Irão: Turquia “acompanha de perto” grupos curdos iranianos separatistas

A Turquia está a acompanhar “de perto” as ações de grupos curdos iranianos, afirmou hoje o Ministério da Defesa turco, manifestando preocupação com o envolvimento de militantes que Ancara considera “separatistas” na guerra no Irão.

Executive Digest com Lusa

A Turquia está a acompanhar “de perto” as ações de grupos curdos iranianos, afirmou hoje o Ministério da Defesa turco, manifestando preocupação com o envolvimento de militantes que Ancara considera “separatistas” na guerra no Irão.

“As atividades de estruturas que alimentam o separatismo étnico, como a organização terrorista PJAK, prejudicam não só a segurança do Irão, mas também a paz e a estabilidade gerais da região. Estamos a acompanhar de perto as atividades da organização terrorista PJAK no Irão”, indicou o ministério.

Ancara considera o PJAK (Partido para uma Vida Livre no Curdistão) uma ramificação do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), organização proibida na Turquia.

A 22 de fevereiro, o PJAK e outros quatro grupos curdos no exílio anunciaram a formação de uma coligação política destinada a derrubar a República Islâmica e, a prazo, obter a autodeterminação do Curdistão.

Desde quarta-feira, seis grupos curdos fazem parte desta coligação.

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“A Turquia não é favorável à divisão dos países vizinhos, mas sim à preservação da sua integridade territorial”, precisou o Ministério da Defesa turco.

A guerra começou no sábado, quando ataques norte-americanos e israelitas atingiram o Irão, que respondeu com ataques em grande parte da região.

Na quarta-feira, Teerão declarou ter visado grupos armados curdos com base no Iraque.

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Segundo meios de comunicação social norte-americanos, citados pela agência noticiosa France-Presse (AFP), Washington estará a procurar armar combatentes curdos para infiltrar no Irão, iniciativa suscetível de provocar indignação na Turquia.

Presentes na Turquia, na Síria, no Iraque e no Irão, os curdos constituem uma das maiores minorias étnicas do Irão e têm apoiado há muito os protestos antigovernamentais na República Islâmica.

A Turquia procura pôr termo ao seu conflito com o PKK, que se dissolveu oficialmente no ano passado após quatro décadas de violência que fizeram mais de 50.000 mortos.

Embora a maioria dos grupos ligados ao PKK tenha aderido ao apelo ao desarmamento, o PJAK não se associou a essa iniciativa.

Ancara receia que a instabilidade regional encoraje grupos separatistas curdos.

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“A neutralização completa do PJAK constitui uma necessidade urgente para a segurança do Irão”, afirmou no final de janeiro o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, ao seu homólogo iraniano.

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