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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2026 02:28:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Líder da Colômbia acusa Presidente dos EUA de apoiar &#8220;traficantes de droga&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 02:28:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O líder cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Donald Trump, que apoia o candidato de extrema-direita que venceu a primeira volta das presidenciais colombianas, de se ter aliado a "genocidas e traficantes de droga".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O líder cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Donald Trump, que apoia o candidato de extrema-direita que venceu a primeira volta das presidenciais colombianas, de se ter aliado a &#8220;genocidas e traficantes de droga&#8221;.</P><br />
<P>Na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos anunciou o apoio &#8220;total e irrestrito&#8221; a Abelardo de la Espriella para a segunda volta das presidenciais na Colômbia, marcada para 21 de junho.</P><br />
<P>&#8220;Os seus aliados na Colômbia vêm do regime narco-paramilitar; são genocidas traficantes de droga&#8221;, declarou Gustavo Petro, em entrevista à agência de notícias France-Press, na quinta-feira, no palácio presidencial de Bogotá. </P><br />
<P>A esquerda colombiana acusa regularmente grupos paramilitares de se envolverem no tráfico de droga e de terem cometido genocídio contra os movimentos de esquerda no auge do conflito que abalou o país nas décadas de 1980 e 1990.</P><br />
<P>&#8220;Lamento que os indivíduos e os governos que alegam combater o narcotráfico estejam a contribuir para levar o crime ao poder político na Colômbia&#8221;, acrescentou Petro, acusando Abelardo de la Espriella de representar o &#8220;fascismo mafioso&#8221;.</P><br />
<P>De la Espriella, empresário milionário e advogado, defendeu, nomeadamente, paramilitares acusados de tráfico de droga nos tribunais da Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.</P><br />
<P>O candidato, apelidado de &#8220;O Tigre&#8221;, acolheu com satisfação o apoio de Trump, prometendo estabelecer relações &#8220;como nunca antes&#8221; com os Estados Unidos, que &#8220;desempenha um papel decisivo na luta contra o crime e o narcoterrorismo&#8221;.</P><br />
<P>Petro alegou que Donald Trump não respeitou um acordo de não interferência nas eleições colombianas, que os dois teriam assinado durante uma visita à Casa Branca em fevereiro.</P><br />
<P>As relações entre o Petro e Trump estão tensas desde o regresso do magnata republicano à presidência.</P><br />
<P>Donald Trump chamou ao homólogo &#8220;barão do narcotráfico&#8221;, enquanto Gustavo Petro retorquiu que é a direita na Colômbia que &#8220;sempre esteve ligada ao narcotráfico&#8221;.</P><br />
<P>Tendo-se tornado o primeiro presidente de esquerda da história do país em 2022, Petro está constitucionalmente impedido de se candidatar a um segundo mandato.</P><br />
<P>Os Estados Unidos &#8220;estão a implementar uma política ideológica que divide o mundo entre aqueles que pensam como eles e aqueles que não pensam&#8221;, declarou o Presidente colombiano, segurando uma barra de chocolate feita por agricultores que substituíram os campos de coca, o principal componente da cocaína, por cacau.</P><br />
<P>Petro fez ainda questão de mostrar uma série de fotos que, segundo ele, comprovam os números que demonstram a diminuição da área de plantações de coca no país durante a sua presidência.</P><br />
<P>Antigo aliado da Venezuela, Petro, antigo guerrilheiro do movimento M-19, demarcou-se também do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos após ser capturado em janeiro, durante uma operação militar norte-americana em Caracas.</P><br />
<P>&#8220;Conheci realmente [Hugo] Chávez&#8221; quando ele estava no poder, entre 1999 e 2013, mas &#8220;nunca mais voltei à Venezuela depois disso&#8221;, percebendo &#8220;um declínio político&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Gustavo Petro afirmou que falou com Maduro após a sua reeleição em 2024, que a oposição alega ter ganho e que não foi reconhecida por vários países.</P><br />
<P>&#8220;Eu disse-lhe pessoalmente: &#8216;Aprende a estar na oposição como nós estivemos durante 50 anos na Colômbia'&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772242]]></sapo:autor>
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		<title>Sete pessoas detidas em Hong Kong no aniversário da repressão de Tiananmen</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 01:52:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A polícia de Hong Kong deteve na quinta-feira sete pessoas por transportarem flores, fazerem gestos comemorativos ou vestirem roupas de luto no 37.º aniversário da repressão de 1989 na Praça de Tiananmen.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A polícia de Hong Kong deteve na quinta-feira sete pessoas por transportarem flores, fazerem gestos comemorativos ou vestirem roupas de luto no 37.º aniversário da repressão de 1989 na Praça de Tiananmen.</P><br />
<P>Cinco homens e duas mulheres, com idades entre os 17 e os 79 anos, foram detidos temporariamente sob a acusação de perturbação da ordem pública perto do Parque Victoria.</P><br />
<P>Todos os identificados, incluindo o antigo presidente da extinta Liga dos Social-Democratas, Chan Po-ying, e a ativista Virginia Fung, foram libertados horas depois, sem serem acusados.</P><br />
<P>O dia foi marcado por uma forte presença policial.</P><br />
<P>Dezenas de polícias controlavam o acesso ao metro e ao perímetro do local onde, durante quase três décadas, até 180 mil pessoas se reuniram para a maior vigília à luz das velas do mundo em memória da repressão de 1989 na Praça de Tiananmen.</P><br />
<P>As autoridades tinham avisado que iriam tomar medidas contra qualquer risco para a segurança nacional.</P><br />
<P>A operação começou na quarta-feira, quando um artista de Hong Kong, Chen Sanmu,  tentou amarrar um fio vermelho simbólico a um poste de sinalização em Causeway Bay, um movimentado bairro comercial, mas foi detido de imediato.</P><br />
<P>Na noite de quarta-feira, outra artista, Chan Mei-tung, que se encontrava em frente a uma zona comercial, segurava um balão em forma de ponto de interrogação, quando foi parada pela polícia, que a acompanhou de volta à estação de metro.</P><br />
<P>As ações policiais coincidem com o fim do julgamento da liderança da Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Patrióticos e Democráticos da China, a plataforma que organizou a vigília histórica até à sua dissolução em 2021.</P><br />
<P>O advogado Chow Hang-tung e o ativista Lee Cheuk-yan declararam-se inocentes das acusações de &#8220;incitar à subversão do poder estatal&#8221; ao abrigo da lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020.</P><br />
<P>Um terceiro arguido, o ex-legislador Albert Ho, declarou-se culpado no julgamento, realizado perante três juízes nomeados pelo governo.</P><br />
<P>As três figuras da oposição estão em prisão preventiva desde 2021, aguardando o veredicto, previsto para julho, e enfrentam penas máximas de dez anos. </P><br />
<P>Em 04 de junho de 1989, o exército chinês avançou com tanques para dispersar protestos pacíficos liderados por estudantes, que pediam reformas democráticas para o país, causando um número de mortos que ainda hoje é objeto de discussão.</P><br />
<P>Estimativas chegam às dez mil vítimas, embora Pequim defenda que a repressão dos &#8220;tumultos contrarrevolucionários&#8221; tenha levado à morte de duas centenas de civis.</P><br />
<P>Durante três décadas, Hong Kong e Macau foram os únicos locais em solo chinês onde o 04 de junho em Pequim foi lembrado de forma pacífica, com vigílias anuais que, no caso de Hong Kong, reuniam dezenas de milhares de cidadãos. </P><br />
<P>A Polícia de Segurança Pública de Macau disse à Lusa não ter sido notificada sobre a organização de reuniões ou manifestações. </P><br />
<P>Em 2020, as autoridades proibiram, em Macau e Hong Kong, pela primeira vez em 30 anos, a realização da vigília em espaço público, numa decisão justificada com os trabalhos de prevenção da covid-19.</P><br />
<P>Já no ano seguinte, a PSP Macau citou pela primeira vez razões políticas para interditar a comemoração.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772241]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Parlamento dos EUA aprova apoio a Kiev e novas sanções à Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 01:27:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.</P><br />
<P>A Câmara dos Representantes aprovou na quinta-feira, com 226 votos a favor a 195 contra, a proposta apresentada pelo democrata Gregory Meeks, apesar das objeções dos líderes republicanos que alertaram que iria prejudicar as negociações de paz.</P><br />
<P>O projeto iria dar mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda para a segurança e reconstrução da Ucrânia e mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.</P><br />
<P>A votação é um sinal de impaciência com a abordagem do Presidente norte-americano à guerra e representa a segunda grande divergência da Câmara com Donald Trump em matéria de política externa esta semana.</P><br />
<P>Na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso aprovou, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra com o objectivo de travar a acção militar dos EUA contra o Irão.</P><br />
<P>&#8220;Todos queremos que esta guerra termine&#8221;, disse Meeks.</P><br />
<P>&#8220;A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que [o Presidente russo] Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?&#8221; questionou o democrata.</P><br />
<P>A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida.</P><br />
<P>French Hill, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, alertou que a proposta prevê menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia em comparação com o que o Congresso tinha acordado como parte da política de defesa deste ano.</P><br />
<P>Outra secção poderia levar a uma diminuição dos gastos com a defesa por parte de alguns membros da NATO, acrescentou.</P><br />
<P>No final, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra.</P><br />
<P>Os apoiantes esperam que a aprovação do projeto de lei sobre a Ucrânia pela Câmara pressione o Senado (câmara alta) a fazer o mesmo. Mas também sabem que o Senado provavelmente não concordará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.</P><br />
<P>A guerra que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia ao país vizinho dura há mais de quatro anos, sem fim à vista. Nos últimos dias, ambos os lados procuraram vantagem lançando ataques com mísseis de longo alcance.</P><br />
<P>Os esforços de paz liderados pelos EUA perderam força à medida que a situação na Ucrânia se agravava.</P><br />
<P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou um cessar-fogo incondicional exigido por Trump, mas Putin recusou.</P><br />
<P>A discussão no Senado em relação à Ucrânia girou em torno de um projeto de lei que imporia tarifas abrangentes e sanções secundárias aos países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações à Rússia, que são cruciais para o financiamento das forças armadas russas. Mas o projeto de lei está parado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772240]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA reavaliam presença na Bósnia face a desacordo sobre novo Alto Representante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 01:09:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos vão rever a presença na Bósnia depois de Washington e a União Europeia não terem chegado a acordo para nomear um novo Alto Representante para supervisionar o acordo de paz no país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos vão rever a presença na Bósnia depois de Washington e a União Europeia não terem chegado a acordo para nomear um novo Alto Representante para supervisionar o acordo de paz no país.</P><br />
<P>&#8220;A indecisão europeia e o facto de o PIC [sigla em inglês do Conselho de Implementação da Paz] estar a fugir às suas responsabilidades para com a Bósnia-Herzegovina obrigam os Estados Unidos a rever o seu papel na atual presença internacional na Bósnia-Herzegovina&#8221;, disse um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, num comunicado divulgado na quinta-feira.</P><br />
<P>O Comité Executivo do PIC estava reunido em Sarajevo desde quarta-feira, mas não conseguiu selecionar o novo Alto Representante, após a demissão, em maio, do alemão Christian Schmidt.</P><br />
<P>&#8220;Todos os participantes esperam que seja nomeado um candidato de consenso nos próximos dias, com vista a uma transição até ao final de junho&#8221;, disse Schmidt, num vídeo publicado nas redes sociais.</P><br />
<P>O antigo ministro da Agricultura alemão, de 68 anos, anunciou em maio, de forma inesperada, a saída do cargo, que o próprio atribuiu à pressão &#8220;enorme e inesperada&#8221; de Washington.</P><br />
<P>O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou na segunda-feira que &#8220;é importante que o novo Alto Representante (&#8230;) represente a escolha da Bósnia-Herzegovina de continuar no caminho para a adesão à União Europeia&#8221;.</P><br />
<P>Schmidt foi nomeado em 2021 e envolveu-se numa longa disputa de poder com o líder sérvio-bósnio Milorad Dodik.</P><br />
<P>O Gabinete do Alto Representante foi criado após a guerra na Bósnia (1992-1995), que causou cerca de 100 mil mortos, forçando ainda milhões de pessoas a deslocarem-se.</P><br />
<P>O Alto Representante tem, desde então, a função de supervisionar a implementação dos acordos de paz de Dayton que puseram fim ao conflito.</P><br />
<P>Os poderes deste cargo são numerosos e discricionários, permitindo promulgar ou revogar leis e destituir funcionários eleitos, e o seu mandato não tinha limite temporal.</P><br />
<P>Desde o final da guerra em 1995, a Bósnia está dividida em duas entidades autónomas: a República Sérvia (49% do território) e a Federação da Bósnia e Herzegovina, ligadas por um frágil governo central.</P><br />
<P>À chegada de Schmidt, Milorad Dodik classificou-o imediatamente de &#8220;ilegítimo&#8221; e de &#8220;turista&#8221;, argumentando que não contava com a aprovação formal do Conselho de Segurança da ONU devido à oposição da Rússia e da China.</P><br />
<P>O líder sérvio-bósnio, que mantém laços estreitos com Moscovo, apresentou frequentemente Schmidt como uma ameaça para a República Sérvia.</P><br />
<P>Milorad Dodik, alvo de sanções norte-americanas durante anos, viu estas serem levantadas este ano e mantém laços com pessoas do círculo da família do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</P><br />
<P>Donald Trump Jr., um dos filhos do Presidente norte-americano, deslocou-se a Banja Luka, capital da República Sérvia, no âmbito de uma visita qualificada de &#8220;cordial&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772239]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Anthropic alerta para auto-melhoria da IA e sugere pausa no seu desenvolvimento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/anthropic-alerta-para-auto-melhoria-da-ia-e-sugere-pausa-no-seu-desenvolvimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 00:25:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Anthropic alertou que a inteligência artificial será capaz de criar o "seu próprio sucessor" de forma totalmente autónoma nos próximos anos, sugerindo "uma pausa" no seu desenvolvimento para que a sociedade e a investigação possam "acompanhar o ritmo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Anthropic alertou que a inteligência artificial será capaz de criar o &#8220;seu próprio sucessor&#8221; de forma totalmente autónoma nos próximos anos, sugerindo &#8220;uma pausa&#8221; no seu desenvolvimento para que a sociedade e a investigação possam &#8220;acompanhar o ritmo&#8221;.</P><br />
<P>A empresa norte-americana revelou, numa publicação, quinta-feira, que delega cada vez mais o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) aos seus próprios sistemas de IA e, à medida que a capacidade computacional aumenta, aproxima-se a possibilidade da &#8220;auto-melhoria recursiva&#8221;, ou seja, que ela própria conceba e desenvolva o seu sucessor.</P><br />
<P>A autoaperfeiçoamento recursivo, que &#8220;não é inevitável&#8221; e &#8220;pode chegar antes que muitas instituições estejam preparadas&#8221;, pode ser benéfico para a ciência e a saúde, mas também &#8220;aumentar os riscos de os humanos perderem o controlo dos sistemas de IA&#8221;, salientou.</P><br />
<P>&#8220;Se os sistemas forem capazes de criar inteiramente os seus próprios sucessores, as formas de os tornar seguros, supervisioná-los e moldar o seu comportamento tornam-se muito mais importantes&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A empresa acredita que &#8220;provavelmente será benéfico&#8221; abrandar o desenvolvimento da IA para poder dedicar mais tempo a abordar as suas &#8220;imensas implicações&#8221;, e apelou à colaboração de empresas de todo o mundo com o seu departamento de investigação, o The Anthropic Institute, para estabelecer um quadro de referência.</P><br />
<P>&#8220;Acreditamos que seria bom para o mundo ter a opção de travar ou pausar temporariamente o desenvolvimento da IA de ponta, para permitir que as estruturas sociais e a investigação em alinhamento possam acompanhar o ritmo do avanço da tecnologia&#8221;, declarou.</P><br />
<P>A Anthropic propõe ajudar a construir os sistemas que essa pausa exigiria, com formas de &#8220;verificar&#8221; se os outros realmente param para evitar favorecer um &#8220;agente mal-intencionado&#8221;, e destacou que laboratórios &#8220;bem financiados&#8221; em vários países deverão &#8220;aceitar parar nas mesmas condições&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Uma pausa credível também tem de especificar o que a desencadeia, o que a levanta e quem a arbitra&#8221;, salientou.</P><br />
<P>O texto, assinado pelo cofundador da Anthropic, Jack Clark, e pela diretora do The Anthropic Institute, Marina Favaro, descreve, utilizando dados internos, a rapidez com que os seus modelos avançados estão a melhorar, e prevê que, no futuro, agentes como o seu Claude poderão treinar-se sozinhos.</P><br />
<P>Por exemplo, explicou que hoje mais de 80% do código que a Anthropic incorpora na sua base de código foi criado pelo Claude, quando há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2025, o número era inferior a 10%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772237]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quarenta e nove nigerinos morreram de sede após avaria no deserto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quarenta-e-nove-nigerinos-morreram-de-sede-apos-avaria-no-deserto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 00:10:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quarenta e nove cidadãos do Níger morreram de sede no deserto, na zona fronteiriça entre a Argélia, o Níger e o Mali, após a avaria do camião que os transportava, disseram quinta-feira autoridades locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Quarenta e nove cidadãos do Níger morreram de sede no deserto, na zona fronteiriça entre a Argélia, o Níger e o Mali, após a avaria do camião que os transportava, disseram quinta-feira autoridades locais.</P><br />
<P>As 49 pessoas &#8220;morreram de sede numa zona remota situada a mais de 80 quilómetros a oeste de Assamaka&#8221;, segundo as autoridades da província de Agadez, que administra a zona, precisando que os viajantes regressavam do Mali.</P><br />
<P>&#8220;Privados de água e incapazes de reparar o veículo, apesar dos esforços do motorista, dos seus ajudantes e dos passageiros, os viajantes viram-se presos no meio de um ambiente hostil, onde as temperaturas extremas e a ausência de pontos de abastecimento tornam a sobrevivência extremamente difícil&#8221;, explicou a administração provincial, acrescentando que as vítimas foram enterradas em valas comuns.</P><br />
<P>Segundo as autoridades, &#8220;duas pessoas sobreviveram a esta provação&#8221; e &#8220;percorreram mais de 50 quilómetros a pé antes de chegarem a uma poça de água e, posteriormente, a Assamaka, onde puderam dar o alarme&#8221;.</P><br />
<P>Esta zona desértica, evocada pelas autoridades locais como &#8220;um dos ambientes mais hostis do planeta&#8221;, ponto de passagem conhecido dos migrantes africanos que procuram chegar à Europa, é regularmente palco de tragédias deste tipo.</P><br />
<P>Em 2025, pelo menos 35 migrantes morreram no deserto do Níger, segundo relatou a organização não governamental Alarme Phone Sahara (APS).</P><br />
<P>Em outubro de 2013, 92 migrantes nigerianos (33 mulheres, 52 crianças e sete homens) morreram de sede no meio do deserto, no norte do Níger, perto da fronteira com a Argélia, depois de terem sido abandonados por traficantes na sequência de avarias nos veículos. Tentavam chegar à Argélia.</P><br />
<P>Mais de 34 mil migrantes foram expulsos da Argélia para o vizinho Níger em 2025, segundo a APS.</P><br />
<P>No final de março, a Argélia e o Níger, que partilham uma fronteira de 959 quilómetros no meio do deserto, reforçaram a cooperação na luta contra &#8220;a ameaça terrorista&#8221;, a criminalidade transfronteiriça e o aumento do comércio ilícito.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772236]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Tóquio abre com Nikkei a cair 0,74%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 00:06:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio abriu hoje mista, com o principal índice, o Nikkei, a perder 0,74% para 66.970,38 pontos, pouco depois da abertura da sessão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio abriu hoje mista, com o principal índice, o Nikkei, a perder 0,74% para 66.970,38 pontos, pouco depois da abertura da sessão.</P><br />
<P>No sentido contrário, o segundo indicador, o Topix, subia 0,15% para 3.957,82 pontos, às 09:03 locais (01:03 em Lisboa)</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772234]]></sapo:autor>
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		<title>Presidente cubano condena &#8220;agressividade e perversidade&#8221; dos EUA após novas sanções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 00:03:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a "agressividade e perversidade" dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a &#8220;agressividade e perversidade&#8221; dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.</P><br />
<P>&#8220;A agressividade e a perversidade do Governo ianque confrontar-se-ão com a nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperialista&#8221;, declarou o chefe de Estado cubano na rede social X.</P><br />
<P>Estas sanções &#8220;pretendem reforçar as medidas de embargo e o clima de conflito entre Cuba e os Estados Unidos&#8221;, acusou Díaz-Canel.</P><br />
<P>O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções financeiras a Díaz-Canel, à mulher, Lis Cuesta, ao enteado, Manuel Anido Cuesta, ao coronel Alejandro Castro Espin &#8211; filho do ex-presidente Raúl Castro &#8211; e ao seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis.</P><br />
<P>O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs também sanções ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e aos Comités de Defesa da Revolução (CDR), uma rede de comités de bairro criada para articular o apoio popular à revolução comunista.</P><br />
<P>A lista de entidades sancionadas é completada com o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a empresa mineira La Victoria e a agência de viagens Amistur.</P><br />
<P>As sanções proíbem transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos bens sob jurisdição dos Estados Unidos ficam congelados.</P><br />
<P>Esta ronda de sanções faz parte da estratégia do Governo republicano de pressionar Cuba para forçar mudanças económicas e políticas na ilha caribenha, enquanto Trump repete que, devido à sua situação geográfica, a apenas 150 quilómetros da Florida, ela constitui &#8220;uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos&#8221;.</P><br />
<P>Desde a captura do então Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, num ataque militar norte-americano a 03 de janeiro deste ano na Venezuela, Trump impôs um embargo petrolífero a Cuba, o que agravou a crise económica do país, e tem repetidamente ameaçado &#8220;assumir o controlo&#8221; da ilha.</P><br />
<P>O Departamento de Justiça norte-americano apresentou também no mês passado uma acusação formal contra Raúl Castro por alegada responsabilidade na queda, em 1996, de dois aviões pertencentes a uma organização de exilados cubanos, que resultou na morte de quatro pessoas.</P><br />
<P>Neste contexto, Washington e Havana têm mantido negociações discretas nas quais Raúl Guillermo Rodríguez Castro, um dos netos de Raúl Castro, conhecido como &#8220;El Cangrejo&#8221; (&#8220;O Caranguejo&#8221;), terá atuado como um dos interlocutores cubanos.</P><br />
<P>O Governo de Cuba insiste que qualquer mudança no país deve ser decidida pelo povo cubano e denuncia que os Estados Unidos estão a preparar uma agressão militar à ilha.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772232]]></sapo:autor>
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		<title>Trump encabeçará abertura de festejos de 250 anos dos EUA após cancelamento de artistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 23:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que encabeçará, a 24 de junho, um grande comício em Washington para dar início às comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que encabeçará, a 24 de junho, um grande comício em Washington para dar início às comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos. </P><br />
<P>A alteração ao programa original do evento inaugural, batizado como &#8220;The Great American State Fair (A Grande Feira Estadual Americana)&#8221;, ocorreu após o cancelamento por vários artistas da sua participação, invocando tensões políticas. </P><br />
<P>Na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu que será &#8220;o maior comício de todos os tempos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não queremos cantores sem talento mas com enormes honorários, que vos dão sono &#8212; dissemos-lhes a todos que ficassem em casa&#8221;, acrescentou o Presidente republicano, referindo-se aos artistas que compunham o cartaz inicialmente anunciado para o evento.</P><br />
<P>O chefe de Estado norte-americano precisou que será acompanhado de música que os norte-americanos &#8220;ouvem há anos&#8221; e confirmou que contará com a atuação de Lee Greenwood, sobretudo conhecido por interpretar &#8220;God Bless the U.S.A.&#8221;, uma canção patriótica lançada em 1984 que se tornou um hino frequente em comícios políticos, cerimónias militares e celebrações nacionais nos Estados Unidos.</P><br />
<P>O tenor Christopher Dennis, cuja voz Trump comparou à de Luciano Pavarotti, também acompanhará o Presidente, com um repertório de canções religiosas.</P><br />
<P>O anúncio surge depois de diversos artistas terem cancelado a participação nos concertos previstos para inaugurar &#8220;The Great American State Fair&#8221;, o festival promovido pela organização Freedom 250 como parte das celebrações nacionais do aniversário da independência dos Estados Unidos.</P><br />
<P>Entre os que abandonaram o cartaz, estão o cantor de &#8216;rock&#8217; Bret Michaels, vocalista da banda Poison, bem como as bandas Alabama, The Marshall Tucker Band, The Oak Ridge Boys e o músico &#8216;country&#8217; Mark Wills.</P><br />
<P>Os cancelamentos obrigaram os organizadores a repensar a programação da cerimónia de abertura de 24 de junho e de todo o festival estadual, que se estenderá até 10 de julho e contará com pavilhões de todos os 50 estados, exposições históricas e atividades culturais como parte das comemorações dos &#8220;250 anos da América&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772158]]></sapo:autor>
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		<title>Cuba condena novas sanções financeiras dos EUA a Díaz-Canel e família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 23:09:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo cubano condenou hoje as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos ao Presidente, Miguel Díaz-Canel, e a familiares, afirmando que qualquer ação que vise "criar um cenário de conflito" está destinada ao fracasso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo cubano condenou hoje as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos ao Presidente, Miguel Díaz-Canel, e a familiares, afirmando que qualquer ação que vise &#8220;criar um cenário de conflito&#8221; está destinada ao fracasso.</P><br />
<P>O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, declarou nas redes sociais que a &#8220;vil inclusão&#8221; de Díaz-Canel, de parte da sua família e de outras pessoas e instituições cubanas na lista de sancionados é &#8220;o mais recente exemplo do plano intervencionista norte-americano&#8221; para retratar Havana &#8220;como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Cada ação norte-americana destinada a construir um cenário de conflito entre os dois países estará condenada ao fracasso. Cada ameaça à independência e soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais unidade e determinação do nosso povo&#8221;, sublinhou o chefe da diplomacia cubana.</P><br />
<P>O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções financeiras a Díaz-Canel, à mulher, Lis Cuesta, ao enteado, Manuel Anido Cuesta, ao coronel Alejandro Castro Espin, filho do ex-presidente Raúl Castro, e ao seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis.</P><br />
<P>O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs também sanções ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e aos Comités de Defesa da Revolução (CDR), uma rede de comités de bairro criada para articular o apoio popular à revolução comunista.</P><br />
<P>A lista de entidades sancionadas é completada com o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a empresa mineira La Victoria e a agência de viagens Amistur.</P><br />
<P>As sanções proíbem transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos bens sob jurisdição dos Estados Unidos ficam congelados.</P><br />
<P>Esta ronda de sanções faz parte da estratégia do Governo Trump de pressionar Cuba para forçar mudanças económicas e políticas na ilha caribenha.</P><br />
<P>Desde a captura do então Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, num ataque militar norte-americano a 03 de janeiro deste ano na Venezuela, Trump impôs um embargo petrolífero a Cuba, o que agravou a crise económica do país, e ameaçou repetidamente &#8220;assumir o controlo&#8221; da ilha.</P><br />
<P>O Departamento de Justiça norte-americano apresentou também no mês passado uma acusação formal contra Raúl Castro por alegada responsabilidade na queda, em 1996, de dois aviões pertencentes a uma organização de exilados cubanos, que resultou na morte de quatro pessoas.</P><br />
<P>Neste contexto, Washington e Havana têm mantido negociações discretas nas quais Raúl Guillermo Rodríguez Castro, um dos netos de Raúl Castro, conhecido como &#8220;El Cangrejo&#8221; (&#8220;O Caranguejo&#8221;), terá atuado como um dos interlocutores cubanos.</P><br />
<P>O Governo de Cuba insiste que qualquer mudança no país deve ser decidida pelo povo cubano e denuncia que os Estados Unidos estão a preparar uma agressão militar à ilha.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772138]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal é bom aluno nas renováveis, mas chumba na estrada: especialista alerta para paradoxo ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 23:01:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Luísa Loura, diretora da Pordata, comentou à 'Executive Digest' os dados mais recentes do estudo que aponta um país com uma equação difícil de resolver: a mobilidade como travão à transição ambiental]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal chega ao Dia Mundial do Ambiente com um retrato que mistura boas notícias e sinais de alerta. O país está entre os que menos emitem gases com efeito de estufa por habitante na União Europeia e aparece acima da média europeia nas energias renováveis. Mas há um ponto onde a transição ambiental continua a esbarrar: a mobilidade.</p>
<p>Os dados sistematizados pela Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, mostram que Portugal foi, em 2024, o terceiro país da União Europeia com menos emissões de gases com efeito de estufa por habitante, com 4,8 toneladas de CO2 equivalente per capita. Só Malta e Suécia apresentaram valores mais baixos.</p>
<p>A boa posição, porém, tem uma leitura menos confortável. Entre 1990 e 2024, Portugal foi também um dos países europeus que menos reduziu emissões por habitante. Luísa Loura, diretora da Pordata, explica que o país “partiu de uma posição muito boa”, uma vez que “sempre teve poucas emissões” e não tinha setores particularmente poluentes quando comparado com outros Estados-membros. Ainda assim, sublinha que Portugal “não contribuiu especialmente para o esforço de redução das emissões ao nível da União Europeia”.</p>
<p>A comparação com a Suécia ajuda a perceber o problema. Segundo Luísa Loura, em exclusivo à &#8216;Executive Digest&#8217;, ambos os países partiram de uma situação semelhante em 1990, mas a Suécia conseguiu ficar entre os dez países que mais reduziram emissões. Portugal, pelo contrário, manteve-se quase estável. “Portugal ainda tem caminho para reduzir estas emissões”, resume a responsável.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771981" rel="attachment wp-att-771981"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1.png" alt="" width="586" height="270" class="alignnone size-full wp-image-771981" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1.png 586w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1-300x138.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771982" rel="attachment wp-att-771982"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata.png" alt="" width="537" height="266" class="alignnone size-full wp-image-771982" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata.png 537w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata-300x149.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></a></p>
<p><strong>O travão está na estrada</strong></p>
<p>O setor dos transportes é hoje o principal responsável pelas emissões nacionais de gases com efeito de estufa. Em 2024, representou 34,4% do total, o quarto valor mais elevado da União Europeia e nove pontos percentuais acima da média comunitária. Cerca de 20% das emissões nacionais estão associadas à combustão de gasolina e gasóleo no parque automóvel português.</p>
<p>Mais do que um problema abstrato, este é o ponto onde os dados ambientais se cruzam com a vida quotidiana. Portugal tinha, em 2024, mais de 6,1 milhões de veículos ligeiros de passageiros registados, o equivalente a 574 automóveis por cada mil habitantes. Em 1990, eram 185 carros por mil habitantes. Em pouco mais de três décadas, o parque automóvel mais do que triplicou.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771984" rel="attachment wp-att-771984"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4.png" alt="" width="586" height="326" class="alignnone size-full wp-image-771984" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4.png 586w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4-300x167.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771985" rel="attachment wp-att-771985"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2.png" alt="" width="584" height="739" class="alignnone size-full wp-image-771985" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2.png 584w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2-237x300.png 237w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2-356x450.png 356w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /></a></p>
<p>Luísa Loura evita colocar o problema como uma acusação direta aos condutores. Na sua leitura, a dependência do automóvel não é tanto um “bloqueio ambiental”, mas está claramente a “bloquear a melhoria”. O setor dos transportes é um dos que mais emite e, ao mesmo tempo, um daqueles onde a intervenção pública pode ter efeito mais direto.</p>
<p>“O automóvel, a utilização do automóvel, comparativamente com outros países da União Europeia, não só o número de carros que temos per capita, como a própria utilização do automóvel, é maior do que nos outros países”, explica a diretora da Pordata. Por isso, acrescenta, “há com certeza algum trabalho que se consegue fazer no sentido de reduzir a utilização do automóvel” e esse trabalho pode ser eficaz na redução das emissões.</p>
<p><strong>Não é só comodismo: é falta de alternativa</strong></p>
<p>O dado mais expressivo talvez esteja na evolução da mobilidade. Entre 1990 e 2023, o uso dos transportes públicos em Portugal caiu de 29% para 12%, enquanto a utilização do carro subiu de 72% para 88%. Em 2023, 88,2% dos quilómetros percorridos por passageiros em Portugal foram feitos de automóvel, o terceiro valor mais elevado da União Europeia.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771986" rel="attachment wp-att-771986"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6.png" alt="" width="584" height="732" class="alignnone size-full wp-image-771986" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6.png 584w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6-239x300.png 239w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6-359x450.png 359w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771987" rel="attachment wp-att-771987"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5.png" alt="" width="580" height="322" class="alignnone size-full wp-image-771987" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5.png 580w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5-300x167.png 300w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /></a></p>
<p>No comboio e no autocarro, a trajetória foi inversa. Portugal passou de quarto país com maior uso do comboio para quarto país com menor utilização, entre os países com dados comparáveis desde 1990. A extensão da linha férrea também recuou, de 3.126 quilómetros em 1990 para 2.526 quilómetros em 2024.</p>
<p>Para Luísa Loura, esta evolução tem uma explicação que vai além da preferência individual. A responsável aponta para mudanças profundas na habitação, no mercado de trabalho e nos movimentos pendulares. Muitas pessoas passaram a viver cada vez mais longe dos centros urbanos onde estudam ou trabalham, por pressão dos preços da habitação, e essa alteração não foi acompanhada por uma rede de transportes suficientemente eficaz.</p>
<p>“As pessoas mais novas, as que entram de novo para o mercado de trabalho, são de certa forma forçadas a ir procurar casa longe”, explica. O problema, acrescenta, é que este movimento “não está a ser acompanhado pelas infraestruturas”, nem por comboios, nem por autocarros, nem por redes articuladas entre municípios.</p>
<p>É aqui que a leitura se torna mais política e territorial. Não se trata apenas de convencer os portugueses a deixarem o carro em casa. Trata-se de lhes dar uma alternativa real. “Eu não colocaria o ónus nas pessoas que, por comodismo, preferem usar o carro. Não acho isso de todo”, afirma Luísa Loura. Em muitos casos, diz, as alternativas são tão demoradas que “não chegam a ser alternativas”.</p>
<p><strong>O país mudou mais depressa do que os transportes</strong></p>
<p>A diretora da Pordata identifica uma desadaptação entre a velocidade das mudanças sociais e a resposta das infraestruturas. Os movimentos pendulares aumentaram, as famílias foram empurradas para fora dos centros urbanos e a organização dos transportes não acompanhou esse novo mapa do país.</p>
<p>O problema torna-se ainda mais evidente quando envolve vários municípios. Horários que não coincidem, redes que não comunicam e fronteiras administrativas que dificultam deslocações simples ajudam a explicar porque é que, na análise custo-benefício, muitos portugueses continuam a escolher o carro.</p>
<p>Luísa Loura dá o exemplo da região Oeste, onde os municípios procuraram articular respostas e criar condições para circular dentro da região com passe gratuito. Para a responsável, este tipo de solução mostra que há margem para políticas públicas capazes de responder à nova realidade da mobilidade.</p>
<p>A tendência, no entanto, continua a agravar-se. Segundo a diretora da Pordata, a utilização do carro “tem vindo a piorar desde 2015”. Ou seja, o problema não pertence apenas ao passado. Continua ativo e, em alguns indicadores, está a intensificar-se.</p>
<p><strong>Carros elétricos ajudam, mas não resolvem tudo</strong></p>
<p>Há uma mudança positiva no parque automóvel: os carros elétricos estão a crescer. Em 2024, venderam-se em Portugal mais de 40 mil novos automóveis elétricos, cerca de 20% das novas matrículas, acima da média europeia de 13,5% e mais do dobro do valor registado em 2022.</p>
<p>Do ponto de vista das emissões diretas, a eletrificação é relevante. Luísa Loura reconhece que os carros elétricos podem contribuir muito para reduzir gases com efeito de estufa, uma vez que não há combustão de gasolina ou gasóleo. “Os carros elétricos são limpos no aspeto das emissões de gases com efeito de estufa”, afirma.</p>
<p>Mas há duas cautelas. A primeira é temporal: mesmo que a compra de carros novos seja cada vez mais elétrica, o peso destes veículos no total do parque automóvel continuará a ser reduzido durante vários anos, porque as pessoas não trocam de carro de um momento para o outro. A segunda é estrutural: trocar carros a combustão por carros elétricos reduz emissões, mas não resolve, por si só, a dependência do automóvel.</p>
<p>A responsável admite ainda que os elétricos têm outras contrapartidas ambientais que devem ser consideradas. Por isso, embora veja a eletrificação como parte do caminho, insiste que a prioridade deve passar também por tornar os transportes públicos mais atrativos, mais úteis e mais compatíveis com as necessidades reais das pessoas.</p>
<p><strong>Renováveis são a força de Portugal, mas o petróleo continua a pesar</strong></p>
<p>O paradoxo português fica mais claro quando se olha para a energia. Portugal está entre os países da União Europeia com maior peso de renováveis no consumo e na produção. Mais de 95% da energia produzida no país tem origem em fontes renováveis, uma proporção que coloca Portugal entre os melhores desempenhos europeus.</p>
<p>Ainda assim, no consumo final de energia, os produtos petrolíferos continuam a dominar. Em 2024, representavam 42,9% do consumo final de energia em Portugal, acima da média europeia de 37,3%. O setor dos transportes absorve 80% desse consumo no país.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771988" rel="attachment wp-att-771988"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8.png" alt="" width="552" height="281" class="alignnone size-full wp-image-771988" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8.png 552w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8-300x153.png 300w" sizes="auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771989" rel="attachment wp-att-771989"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7.png" alt="" width="597" height="425" class="alignnone size-full wp-image-771989" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7.png 597w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7-300x214.png 300w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a></p>
<p>Isto significa que Portugal tem uma base forte na produção renovável, mas continua preso a uma estrutura de consumo muito dependente do petróleo, sobretudo por causa da mobilidade. A eletricidade limpa ajuda, mas não chega enquanto a deslocação diária continuar tão centrada no automóvel.</p>
<p>Também nas famílias há diferenças face à Europa. Em Portugal, os agregados familiares pesam menos no consumo de energia do que a média europeia e dependem sobretudo da eletricidade e das renováveis. Na União Europeia, o gás natural tem um papel muito mais forte no consumo doméstico. Essa diferença ajuda Portugal no retrato energético geral, mas não compensa o peso dos transportes.</p>
<p><strong>A transição ambiental decide-se também fora da energia</strong></p>
<p>Os dados da Pordata mostram que Portugal não parte de uma posição frágil. Pelo contrário: tem poucas emissões por habitante, uma produção de energia fortemente renovável e menor dependência doméstica do gás natural do que muitos parceiros europeus.</p>
<p>Mas a leitura de Luísa Loura acrescenta uma nuance essencial: estar bem posicionado não é o mesmo que estar a transformar-se depressa. Portugal reduziu pouco desde 1990 e continua a ter nos transportes a principal margem de melhoria.</p>
<p>O desafio, por isso, não está apenas em produzir energia mais limpa ou vender mais carros elétricos. Está em reorganizar a mobilidade num país onde a habitação empurrou muitas pessoas para longe dos centros, onde os movimentos pendulares aumentaram e onde os transportes públicos perderam peso precisamente quando mais precisariam de ganhar escala.</p>
<p>Enquanto quase nove em cada dez quilómetros percorridos por passageiros forem feitos de carro, a transição ambiental portuguesa continuará incompleta. Portugal pode ser um bom aluno nas renováveis e nas emissões per capita, mas a estrada continua a ser o seu teste mais difícil.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771971]]></sapo:autor>
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		<title>Gestora de fortunas suíça prepara investimento de até 800 milhões em megaurbanização entre Marvila e Beato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 22:44:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova megaurbanização com cerca de 1.400 casas vai nascer numa área de aproximadamente 28 hectares entre Marvila e o Beato, em Lisboa.]]></description>
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<p data-start="108" data-end="524">Uma nova megaurbanização com cerca de 1.400 casas vai nascer numa área de aproximadamente 28 hectares entre Marvila e o Beato, em Lisboa, depois de a respetiva Unidade de Execução ter sido aprovada pela Câmara Municipal a 22 de abril. O investimento global poderá variar entre 500 milhões e 800 milhões de euros, revelou o Negócios, com a promotora maioritária controlada pela gestora de fortunas suíça 1875 Finance.</p>
<p data-start="526" data-end="850">O projeto é promovido pela Floris Marvila, empresa que detém metade das 12 parcelas abrangidas pela operação, correspondentes a mais de 70% dos terrenos. A intervenção é desenvolvida em coordenação com a Câmara de Lisboa e com a Infraestruturas de Portugal, que possuem, respetivamente, 21,2% e 6,6% dos terrenos envolvidos.</p>
<p data-start="852" data-end="1150">A aprovação da Unidade de Execução Marvila-Beato surge depois de dois períodos de discussão pública, realizados entre maio e junho do ano passado e entre janeiro e fevereiro deste ano. Até agora, não tinha sido revelado quem estava por detrás da Floris Marvila nem o valor estimado do investimento.</p>
<p data-start="1152" data-end="1223"><strong>Nova zona urbana terá casas, comércio, serviços e equipamentos públicos</strong></p>
<p data-start="1225" data-end="1458">A operação prevê a criação de cerca de 1.400 habitações, incluindo habitação social e acessível. O plano inclui ainda equipamentos públicos, como um centro de dia e um lar de idosos, bem como espaços destinados a comércio e serviços.</p>
<p data-start="1460" data-end="1814">A intervenção urbanística conta com uma equipa multidisciplinar que integra o gabinete de arquitetura portuense OODA e o escritório neerlandês MVRDV. A proposta procura combinar nova construção, espaço público e preservação de património existente numa zona da cidade marcada por antigas barreiras físicas e pela presença de infraestruturas ferroviárias.</p>
<p data-start="1816" data-end="2001">Entre os elementos patrimoniais e culturais integrados no projeto estão o Convento do Beato e uma seringueira centenária, que deverá tornar-se o ponto central de uma nova praça pública.</p>
<p data-start="2003" data-end="2062"><strong>Quatro áreas ligadas por parque central e corredores verdes</strong></p>
<p data-start="2064" data-end="2377">De acordo com o Negócios, a proposta organiza-se em quatro áreas distintas: Açúcar, Polu, Beato e Madre Deus. Cada uma terá identidade própria, mas todas serão ligadas por um parque central, por praças, pátios e corredores verdes destinados a criar continuidade entre o novo desenvolvimento e os bairros vizinhos.</p>
<p data-start="2379" data-end="2632">O parque urbano será o elemento estruturante do plano. Além de espaço de lazer, deverá funcionar como ligação entre as várias zonas da intervenção e a envolvente, assumindo também uma função ecológica e de mitigação da futura Terceira Travessia do Tejo.</p>
<p data-start="2634" data-end="2921">A configuração prevista garante acessos a vários pontos do território, percursos pedonais e cicláveis, continuidade com a frente ribeirinha e ligação à futura estação de Marvila. O parque deverá incluir ainda áreas para desporto, lazer, hortas urbanas, eventos e atividades comunitárias.</p>
<p data-start="2985" data-end="3318">A zona entre Marvila e o Beato teve, no passado, uma forte componente agrária, associada a quintas senhoriais, solares e hortas que abasteciam Lisboa. A partir do final do século XIII, a área foi sendo moldada pelo desenvolvimento industrial inicial, com as linhas férreas a criar, ao longo do tempo, barreiras físicas no território.</p>
<p data-start="3320" data-end="3507">O objetivo da intervenção passa por transformar essas barreiras em novas ligações, usando a paisagem e o espaço público para reconectar os bairros entre si, com a cidade e com o rio Tejo.</p>
<p data-start="3509" data-end="3787">Com a Unidade de Execução já aprovada, seguem-se agora as fases de estudo de impacte ambiental, obras de urbanização e loteamentos. Estes passos deverão consolidar o enquadramento legal e técnico necessário para avançar com a transformação desta área da zona oriental de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772126]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 40% dos portugueses veem apoiantes do Chega como uma ameaça, revela sondagem</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 22:33:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O PCP surge como o segundo partido cujos simpatizantes são mais descritos com palavras negativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="72" data-end="433">Os simpatizantes do PSD avaliam o Chega de forma mais negativa do que o PS, apesar das negociações já conduzidas por Luís Montenegro no Parlamento. A sondagem do Expresso e da SIC, realizada pelo ICS/ISCTE/GfK, mostra que os sociais-democratas dão ao partido de André Ventura uma nota média de 2,8 numa escala de zero a dez, abaixo da avaliação atribuída ao PS.</p>
<p data-start="435" data-end="683">A diferença face aos partidos mais à esquerda é curta, mas politicamente relevante. Entre os simpatizantes do PSD, o Chega recebe uma avaliação média de 2,8, enquanto a CDU e o Bloco de Esquerda ficam nos 2,9. O Livre surge um pouco acima, com 3,7.</p>
<p data-start="685" data-end="1002">O dado ganha peso porque contrasta com a estratégia política do primeiro-ministro. Luís Montenegro tem colocado o PS, agora liderado por José Luís Carneiro, e o Chega como potenciais parceiros de negociação parlamentar, mas os simpatizantes sociais-democratas não fazem essa equiparação na sua avaliação dos partidos.</p>
<p data-start="1004" data-end="1059"><strong>PSD é o partido preferido dos simpatizantes socialistas</strong></p>
<p data-start="1061" data-end="1405">A sondagem revela também que, entre os apoiantes do PS, o partido mais bem avaliado fora da própria área socialista é precisamente o PSD, embora com uma nota média de apenas 3,9. Os antigos parceiros da ‘geringonça’ surgem agora pior avaliados pelos simpatizantes socialistas: CDU e Bloco ficam nos 3,7, abaixo do PAN e do Livre, ambos com 3,9.</p>
<p data-start="1407" data-end="1651">Entre os simpatizantes do PSD, há ainda outro dado relevante: a Iniciativa Liberal é mais bem avaliada do que o CDS, atual parceiro de coligação. A IL recebe 4,9, muito perto da neutralidade na escala de zero a dez, enquanto o CDS fica nos 4,7.</p>
<p data-start="1653" data-end="2013">Do lado do Chega, a antipatia dos simpatizantes sociais-democratas não é devolvida na mesma medida. Os apoiantes de André Ventura continuam a preferir o PSD a todos os outros partidos do chamado “sistema”. O partido de Luís Montenegro recebe 3,8 entre os simpatizantes do Chega, acima da IL, que fica nos 3,6. O PS recebe 3, enquanto Bloco e CDU ficam nos 2,5.</p>
<p data-start="2015" data-end="2076"><strong>Chega é o partido que mais agrada aos seus próprios apoiantes</strong></p>
<p data-start="2078" data-end="2417">Um dos traços mais fortes do inquérito está na autoavaliação. Os simpatizantes do Chega são os que melhor classificam o seu próprio partido, atribuindo-lhe uma nota média de 8,1. Esse valor fica 0,3 pontos acima da avaliação interna feita pelos sociais-democratas ao PSD e 0,7 pontos acima da avaliação dos simpatizantes socialistas ao PS.</p>
<p data-start="2419" data-end="2656">No conjunto dos inquiridos, o PS é atualmente o partido mais bem avaliado pelos portugueses e o único que fica acima do ponto central da escala. Os socialistas obtêm uma nota média de 5,2, enquanto o PSD surge a curta distância, com 4,8.</p>
<p data-start="2658" data-end="2965">Na zona mais negativa aparecem Bloco de Esquerda, Chega, CDU e CDS, com médias entre 3,6 e 3,7. A meio da tabela, mas ainda com avaliações negativas, surgem o Livre, com 3,9, o PAN, com 4,1, e a Iniciativa Liberal, com 4,2. O JPP, partido madeirense, é reconhecido apenas por cerca de metade dos inquiridos.</p>
<p data-start="2967" data-end="3034"><strong>Mais de 40% veem simpatizantes do Chega como ‘ameaça’ real ou moral</strong></p>
<p data-start="3036" data-end="3365">O estudo citado pelo Expresso introduziu ainda uma pergunta inédita em Portugal: pediu aos inquiridos que indicassem uma palavra que descrevesse bem os apoiantes de cada partido com assento parlamentar. A análise das respostas mostra diferenças claras na forma como os simpatizantes das várias forças políticas são percecionados.</p>
<p data-start="3367" data-end="3678">O Chega destaca-se como o partido cujos apoiantes são mais vezes descritos com palavras ou expressões negativas. No total, 46% das respostas associadas aos simpatizantes do partido têm valência negativa. Além disso, mais de 40% dos portugueses olham para os apoiantes do Chega como uma “ameaça” real ou “moral”.</p>
<p data-start="3680" data-end="4021">As descrições mais duras associam os simpatizantes de André Ventura a ideias de extremismo, com termos como “fanáticos”, “fascistas” ou “racistas”, ou a uma desqualificação moral e pessoal, com expressões como “corruptos”, “ladrões”, “mentirosos”, “burros” ou “malucos”. Estes dois grupos representam, em conjunto, 41% das respostas obtidas.</p>
<p data-start="4023" data-end="4078"><strong>PCP também é avaliado negativamente, mas longe do Chega</strong></p>
<p data-start="4080" data-end="4358">O PCP surge como o segundo partido cujos simpatizantes são mais descritos com palavras negativas. Ainda assim, os comunistas ficam bastante abaixo do Chega nas classificações mais duras. Apenas 6% dos eleitores descrevem os simpatizantes comunistas como uma “ameaça extremista”.</p>
<p data-start="4360" data-end="4526">No total, as classificações negativas atribuídas aos apoiantes do PCP chegam aos 25%, um valor próximo do registado pelos simpatizantes do PSD e do PS, ambos nos 23%.</p>
<p data-start="4528" data-end="4937">No caso dos apoiantes dos dois maiores partidos, há outro dado a reter: 12% das caracterizações dos simpatizantes do PSD e 11% das dos simpatizantes do PS são também associadas a desqualificação moral ou pessoal. Por outro lado, 18% dos inquiridos optaram por palavras neutras ou vagas para descrever estes dois grupos, algo que aconteceu apenas em 4% dos casos quando a pergunta era sobre apoiantes do Chega.</p>
<p data-start="4939" data-end="5011"><strong>Apoiantes do Chega usam palavras mais negativas sobre os outros partidos</strong></p>
<p data-start="5013" data-end="5292">De acordo com o Expresso, os simpatizantes do Chega foram os que mais recorreram, em média, a palavras ou expressões com valência negativa quando convidados a descrever apoiantes de outros partidos. Esse tipo de resposta representou 28% das caracterizações feitas por este grupo.</p>
<p data-start="5294" data-end="5664">Foram também os simpatizantes do Chega que mais usaram expressões de desqualificação moral ou pessoal relativamente aos apoiantes de outras forças políticas, com 12% das respostas. Ainda assim, o relatório da sondagem assinala que, nestes dois indicadores, a diferença para os apoiantes dos maiores partidos do centro-direita e do centro-esquerda não é muito expressiva.</p>
<p data-start="5666" data-end="6081">A sondagem reforça assim uma leitura de polarização política, mas com nuances importantes. Os simpatizantes do PSD não veem o Chega como um parceiro natural quando avaliam os partidos numa escala de proximidade, os apoiantes socialistas continuam a atribuir ao PSD a melhor nota fora do seu campo político, e o Chega surge como o partido cujos simpatizantes são mais frequentemente associados a perceções negativas.</p>
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		<title>EUA impõem sanções a Presidente cubano e membros da família Castro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:52:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo norte-americano impôs hoje sanções económicas a várias individualidades cubanas, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo norte-americano impôs hoje sanções económicas a várias individualidades cubanas, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.</P><br />
<P>Entre os sancionados, estão o filho e um dos netos do ex-presidente Raúl Castro, que já não ocupa qualquer cargo oficial, mas se mantém, aos 95 anos, no centro das decisões sobre o futuro da ilha comunista.</P><br />
<P>A mulher e o enteado do atual Presidente cubano foram igualmente adicionados à lista de sanções do Departamento do Tesouro norte-americano, juntamente com o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias cubano.</P><br />
<P>Desde julho de 2025, Díaz-Canel está também sujeito a sanções diplomáticas impostas pelo Departamento de Estado norte-americano.  </P><br />
<P>As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se consideravelmente desde o início deste ano. </P><br />
<P>Washington impôs um bloqueio petrolífero &#8216;de facto&#8217; à ilha, emitiu novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos e indiciou o ex-presidente Raúl Castro num caso que remonta a 1996.</P><br />
<P>O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, considera que a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da costa da Florida, representa &#8220;uma ameaça extraordinária&#8221; à segurança nacional dos Estados Unidos e ameaçou repetidas vezes &#8220;assumir o controlo&#8221; desta.</P><br />
<P>Os dois Governos afirmam, todavia, que prosseguem os seus contactos diplomáticos.</P><br />
<P>O filho de Raúl Castro, Alejandro Castro Espin, foi um elemento fundamental nas negociações secretas entre Cuba e os Estados Unidos que conduziram, em 2015, ao restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.</P><br />
<P>Quando Washington impõe sanções a pessoas e entidades, quaisquer bens que estas possuam nos Estados Unidos são congelados.</P><br />
<P>As empresas e os cidadãos norte-americanos estão também proibidos de fazer negócios com elas, sob pena de serem também alvo de sanções.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772117]]></sapo:autor>
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		<title>Sofia Lavreshina garante qualificação para Europeus de atletismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:18:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A atleta portuguesa Sofia Lavreshina qualificou-se hoje para os Europeus de atletismo, ao correr os 400 metros barreiras em 54,48 segundos, a segunda melhor marca nacional de sempre, ficando a apenas três centésimos do recorde nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A atleta portuguesa Sofia Lavreshina qualificou-se hoje para os Europeus de atletismo, ao correr os 400 metros barreiras em 54,48 segundos, a segunda melhor marca nacional de sempre, ficando a apenas três centésimos do recorde nacional.</P><br />
<P>Segundo o Comité Olímpico de Portugal, a atleta do Sporting superou o seu anterior máximo pessoal (56,64 segundos), melhorando em mais de dois segundos, para vencer a prova do Liese Prokop Memorial, em Sankt Pölten, na Áustria.</P><br />
<P>O tempo de 54,48 segundos deixa-a muito perto do recorde nacional de Fatoumata Diallo (54,45 segundos), obtido nos Mundiais de Tóquio.</P><br />
<P>Os Europeus disputam-se entre 10 e 16 de agosto, em Birmingham, no Reino Unido.</P><br />
<P>Também em competição na Áustria, Diogo Barrigana foi segundo classificado nos 400 metros barreiras, com 49,97 segundos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772115]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Zelensky propõe encontro frente-a-frente em carta aberta a Putin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 20:59:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs hoje um encontro direto com o homólogo russo, Vladimir Putin, numa carta aberta, sugerindo também um "cessar-fogo total" enquanto decorrerem negociações para pôr fim à guerra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs hoje um encontro direto com o homólogo russo, Vladimir Putin, numa carta aberta, sugerindo também um &#8220;cessar-fogo total&#8221; enquanto decorrerem negociações para pôr fim à guerra.</p>
<p>&#8220;A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra através de um contacto direto entre nós. Proponho um encontro&#8221;, escreveu Zelensky na carta dirigida &#8220;ao presidente da Federação Russa&#8221;, Vladimir Putin.</p>
<p>&#8220;Proponho definir uma data clara para esse encontro&#8221;, escreveu.</p>
<p>Zelensky acrescentou que a Ucrânia está &#8220;pronta para um cessar-fogo total durante o período de negociações&#8221;, nas quais considera que a Europa e os Estados Unidos devem também participar.</p>
<p>A Rússia invadiu em fevereiro de 2022 o país vizinho e ali trava desde então uma guerra sem fim à vista.</p>
<p>Kiev tem proposto repetidas vezes um cessar-fogo prolongado para facilitar negociações, mas Moscovo rejeita a ideia, argumentando que tal permitiria ao Exército ucraniano reabastecer-se.</p>
<p>&#8220;A linha da frente de hoje é a linha onde deve começar a diplomacia&#8221;, escreveu ainda o chefe de Estado ucraniano, que em raras ocasiões se dirigiu diretamente ao homólogo russo, mas já tinha anteriormente proposto uma reunião.</p>
<p>Vladimir Putin, que já antes declarara que só estaria disposto a reunir-se com Zelensky após a conclusão de um acordo de paz, estava hoje a terminar uma reunião com a imprensa estrangeira em São Petersburgo quando a carta aberta foi divulgada e ainda não se pronunciou sobre ela.</p>
<p>Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já reagiu, declarando que Volodymyr Zelensky pode reunir-se com Vladimir Putin &#8220;em qualquer altura&#8221;, segundo a comunicação social estatal russa.</p>
<p>&#8220;Zelensky pode vir a Moscovo em qualquer altura&#8221;, disse Peskov, acrescentando que o Presidente russo ainda não viu a carta em questão.</p>
<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, também já reagiu, afirmando que um encontro entre os Presidentes Putin e Zelensky seria &#8220;ótimo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Fico muito feliz por estarem a falar em encontrar-se. Acho que tivemos algo que ver com isso (&#8230;) Acho que seria ótimo que se encontrassem&#8221;, declarou Trump na sala oval da Casa Branca.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772114]]></sapo:autor>
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		<title>Associação dos ucranianos em Portugal pede retirada de moeda com inscrição da Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:53:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Associação dos ucranianos em Portugal apelou ao primeiro-ministro que a moeda numismática intitulada "Multiculturalismo" seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais, por incluir uma inscrição relacionada com a Rússia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação dos ucranianos em Portugal apelou ao primeiro-ministro que a moeda numismática intitulada &#8220;Multiculturalismo&#8221; seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais, por incluir uma inscrição relacionada com a Rússia.</P><br />
<P>Em causa está uma moeda de coleção com o valor facial de 5 euros, intitulada &#8220;Multiculturalismo&#8221;, no âmbito da série &#8220;Cria a Moeda&#8221;, onde estão representadas mãos entrelaçadas que formam o contorno de Portugal, numa das quais se encontra a inscrição &#8220;Rússia&#8221;. </P><br />
<P>A associação expressou &#8220;surpresa que o Governo de Portugal tenha aprovado um símbolo que não corresponde à realidade atual e que, ainda mais, possa ser percepcionada como uma forma de justificar os crimes cometidos pela Rússia contra os ucranianos, bem como as suas ameaças de guerra nuclear dirigidas contra as países democráticos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Desde o início da agressão russa em grande escala, os ucranianos em Portugal dirigiram-se repetidas vezes ao Governo português, solicitando apoio para o repatriamento das crianças ucranianas ilegalmente deportadas da Ucrânia pela Rússia&#8221;, recordou a associação, salientando que até à data, o Governo da Ucrânia verificou informações relativas a mais de 20.570 casos de deportação ou transferência forçada de crianças ucranianas pela Rússia.</P><br />
<P>Neste contexto, a associação questiona &#8220;que tipo de &#8216;multiculturalismo&#8217; da Rússia está o Governo de Portugal a sancionar na nova moeda numismática do Banco de Portugal&#8221;.</P><br />
<P>Deixou também o pedido ao primeiro-ministro, numa missiva assinada pelo presidente da associação, Pavlo Sadokha, para que a moeda &#8220;seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais&#8221;, ainda que &#8220;compreendendo que poderá ter-se tratado de uma decisão tomada sem plena ponderação das suas implicações&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a página da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), a moeda teve origem na quinta edição do concurso Desenhar a Moeda, promovido pela INCM com o Município de Faro, que teve como tema &#8220;A Multiculturalidade&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Com 139 propostas de alunos do ensino básico, venceu o desenho de Melissa Garcia, que representa mãos unidas formando o contorno de Portugal, símbolo de inclusão e diversidade&#8221;, indica a página desta moeda de coleção. </P><br />
<P>De acordo uma nota publicada na página do Banco de Portugal, as caraterísticas da moeda foram aprovadas por uma portaria publicada no Diário da República de 09 de março, que foi assinada pelo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Alexandre da Silva Lopes, em 04 de março de 2026.</P><br />
<P>A moeda tem oito braços que representam oito nacionalidades distintas: Espanha, Itália, Coreia, França, Rússia, Angola, México e Argentina. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772085]]></sapo:autor>
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		<title>O futuro também pode ser a manivela: o elétrico que rejeita os vícios dos carros modernos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:30:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Startup americana apoiada por Jeff Bezos quer chamar a atenção pelo caminho oposto: um elétrico novo que rejeita boa parte daquilo que hoje se associa a um carro moderno]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automóvel passou anos a vender a ideia de que o futuro teria ecrãs cada vez maiores, aplicações, atualizações remotas, serviços ligados à cloud e carros capazes de comunicar permanentemente com o fabricante. Agora, uma startup americana apoiada por Jeff Bezos quer chamar a atenção pelo caminho oposto: um elétrico novo que rejeita boa parte daquilo que hoje se associa a um carro moderno.</p>
<p>A proposta chama-se Slate Truck e a história foi destacada pela &#8216;Carscoops&#8217;. À primeira vista, é uma pequena pickup elétrica de linhas simples, pensada para ser barata, modular e fácil de personalizar. Mas o detalhe que a torna mais interessante está no que não tem: modem integrado, ligação permanente à internet, ecrã central, rádio de série ou vidros elétricos na versão base.</p>
<p>É, em teoria, um carro moderno. É elétrico, nasce de uma startup tecnológica e chega numa altura em que quase todos os fabricantes tentam transformar o automóvel num smartphone com rodas. Mas a Slate quer vender a ideia contrária: um carro novo que não está sempre ligado, não recolhe dados em permanência e não acompanha o condutor à distância.</p>
<p><strong>A antítese do carro moderno</strong></p>
<p>A contradição é o melhor argumento deste modelo. A Slate não está a tentar vencer a Tesla, a Hyundai, a Kia ou a Rivian no campeonato dos ecrãs, das aplicações e das funcionalidades remotas. Está a tentar convencer um tipo diferente de cliente: aquele que olha para os carros atuais e pensa que talvez já haja tecnologia a mais.</p>
<p>Segundo a &#8216;Carscoops&#8217;, o Slate Truck não inclui modem integrado. Isso significa que não tem ligação permanente à cloud, não permite monitorização remota constante e não oferece uma aplicação capaz de seguir o veículo a partir de qualquer ponto. Num mercado cada vez mais criticado pela recolha de dados, esta ausência deixa de parecer atraso tecnológico e passa a ser uma escolha deliberada.</p>
<p>A Ars Technica resume a ideia de forma direta: sem modem integrado, a pickup da Slate é praticamente a antítese dos veículos atuais. O carro terá uma aplicação, mas esta só funcionará localmente, quando o telemóvel estiver próximo. Há tecnologia, portanto, mas não há uma ligação permanente entre o carro, a marca e o utilizador.</p>
<p><strong>Menos equipamento, mais argumento</strong></p>
<p>A aposta minimalista não fica pela privacidade. A versão base não traz ecrã central, não tem rádio integrado e mantém vidros manuais. O objetivo é cortar custos, simplificar a utilização e deixar ao comprador a possibilidade de acrescentar acessórios ou transformar o veículo ao seu gosto.</p>
<p>A própria Slate apresenta o modelo como uma pickup elétrica “radicalmente simples”, capaz de se adaptar às necessidades do proprietário, incluindo uma configuração próxima de SUV. A marca joga com a ideia de personalização e com uma espécie de regresso ao carro funcional, menos dependente de software e mais próximo de uma ferramenta de trabalho ou lazer.</p>
<p>A imagem ajuda a perceber o posicionamento. Não há linhas futuristas exageradas, portas teatrais ou interiores dominados por ecrãs. O Slate Truck parece deliberadamente básico: carroçaria simples, duas portas, dois lugares, jantes discretas e uma estética mais próxima de um objeto robusto do que de um produto tecnológico de luxo.</p>
<p><strong>O carro que não quer saber onde está</strong></p>
<p>O ponto mais forte para o leitor está aqui: a Slate transforma uma ausência num argumento comercial. Não ter modem podia ser visto como limitação. Mas, num mercado em que os carros recolhem cada vez mais informação, passa a ser uma promessa de privacidade.</p>
<p>Sem ligação permanente, o veículo não consegue enviar constantemente dados de localização e utilização para o fabricante ou para terceiros. A aplicação permitirá consultar informações como autonomia, carregamento, modos de condução, manutenção e apoio, mas não funcionará como um canal remoto permanente.</p>
<p>Isto tem consequências práticas. O condutor perde comodidades que muitos utilizadores já consideram normais, como ligar a climatização à distância, localizar o carro remotamente ou aceder a determinados serviços conectados. Mas ganha algo que começa a ser mais raro: um carro que não está sempre a comunicar com alguém.</p>
<p><strong>Barato, simples e ainda por provar</strong></p>
<p>A pickup da Slate ainda não é um produto de rua. A empresa deverá abrir encomendas a 24 de junho, com um depósito de 300 dólares, cerca de 258 euros, depois de já ter aceitado reservas de 50 dólares, cerca de 43 euros. O preço final deverá ser anunciado nessa altura, depois de a marca ter comunicado a ambição de manter o modelo numa faixa acessível.</p>
<p>Segundo a &#8216;The Verge&#8217;, a startup já terá mais de 160 mil reservas e levantou 650 milhões de dólares, cerca de 560 milhões de euros, para apoiar o lançamento da pickup elétrica. As entregas estão previstas para 2026, embora o verdadeiro teste, como acontece com tantas startups automóveis, só chegue quando começar a produção em escala.</p>
<p>O interesse da Slate, por agora, não está apenas em saber se será o próximo grande nome dos elétricos. Está no sinal que deixa à indústria: talvez nem todos os condutores queiram um carro cheio de software, ecrãs e serviços ligados. Talvez haja espaço para um elétrico moderno que pareça quase antigo na forma como respeita a simplicidade.</p>
<p>Num tempo em que até um utilitário pode recolher dados, fazer atualizações remotas e exigir subscrições para funcionalidades, a Slate aparece como uma provocação simples: e se o carro mais moderno fosse aquele que não precisa de saber tudo sobre quem o conduz?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771999]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Pequim considera que declarações de Rubio sobre Tiananmen &#8220;difamam&#8221; China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:07:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China acusou hoje o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de difamação, depois de este ter homenageado as vítimas da sangrenta repressão na Praça Tiananmen, em 1989, condenando "a censura" do regime chinês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China acusou hoje o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de difamação, depois de este ter homenageado as vítimas da sangrenta repressão na Praça Tiananmen, em 1989, condenando &#8220;a censura&#8221; do regime chinês.</P><br />
<P>Há 37 anos, a 04 de junho de 1989, os líderes chineses enviaram o Exército para dispersar os manifestantes concentrados na grande Praça Tiananmen, no centro de Pequim &#8212; um episódio que pôs fim a semanas de protestos contra a corrupção e exigindo reformas políticas.</P><br />
<P>A repressão continua a ser um tema tabu na comunicação social da China continental.</P><br />
<P>Na altura, o Governo chinês classificou oficialmente as manifestações de Tiananmen como um &#8220;motim contrarrevolucionário&#8221; instigado por &#8220;uma pequena minoria de pessoas com intenções não-reveladas&#8221;.</P><br />
<P>As autoridades justificaram o uso da força como necessário para pôr fim à &#8220;agitação política&#8221; e repor a ordem.</P><br />
<P>&#8220;Nenhuma censura pode apagar o passado&#8221;, declarou Marco Rubio na quarta-feira, em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Aqueles que se sacrificaram para defender os seus direitos inalienáveis à liberdade de expressão e de reunião pacífica verão um dia justificada a sua causa&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>As declarações de Rubio &#8220;distorcem os factos históricos, difamam o sistema político e o percurso de desenvolvimento da China&#8221;, reagiu hoje uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, numa conferência de imprensa regular. </P><br />
<P>A porta-voz instou-o a &#8220;acabar com as manobras de confrontação ideológica e com a ingerência nos assuntos internos da China sob o pretexto da democracia e dos direitos humanos&#8221;.</P><br />
<P>Continua a desconhecer-se o número exato de mortos no massacre de Tiananmen: as autoridades afirmaram que foram mortas entre 200 e 300 pessoas, entre as quais soldados, ao passo que outras estimativas oscilam entre 400 e mais de 2.000 mortos.</P><br />
<P>No território semiautónomo de Hong Kong, no sul da China, Pequim tem trabalhado nos últimos anos para eliminar todas as cerimónias públicas para assinalar a data.</P><br />
<P>Uma vigília anual à luz das velas era ali realizada há décadas, antes da entrada em vigor da lei de segurança nacional, em 2020.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772084]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Guterres pede garantias de proteção para civis após últimos confrontos na Somália</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à proteção dos civis na capital da Somália, instando as partes a retomarem as negociações para evitar a reversão dos "progressos" alcançados nas negociações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à proteção dos civis na capital da Somália, instando as partes a retomarem as negociações para evitar a reversão dos &#8220;progressos&#8221; alcançados nas negociações.</P><br />
<P>&#8220;O secretário-geral está alarmado com os relatos de violência em Mogadíscio. Realça a necessidade urgente de todas as partes interessadas retomarem as negociações para identificar um caminho a seguir, a fim de evitar a reversão dos progressos alcançados até à data na Somália, assim como garantir a proteção dos civis e das infraestruturas civis&#8221;, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.</P><br />
<P>Guterres apelou a todas as partes no país africano para que &#8220;exerçam a máxima contenção, se abstenham de qualquer ação que possa incitar mais violência e resolvam as diferenças políticas através do diálogo&#8221;.</P><br />
<P>O líder da ONU lembrou que a Missão de Assistência Transitória das Nações Unidas na Somália (UNTMIS) já havia alertado para o &#8220;risco de repetição da crise ocorrida em 2021 devido a divergências sobre o roteiro eleitoral&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Alertas que, infelizmente, obviamente, não foram atendidos&#8221;, observou.</P><br />
<P>&#8220;A Missão da ONU insta todos os líderes somalis a priorizarem o interesse nacional e a retomarem as negociações que terminaram a 15 de maio. Os parceiros internacionais da Somália estão prontos para facilitar este diálogo&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>Confrontos eclodiram durante a madrugada em Mogadíscio, lançando colunas de fumo para o ar, enquanto a polícia da Somália anunciava uma operação em grande escala contra milícias.</P><br />
<P>&#8220;Uma operação de segurança em grande escala conduzida pelas forças de segurança da capital está a chegar ao fim. Esta operação visa neutralizar as milícias fortemente armadas que lançaram ataques com morteiros contra certos bairros da capital&#8221;, escreveu a polícia, em comunicado.</P><br />
<P>Trocas de tiros já tinham ocorrido em Mogadíscio na quarta-feira, com o ex-primeiro-ministro somali Hassan Ali Khaire a afirmar ter sido vítima de um ataque por parte de forças governamentais.</P><br />
<P>O porta-voz da polícia somali, Abdifatah Adan, por sua vez, afirmou que as forças de segurança foram &#8220;atacadas por milícias&#8221;.</P><br />
<P>A Somália voltou a mergulhar numa crise aberta duas semanas depois de o Presidente Hassan Sheikh Mohamud ter sido autorizado a permanecer no cargo, apesar de o mandato ter expirado.</P><br />
<P>Isto após as negociações para a transição do processo político com a oposição terem fracassado.</P><br />
<P>Os acontecimentos precipitaram-se quando a principal coligação da oposição, a Aliança para o Futuro da Somália, anunciou o fracasso das negociações de última hora com o Governo e com a comunidade internacional para tentar resolver a situação.</P><br />
<P>Num comunicado, a aliança denuncia o fracasso das negociações &#8220;devido à recusa&#8221; de Mohamud, já identificado como &#8220;ex-presidente&#8221;, e da sua administração &#8220;em alcançar um acordo político baseado num processo de transição inclusivo, no consenso nacional e na responsabilidade partilhada para ultrapassar o vazio constitucional resultante do fim do mandato presidencial em 15 de maio de 2026&#8221;.</P><br />
<P>Todos os esforços para convocar eleições até essa data fracassaram praticamente antes de começar, por múltiplas razões.</P><br />
<P>Além disso, persiste a ameaça constante da violência de grupos armados como o al-Shabaab ou o Estado Islâmico. Outro estado separatista, a Somalilândia, foi recentemente reconhecido por Israel numa decisão sem precedentes.</P><br />
<P>Todos estes fatores colocaram o país à beira da fragmentação, enquanto o Presidente se mantém firme no argumento de que a revisão constitucional sob a qual o país funciona atualmente estabelece um novo limite de mandato de cinco anos que, em teoria, lhe permitiria continuar a governar legitimamente para além de meados deste mês.</P></p>
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