IRS 2026: 15 verificações que deve mesmo fazer para não perder dinheiro na hora de entregar a declaração

A entrega da declaração de IRS é um dos momentos mais determinantes do ano fiscal para as famílias portuguesas.

Pedro Zagacho Gonçalves

A entrega da declaração de IRS é um dos momentos mais determinantes do ano fiscal para as famílias portuguesas. Apesar do IRS automático e do pré-preenchimento disponibilizado pela Autoridade Tributária, continuam a existir múltiplos campos cuja validação depende exclusivamente do contribuinte. Erros simples podem traduzir-se em imposto pago a mais, reembolso inferior ao devido ou mesmo notificações por divergências. Antes de submeter a declaração relativa aos rendimentos de 2025, há 15 pontos que devem ser confirmados, um por um.

As 15 verificações que deve fazer antes de submeter o IRS

1. Confirmar o ano da declaração
Certifique-se de que está a entregar a declaração respeitante aos rendimentos obtidos entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Trabalhar sobre rascunhos antigos pode comprometer toda a liquidação.

2. Rever a folha de rosto
Verifique dados de identificação, residência fiscal e, sobretudo, o estado civil a 31 de dezembro de 2025. Um erro neste campo pode alterar o cálculo do imposto.

3. Atualizar o agregado familiar
Confirme se dependentes, ascendentes ou alterações como nascimento de filhos ou divórcios estão corretamente refletidos. Dados desatualizados podem implicar perda de deduções.

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4. Validar situações de guarda partilhada
Nos casos aplicáveis, confirme se a percentagem de partilha das despesas está corretamente comunicada e alinhada com a declaração do outro progenitor.

5. Simular tributação conjunta e separada
Nunca escolha por hábito. Simule sempre ambas as opções, pois diferenças de rendimento no casal podem tornar a tributação conjunta mais vantajosa — ou não.

6. Não aceitar o IRS automático sem validar
O IRS automático baseia-se na informação disponível na AT, mas pode não refletir alterações recentes, benefícios fiscais ou rendimentos adicionais.

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7. Confirmar todos os rendimentos e anexos
Salários e pensões constam no Anexo A, trabalho independente no Anexo B, rendas no Anexo F, mais-valias no Anexo G e rendimentos estrangeiros no Anexo J. Verifique se não omitiu nenhum valor.

8. Declarar rendimentos obtidos no estrangeiro
Mesmo que já tenham sido tributados fora de Portugal, devem ser incluídos no Anexo J para efeitos de crédito de imposto e prevenção da dupla tributação.

9. Identificar contas bancárias no estrangeiro
Ainda que não tenham gerado rendimentos, todas as contas estrangeiras onde seja titular ou autorizado devem ser declaradas.

10. Conferir as retenções na fonte
Compare os valores indicados na declaração com os constantes nas declarações anuais das entidades pagadoras. Diferenças podem gerar divergências.

11. Rever as deduções à coleta
Confirme despesas de saúde, educação, habitação e despesas gerais familiares. Verifique se todas as faturas estão corretamente classificadas no e-Fatura.

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12. Ter cuidado ao corrigir o Anexo H
Ao optar por preencher manualmente, deixa de aceitar os valores automáticos e terá de indicar todas as categorias relevantes, sob pena de perder deduções.

13. Confirmar despesas de habitação
Rendas, juros de contratos antigos de crédito à habitação ou encargos com estudantes deslocados nem sempre surgem automaticamente refletidos.

14. Testar o englobamento de rendimentos
Juros, dividendos ou rendimentos prediais podem ser tributados autonomamente ou englobados. Simule ambas as hipóteses antes de decidir.

15. Verificar benefícios fiscais e IBAN

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