As autoridades iranianas detiveram pelo menos 38 pessoas em todo o país por alegada cooperação com o “inimigo sionista”, o Estado de Israel, adiantam hoje meios de comunicação iranianos.
Segundo a agência de notícias espanhola Efe, que cita declarações do procurador da província do Azerbaijão Ocidental, Hossein Majidi, à agência de notícias iraniana Fars, “20 pessoas foram detidas por decisão judicial” por terem “transmitido informações sobre instalações militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista”.
Também a agência Tasnim, igualmente iraniana, refere que, segundo o Ministério da Informação, pelo menos mais 18 pessoas foram detidas por terem “enviado imagens de locais bombardeados por Israel e pelos Estados Unidos”, bem como de outros locais, ao canal de televisão Iran International, sediado em Londres e classificado como “organização terrorista” por Teerão.
O Governo iraniano conduziu, nos últimos dias, ondas de detenções por acusações relacionadas com a guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos da América e por Israel, segundo meios de comunicação iranianos e ONG.
O chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, cita a Efe, advertiu no início da semana que os agitadores seriam tratados como “inimigos” e abatidos, afirmando que as forças de segurança tinham “o dedo no gatilho”.
O Irão anuncia regularmente a detenção de pessoas apresentadas como “espiões a soldo” dos Estados Unidos e de Israel, considerados inimigos do Irão.
Desde o início da guerra, o Governo iraniano tem apelado à população para que se mantenha vigilante e denuncie qualquer comportamento suspeito, em particular de pessoas que tirem fotografias ou gravem vídeos suscetíveis de prejudicar a segurança nacional.
As autoridades iranianas bloquearam, há duas semanas, o acesso à Internet no país, estando a controlar a utilização do ‘Starlink’, rede de satélites da empresa norte-americana SpaceX, de Elon Musk, tecnologia proibida no Irão e à qual alguns iranianos tentam aceder para contornarem aquela restrição.













