Irão: Pelo menos 18 mortos e 68 feridos em novos ataques dos EUA

Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo quatro num casamento, e 68 ficaram feridas em ataques dos EUA contra o Irão na noite passada, disseram hoje autoridades iranianas.

Executive Digest com Lusa

Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo quatro num casamento, e 68 ficaram feridas em ataques dos EUA contra o Irão na noite passada, disseram hoje autoridades iranianas.

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Mísseis norte-americanos atingiram uma casa onde estava a ser celebrado um casamento na aldeia de Kuhestak, na província de Ormuzgão, no sul do país, matando quatro pessoas e ferindo 68, disse o diretor provincial da organização humanitária Crescente Vermelho, Mokhtar Salahshur, citado pela agência de notícias iraniana IRNA.

Dos feridos, 50 permanecem hospitalizados.

Sete pessoas morreram e oito ficaram feridas em três locais da província do Cuzistão, também no sul do país, que foram atingidos por mísseis norte-americanos, avançou a vice-diretora de Segurança e Ordem Pública do governo da região, Valiola Hayati, em declarações à IRNA.

A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, reportou a morte de quatro membros da sua força aeroespacial na província ocidental de Kermanshah, segundo a agência de notícias Tasnim.

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Além disso, acrescentou a mesma fonte, três membros da milícia islâmica Basij foram mortos na sequência de ataques norte-americanos à ilha de Lavan.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, classificou o ataque ao casamento em Ormuzgão como “uma atrocidade”, comparando-o ao bombardeamento de uma escola na cidade de Minab, no sul do país, em fevereiro, que matou 168 estudantes e professores.

“Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização dos bombardeamentos. E mais perigosa do que o silêncio é a transformação do silêncio em legitimidade. O Irão responderá firmemente a estes crimes selvagens”, avisou Baghaei numa mensagem publicada nas redes sociais.

Os Estados Unidos atacaram o Irão na terça-feira à noite, pela segunda vez em 48 horas, numa ofensiva contra “alvos da Guarda Revolucionária Islâmica” para conter as “tentativas de agressão” iranianas contra “a navegação comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região”.

O Irão respondeu com ataques contra instalações militares norte-americanas na Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano.

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A luta pelo controlo do estreito de Ormuz, por onde antes costumava ser transportado um quinto do petróleo e gás natural consumidos em todo o mundo, tornou-se na principal batalha da guerra que começou a 28 de fevereiro, com ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

Os EUA conseguiram paralisar quase todas as exportações de petróleo e exigem que os navios que querem atravessar o estreito obtenham permissão.

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