Isabel dos Santos diz, em entrevista ao Observador, que Portugal tem “preconceito” em relação aos investidores angolanos. E afirma que a SIC mente quando diz que a empresária, o marido e a mãe são mencionadas no relatório do Banco de Portugal que fala em problemas de controlo dos riscos de branqueamento de capitais no banco BIC. “Essa informação que a SIC dá, não corresponde com a verdade […] Não há dúvidas que há aqui uma intenção clara de denegrir a minha imagem.”
A empresária, que detém 42,5% do BIC alega que as fragilidades encontradas são uma herança do BPN. “Quando se compra um banco, que é um banco que tinha graves problemas, obviamente que esses problemas não desaparecem num dia”, sublinha.
Também as acusações da eurodeputada Ana Gomes são falsas, fruto da uma estratégia política negativa sem provas, condena a empresária.
Isabel dos Santos rejeita que alguma vez tenha sido favorecida pelo pai enquanto Presidente de Angola. A empresária angolana afirma não foi escolhida pelo pai para liderar a Sonangol, mas sim pelo governo angolano, que representa “várias pessoas”, apesar de durante 36 anos os sucessivos governos terem sido presididos por José Eduardo dos Santos.
O Governo “não era presidido pelo meu pai, era presidido pelo Presidente da República. Infelizmente, que eu saiba, lá em casa ele só preside ao almoço. Porque é importante fazer esta distinção. É preciso distinguir a pessoa da função”, afirma Isabel dos Santos em entrevista ao Observador. E reforça: “Eu não tenho dúvidas que o trabalho que fiz na Sonangol foi um trabalho extraordinário […] um trabalho que marcou a diferença.”
Isabel dos Santos reconhece que a corrupção em Angola é um problema que tem de ser combatido, mas sublinha que sempre trabalhou no setor privado, “muito pouco”com empresas públicas. Também diz que “não sabe” se é a mulher mais rica de Angola, como afirma a Forbes, nem quantas empresas do país detém. Apenas reconhece que são “muitas”.














