Irão pode avançar para a guerra se Israel atacar o Hezbollah, alertam Estados Unidos

Autoridades israelitas ameaçaram com uma ofensiva militar no Líbano se não houver uma ação negociada para afastar o Hezbollah da fronteira, após mais de oito meses de ataques cada vez mais intensos a cidades e postos militares no norte de Israel

Francisco Laranjeira
Junho 24, 2024
11:19

Os Estados Unidos alertaram que qualquer ofensiva militar israelita no Líbano arriscaria uma resposta iraniana em defesa do grupo terrorista Hezbollah: de acordo com o general da Força Aérea, Charles Q. Brown, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Teerão “estaria mais inclinado a apoiar o Hezbollah’ do que o Hamas em Gaza, “especialmente se eles sentissem que o Hezbollah estava a ser significativamente ameaçado”.

Recorde-se que as autoridades israelitas ameaçaram com uma ofensiva militar no Líbano se não houver uma ação negociada para afastar o Hezbollah da fronteira, após mais de oito meses de ataques cada vez mais intensos a cidades e postos militares no norte de Israel.

Há poucos dias, os militares de Israel afirmaram ter “aprovado e validado” planos para uma ofensiva no Líbano, mesmo enquanto os EUA trabalham para evitar que os combates se transformem numa guerra total. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu salientou este domingo que espera que possa ser alcançada uma solução diplomática, mas que resolveria o problema “de uma maneira diferente” se necessário. “Podemos lutar em várias frentes e estamos preparados para isso”, disse.

A questão deverá surgir esta semana, quando o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, visitar Washington para reuniões com o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, o secretário de Estado, Antony Blinken, e outros altos funcionários dos EUA. Já o conselheiro sénior do presidente dos EUA, Joe Biden, Amos Hochstein, reuniu-se com autoridades no Líbano e em Israel na semana passada, num esforço para diminuir as tensões.

Segundo Hochstein esta é uma “situação muito séria” e que era urgentemente necessária uma solução diplomática para evitar uma guerra maior.

Desde 8 de outubro, as forças lideradas pelo Hezbollah têm atacado quase diariamente comunidades israelitas e postos militares ao longo da fronteira e, nas últimas semanas, realizaram ataques nas profundezas do norte de Israel, ao mesmo tempo que ameaçam infraestruturas sensíveis na grande cidade de Haifa.

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