreu no passado dia 5 de junho e levou à mobilização imediata de diversos meios policiais para o estabelecimento de ensino, perante a possibilidade de estar em curso uma situação de elevado risco envolvendo crianças. A informação foi divulgada pela PSP em comunicado.</p>
<p>Segundo a polícia, o alerta foi dado cerca das 12h00 de quinta-feira, quando o adolescente contactou o 112 para comunicar que um homem armado se encontrava no interior de uma sala de aula.</p>
<p>De acordo com a descrição transmitida às autoridades, o suspeito estaria a manter vários alunos sequestrados enquanto os ameaçava, um cenário que obrigou a PSP a desencadear uma resposta imediata devido à gravidade da situação relatada.</p>
<p>Perante a possibilidade de existirem crianças em perigo, foram acionadas várias valências operacionais da força de segurança para o local.</p>
<p>A resposta policial envolveu diferentes unidades da PSP, incluindo meios de Investigação Criminal, equipas do programa Escola Segura, Equipas de Intervenção Rápida, a Equipa de Prevenção e Reação Imediata, bem como outros recursos de patrulhamento.</p>
<p>Segundo a PSP, a mobilização foi realizada com carácter de urgência, tendo em conta a natureza do alerta recebido e a necessidade de garantir a segurança de alunos, professores e restantes funcionários da escola.</p>
<p>Contudo, quando chegaram ao estabelecimento de ensino, os agentes foram informados pela administração de que não existia qualquer situação anormal nas instalações.</p>
<p>A direção da escola esclareceu que tudo decorria normalmente e que a denúncia não correspondia à realidade, tratando-se de uma chamada com contornos falsos.</p>
<p><strong>Investigação permitiu identificar rapidamente o autor</strong><br />
Apesar de ter sido confirmada a inexistência de qualquer ameaça e de a segurança da comunidade escolar não ter estado em risco, a PSP deu continuidade às diligências de investigação para identificar a origem do telefonema.</p>
<p>As autoridades conseguiram localizar e intercetar o suspeito poucos minutos após a ocorrência, apurando que se tratava de um jovem de 16 anos.</p>
<p>De acordo com a PSP, o adolescente acabou por confessar ter efetuado a chamada para o 112 por motivos considerados fúteis. Durante os procedimentos policiais, afirmou não ter consciência das consequências que o seu ato poderia provocar, nomeadamente a mobilização urgente de numerosos meios operacionais.</p>
<p>A PSP confirmou que o jovem foi detido por suspeitas dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.</p>
<p>Após a realização das formalidades processuais, o adolescente foi libertado e notificado para comparecer perante a autoridade judiciária competente.</p>
<p>Em comunicado, a polícia recorda que este tipo de falsas denúncias tem consequências relevantes para a capacidade de resposta dos serviços de emergência e das forças de segurança.</p>
<p>A força policial sublinha que os alertas falsos podem comprometer a resposta a situações verdadeiramente urgentes, desviando recursos humanos e operacionais que poderiam estar a ser utilizados noutras ocorrências.</p>
<p>A PSP alerta, por isso, que este tipo de comportamento pode atrasar o socorro a pessoas que se encontrem efetivamente em risco de vida, além de implicar a mobilização desnecessária de meios especializados para cenários inexistentes.</p>
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