Irão: Médicos Sem Fronteiras denunciam situação “caótica” nos hospitais libaneses

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) deram hoje conta de uma situação “caótica” nos hospitais libaneses, após os ataques de Israel no primeiro dia do cessar-fogo do conflito dos Estados Unidos com o Irão, ‘alastrado’ aos países vizinhos.

Executive Digest com Lusa

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) deram hoje conta de uma situação “caótica” nos hospitais libaneses, após os ataques de Israel no primeiro dia do cessar-fogo do conflito dos Estados Unidos com o Irão, ‘alastrado’ aos países vizinhos.


Segundo o reporte dos MSF, tem havido uma grande afluência de pacientes a vários hospitais, e no centro público Rafik Hariri, em Beirute, onde trabalham médicos daquela organização, têm chegado pacientes com “feridas de estilhaços e hemorragias graves”.


O coordenador de emergências para o Líbano, Christopher Stokes, nota no comunicado que a MSF atendeu muitos feridos em Tiro, no Hospital Jabal Amel, no sul do país, incluindo uma criança que perdeu seis familiares num ataque.


Segundo a organização, os profissionais de saúde e de emergência no Líbano também são vítimas da ofensiva israelita, lembrando o ataque da noite de terça-feira ao hospital Hiram, em Tiro, que deixou vários feridos.


“Ataques indiscriminados a zonas densamente povoadas são completamente inaceitáveis”, sublinhou Stokes.

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Segundo um balanço da Defesa Civil libanesa, morreram já 254 pessoas e 1.165 ficaram feridas numa vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em várias regiões do país, tendo Israel atingido mais de 100 alvos em 10 minutos, segundo Beirute.


O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.


Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

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No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz que considerou “viável”.


O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril (sexta-feira).


Como parte desta trégua, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.


No entanto, esta tarde, o Irão voltou a suspender o tráfego de petroleiros através do estreito, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

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