A Irlanda pode ser reunificada nos próximos seis anos, indicou esta quinta-feira o presidente do Sinn Fein: isto porque o referendo sobre a unificação da República da Irlanda e da Irlanda do Norte deverá acontecer até 2030, garantiu Mary Lou McDonald, em declarações aos britânicos da ‘Sky News’.
“O que acredito firmemente é – nesta década – que teremos esses referendos, e é meu trabalho e o trabalho de pessoas como eu, que acreditam na reunificação, convencer, conquistar corações e mentes e convencer as pessoas dessa oportunidade – parte do qual, aliás, será realmente consolidar a nossa relação com a Grã-Bretanha como nosso vizinho e bom amigo”, referiu.
Segundo o Acordo da Sexta-Feira Santa (ou Acordo de Belfast), existe um caminho para a realização de uma votação de reunificação na Irlanda do Norte.
O Acordo de Belfast – assinado a 10 de abril de 1998 pelos Governos britânico e irlandês e apoiado pela maioria dos partidos políticos norte-irlandeses. O acordo tinha por finalidade acabar com os conflitos entre nacionalistas e unionistas sobre a questão da união da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, ou sua continuação como parte do Reino Unido. O acordo foi aprovado em referendos separados em maio de 1998 – determinou que “se a qualquer momento parecer provável” que uma “maioria dos votantes expressaria o desejo de que a Irlanda do Norte deixasse de fazer parte do Reino Unido e passasse a fazer parte de uma Irlanda unida”, então o secretário da Irlanda do Norte ordenaria um referendo.
Mas estabeleceu que seriam necessários pelo menos dois referendos – um sobre o princípio da reunificação e outro para alterar a constituição se a Irlanda do Norte concordar em aderir à República da Irlanda após negociações.
Quando se trata da questão dos referendos, vale a pena considerar as sondagens mais recentes: uns decisivos 64% da população da República da Irlanda são a favor da unidade irlandesa. Na Irlanda do Norte, a situação não é tão clara – apenas 30% a favor, 50% contra e 20% indecisos.




