Isabel dos Santos pediu mesmo ao Presidente angolano para negociar, pouco depois de os seus bens e contas terem sido arrestados pela justiça angolana e da divulgação do Luanda Leaks, avança o Observador.
A mulher mais rica de África escreveu uma carta de uma página e meia a João Lourenço em que fez um pedido explícito de negociações nos parágrafos quarto e quinto.
Num deles, segundo o Observador, fundamenta o solicitado com o estado da economia nacional e a responsabilidade social, propondo uma plataforma segura de cooperação.Ou seja, a abertura de conversações que poderiam levar à devolução dos 1,1 mil milhões de dólares que a filha mais velha do ex-Presidente de Angola alegadamente deve ao Estado angolano, em troca do levantamento do arresto.
A carta não obteve o efeito desejado. João Lourenço foi perentório na entrevista dada à Deutsche Welle a 3 de fevereiro. “Nós gostaríamos de deixar aqui garantias muito claras de que não se está a negociar”. Nem prevê fazê-lo no futuro. “Mais do que isso, não se vai negociar, na medida em que houve tempo, houve oportunidade de o fazer. Portanto, as pessoas envolvidas neste tipo de atos de corrupção tiveram seis meses de período de graça para devolverem os recursos que indevidamente retiraram do país”, garantiu.



