Irão: Mediação paquistanesa agradece a Trump prolongamento do cessar-fogo 

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país está a mediar o conflito entre Estados Unidos e Irão, agradeceu ao Presidente norte-americano, Donald Trump, o prolongamento do cessar-fogo enquanto se procura uma solução negociada. 

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país está a mediar o conflito entre Estados Unidos e Irão, agradeceu ao Presidente norte-americano, Donald Trump, o prolongamento do cessar-fogo enquanto se procura uma solução negociada. 


“Agradeço sinceramente ao Presidente Trump por ter aceite gentilmente o nosso pedido de prorrogação do cessar-fogo para permitir a continuidade dos esforços diplomáticos em curso”, disse Sharif, numa mensagem em seu nome e do marechal Syed Asim Munir.  


“Com a confiança depositada, o Paquistão continuará os seus esforços sinceros para uma solução negociada do conflito. Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um Acordo de Paz abrangente durante a segunda ronda de negociações agendada para Islamabade, visando o fim permanente do conflito”, refere ainda Sharif. 


O Paquistão preparava-se para acolher uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, mas Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo, que expiraria esta quarta-feira, a pedido de Islamabade até que seja apresentada uma contraproposta iraniana.


“Vou prolongar o cessar-fogo até que a sua proposta seja apresentada e as negociações estejam concluídas, seja qual for o resultado”, frisou o líder norte-americano na rede social Truth Social. 

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Trump justificou a sua decisão afirmando que o “Governo iraniano está profundamente dividido” e que o Governo paquistanês, atuando como mediador, lhe pediu que suspendesse o “ataque ao Irão até que os seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”. 


Apesar de prolongar o cessar-fogo, Trump afirmou que vai manter o bloqueio naval norte-americano contra os navios iranianos, que ordenou após o fracasso da primeira ronda de negociações com o Irão, a 11 e 12 de abril. 


O anúncio do Presidente norte-americano surgiu perante divergências entre Washington e Teerão sobre o fim da trégua. 

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As autoridades iranianas alegaram que a administração Trump não está a “levar a sério” o processo negocial. 


A presidência norte-americana confirmou que o vice-presidente, JD Vance, encarregado de liderar possíveis novas negociações com o Irão no Paquistão, não partiu de Washington na terça-feira, como estava inicialmente previsto. 


“Perante a mensagem do Presidente Trump nas redes sociais, confirmando que os Estados Unidos esperam uma proposta unificada dos iranianos, a viagem ao Paquistão não se realizará hoje (terça-feira)”, adiantou um alto funcionário da Casa Branca, numa declaração divulgada aos meios de comunicação social. 


 A Casa Branca nunca tinha confirmado a viagem do vice-presidente, mas manteve-se vaga sobre se deixaria ou não a capital na terça-feira, noticiou a agência France-Presse (AFP). 


Quase dois meses após o início das hostilidades iniciadas por Israel e pelos Estados Unidos, Teerão ameaçou retomar os ataques contra os países do Golfo, pondo em risco o fornecimento global de petróleo. 

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Trump reuniu-se na Casa Branca com os principais conselheiros de Segurança Nacional do país poucas horas antes de o cessar-fogo de duas semanas, declarado no início de abril, expirar na quarta-feira. 


Além de Vance, estiveram presentes na reunião o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth e os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do Presidente. 


 


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