O Irão está a estudar 13 «cenários de vingança» para retaliar a morte do general e comandante da força de elite iraniana Al-Quds, Qassem Soleimani, em Badgad, no Iraque, provocada pelas tropas norte-americanas. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irão, Ali Shamkhani, avança a “Bloomberg”, que cita a agência de notícias “Fars”.
«Mesmo que seja o mais fraco desses [13] cenários a reunir consenso, a sua implementação pode vir a ser um histórico pesadelo para os americanos», declarou, acrescentando que, para já, não será divulgada mais informação para os media.
Também nesta terça-feira, o Parlamento iraniano acusou a sede do departamento da defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, como terrorista. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que começou a contagem decrescente para a saída das tropas norte-americanas do Médio Oriente. E deixou o alerta: caso a região continue a contar com a presença norte-americana haverá uma guerra que irá prolongar-se durante gerações.
Ontem, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, recorreu à rede social Twitter para deixar um aviso aos Estados Unidos. «Jamais ameacem a nação iraniana. (…) Aqueles que fazem referência ao número 52 deveriam igualmente lembrar-se no número 290. #IR655 [voo da Iranian Air 655 abatido em Julho de 1988 por um navio norte-americano, que provocou 290 vítimas]», escreveu, referindo a Trump que, no sábado, ameaçou atingir 52 alvos iranianos.
Those who refer to the number 52 should also remember the number 290. #IR655
Never threaten the Iranian nation.Continue a ler após a publicidade— Hassan Rouhani (@HassanRouhani) January 6, 2020
Salami voltou à carga nesta terça-feira, prometendo «incendiar» lugares próximos dos Estados Unidos, diante de milhares de pessoas reunidas numa praça central de Kerman, cidade onde nasceu o general iraniano morto. «Vamos vingar-nos. Vamos incendiar os lugares de que gostam», repetiu.
Este domingo, recorde-se que o Irão anunciou que deixará de cumprir os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no acordo internacional sobre o nuclear, que os Estados Unidos abandonaram unilateralmente em Maio do ano passado, impondo sanções pesadas para a economia iraniana. O acordo, assinado em 2015 pelo Irão, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha, pretende evitar que o Teerão tenha material suficiente para construir armas nucleares.









