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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Bastou sair da China: o carro bloqueou funções essenciais e deixou o dono preso 30 horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:30:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Atravessar uma fronteira de automóvel é uma rotina para milhões de europeus. Mas, na China, um simples passeio até um país vizinho pode transformar um SUV de luxo num veículo praticamente inutilizável]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atravessar uma fronteira de automóvel é uma rotina para milhões de europeus. Mas, na China, um simples passeio até um país vizinho pode transformar um SUV de luxo num veículo praticamente inutilizável.</p>
<p>Segundo a &#8216;L&#8217;Automobile Magazine&#8217;, foi isso que aconteceu ao proprietário de um Zeekr 9X, um grande SUV elétrico que alguns já apelidam de &#8220;Rolls-Royce Cullinan chinês&#8221;. O destino era o Cazaquistão, mas bastou cruzar a fronteira para começar o pesadelo.</p>
<p>Assim que entrou no país, o automóvel perdeu várias funções essenciais. Os ecrãs do habitáculo deixaram de funcionar, o porta-luvas permaneceu bloqueado e até a tampa do depósito de combustível recusava abrir. Sem acesso aos documentos guardados no interior e impossibilitado de reabastecer, o condutor ficou retido durante cerca de 30 horas.</p>
<p>O mais surpreendente é que não se tratava de uma avaria nem de um erro de software. Era uma funcionalidade criada pela própria Zeekr, conhecida como &#8220;proteção transfronteiriça&#8221;.</p>
<p>O objetivo deste sistema é dificultar o contrabando e a revenda ilegal de automóveis chineses em países onde a marca não está oficialmente presente. Para atravessar determinadas fronteiras, os proprietários têm de obter previamente um código de desbloqueio junto do concessionário.</p>
<p>Neste caso, o condutor garante que pediu essa autorização antes da viagem e recebeu confirmação de que tudo estava tratado. No entanto, o código nunca foi ativado e o veículo acabou por bloquear automaticamente as suas principais funções.</p>
<p>A história ganhou enorme repercussão depois de o proprietário denunciar o caso na rede social chinesa &#8216;Weibo&#8217;. A onda de críticas foi tal que a Zeekr pediu desculpa publicamente e anunciou alterações ao sistema.</p>
<p>A marca passou a disponibilizar, através da sua aplicação móvel, um gerador de códigos que permite desbloquear o veículo quando este é utilizado fora da China, evitando que os condutores tenham de depender diretamente de um concessionário. Também prometeu uma futura atualização que permitirá desativar esta função diretamente no próprio automóvel.</p>
<p>O caso abriu, contudo, um debate bem mais amplo. Até que ponto um fabricante pode manter o controlo remoto sobre um automóvel já vendido? E será que um condutor é verdadeiramente proprietário do seu veículo se a marca conseguir limitar funções essenciais apenas porque este atravessou uma fronteira?</p>
<p>Na Europa, um sistema deste género seria difícil de imaginar. A livre circulação entre países faz parte do quotidiano de milhões de condutores e um fabricante bloquear remotamente funções essenciais de um veículo levantaria sérias questões legais relacionadas com os direitos dos consumidores, a propriedade do bem adquirido e a segurança rodoviária.</p>
<p>O episódio mostra, acima de tudo, como os automóveis modernos, cada vez mais dependentes de software e ligação permanente à Internet, podem ficar sujeitos a decisões tomadas à distância pelo próprio fabricante.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_795448]]></sapo:autor>
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		<title>Nova funcionalidade de IA do Gmail gera preocupações com a privacidade: especialistas deixam alerta e conselhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A mais recente funcionalidade de inteligência artificial do Gmail está a suscitar preocupações entre especialistas em privacidade e cibersegurança, que alertam para os riscos associados ao acesso da tecnologia ao conteúdo das mensagens de correio eletrónico. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mais recente funcionalidade de inteligência artificial do Gmail está a suscitar preocupações entre especialistas em privacidade e cibersegurança, que alertam para os riscos associados ao acesso da tecnologia ao conteúdo das mensagens de correio eletrónico. A nova ferramenta, denominada &#8220;AI inbox&#8221;, é alimentada pelo modelo Gemini, da Google, e foi lançada este ano, estando atualmente disponível em versão beta para um número mais alargado de utilizadores com planos Google AI. Para já, a funcionalidade apenas pode ser utilizada nos Estados Unidos e em inglês.</p>
<p>A ferramenta surge como uma nova secção abaixo da caixa de entrada tradicional do Gmail e analisa automaticamente os emails presentes na caixa principal para gerar resumos, destacar compromissos futuros e sugerir tarefas prioritárias relacionadas com a vida pessoal ou profissional. Embora não apresente anexos, pode assinalar datas-limite para pagamento de faturas, reservas em restaurantes, entregas de encomendas ou outros compromissos identificados nas mensagens. Depois de concluídas, as tarefas podem ser marcadas como finalizadas ou removidas caso não sejam relevantes.</p>
<p>Apesar das vantagens ao nível da organização da caixa de correio eletrónico, especialistas alertam que esta comodidade tem um custo em termos de privacidade. Harlo Holmes, diretora de programas de segurança da Freedom of the Press Foundation, afirmou que, apesar de reconhecer utilidade à ferramenta para recordar compromissos, não a utilizaria para tratar correspondência sensível. &#8220;Pessoalmente, não me entusiasma que a correspondência com os meus médicos esteja não só na minha caixa de correio da Google, como também a ser processada por inteligência artificial&#8221;, afirmou.</p>
<p>Também Thorin Klosowski, ativista de privacidade e segurança da Electronic Frontier Foundation, considera que esta funcionalidade evidencia a enorme quantidade de informação a que a Google já tem acesso. &#8220;Funcionalidades como esta lembram-nos que o email nunca foi propriamente um meio muito privado. A introdução contínua de ferramentas de IA no Gmail mostra até que ponto a Google conhece a vida das pessoas&#8221;, alertou.</p>
<p>Os especialistas sublinham ainda que os utilizadores não devem aceitar automaticamente as prioridades ou resumos gerados pela inteligência artificial sem confirmar previamente a informação. Recomenda-se especial atenção a mensagens urgentes ou inesperadas, uma vez que cibercriminosos podem explorar técnicas conhecidas como &#8220;indirect prompt injection&#8221;, através das quais enviam emails concebidos para manipular sistemas de inteligência artificial.</p>
<p>Segundo Harlo Holmes, um atacante poderá criar uma mensagem destinada não apenas ao utilizador, mas também à própria IA, levando-a, por exemplo, a interpretar uma mensagem maliciosa como legítima e a recomendar que o utilizador clique numa ligação perigosa. &#8220;Embora estes casos ainda sejam relativamente raros, há muitos criminosos interessados em testar os limites destes modelos de inteligência artificial, incluindo o Gemini, para perceber até onde conseguem chegar&#8221;, explicou.</p>
<p>A Google reconheceu publicamente este tipo de ameaça. Num artigo publicado em abril sobre segurança, a empresa garantiu que tem vindo a testar intensivamente os seus sistemas para reforçar a resistência do Gemini contra tentativas de manipulação através de instruções ocultas inseridas em emails.</p>
<p>Quem preferir não utilizar esta funcionalidade pode desativá-la, embora isso implique abdicar de várias funções inteligentes dos serviços da Google. Para o fazer, basta aceder às definições do Gmail, selecionar o separador &#8220;Geral&#8221; e desativar a opção &#8220;Funcionalidades inteligentes&#8221;, que autoriza o Gmail, Chat e Meet a utilizarem o conteúdo e a atividade do utilizador para disponibilizar funcionalidades inteligentes e personalizar a experiência. Ao fazê-lo, deixam igualmente de estar disponíveis os resumos automáticos de emails e outras funcionalidades de inteligência artificial no Drive, Calendar, Docs, Sheets, Slides e Meet.</p>
<p>Ainda assim, vários especialistas defendem que a melhor proteção para comunicações realmente sensíveis passa por recorrer a plataformas concebidas especificamente para garantir a confidencialidade das mensagens. Entre as alternativas apontadas estão serviços com encriptação de ponta a ponta, como o Signal, ou plataformas de correio eletrónico orientadas para a privacidade, como o Proton Mail.</p>
<p>&#8220;Enquanto tecnologia, o email continua a ser um sistema difícil de tornar verdadeiramente privado. Sempre que possível, as pessoas deveriam recorrer a aplicações de mensagens seguras para as conversas mais sensíveis&#8221;, recomendou Thorin Klosowski.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796149]]></sapo:autor>
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		<title>Proença diz que teste sobre venda e consumo de álcool na Supertaça &#8220;não podia ser mais positivo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 11:30:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, considerou hoje que o projeto-piloto para venda e consumo de bebidas alcoólicas na Supertaça de futebol "não podia ser mais positivo" e espera que este tenha sido o primeiro passo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, considerou hoje que o projeto-piloto para venda e consumo de bebidas alcoólicas na Supertaça de futebol &#8220;não podia ser mais positivo&#8221; e espera que este tenha sido o primeiro passo.</P><br />
<P>&#8220;A Supertaça Cândido de Oliveira representou um momento histórico para o futebol português e para toda a indústria. Pela primeira vez, tivemos um teste-piloto de venda de bebidas de baixo teor alcoólico dentro de um recinto desportivo. O balanço, tendo como vista o Mundial 2030, não podia ser mais positivo. Mas aquilo a que assistimos em Coimbra é muito mais do que isso. Esta era uma reclamação antiga por parte dos clubes, que mais não desejavam do tratamento igual com outras indústrias de entretenimento e com os seus principais concorrentes estrangeiros&#8221;, referiu Proença, numa mensagem divulgada nas redes sociais.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou que o Governo tinha autorizado a venda e consumo de bebidas de baixo teor alcoólico no jogo de sábado entre FC Porto e Torreense, da Supertaça Cândido de Oliveira, uma medida proibida em recintos desportivos desde a década de 1980.</P><br />
<P>Em resposta à agencia Lusa, o Governo explicou que o projeto-piloto foi aprovado apenas para a partida da Supertaça, que o FC Porto conquistou ao vencer o Torreense, por 1-0, pretendendo depois avaliar os resultados da iniciativa.</P><br />
<P>Pedro Proença defendeu que, para além dos benefícios ao nível de segurança e de uma fonte de receita adicional, ficam para a história os &#8220;momentos de confraternização dos adeptos, que souberam estar à altura do momento e usufruíram de uma experiência de jogo plena&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Muito obrigado ao Governo, aos ministérios da Administração Interna, Saúde e Juventude e Desporto pela confiança demonstrada. Parabéns a todos os clubes, do futebol profissional e do não profissional, pela perseverança. Esta foi uma grande vitória do futebol português&#8221;, frisou o líder da FPF.</P><br />
<P>Proença defende que este foi um &#8220;enorme passo que foi dado&#8221; e deseja que seja o primeiro &#8220;para a concretização de um objetivo comum&#8221;.</P><br />
<P>Numa resposta conjunta do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto à agência Lusa sobre o projeto-piloto aprovado, o Governo explica que decidiu autorizar a proposta da FPF para este teste.</P><br />
<P>Em relação a outras iniciativas semelhantes, em jogos de futebol ou em outras modalidades desportivas, o Governo salienta que existem vários aspetos a ter em consideração.</P><br />
<P>&#8220;Qualquer decisão sobre a realização de novas iniciativas em jogos de futebol ou noutras modalidades dependerá dos resultados obtidos, da respetiva avaliação pelas entidades envolvidas e da sua relevância para a preparação do Mundial de 2030, sempre com a salvaguarda da segurança dos espetáculos desportivos, da proteção dos consumidores e da saúde pública&#8221;, salienta o documento.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796749]]></sapo:autor>
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		<title>Migrações: Papa tem esperança em solução de paz, estabilidade e justiça para crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 11:19:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa Leão XIV manifestou hoje esperança de que possam ser encontradas "soluções de paz, estabilidade e justiça" para a crise migratória em Ceuta, que disse acompanhar com "preocupação".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa Leão XIV manifestou hoje esperança de que possam ser encontradas &#8220;soluções de paz, estabilidade e justiça&#8221; para a crise migratória em Ceuta, que disse acompanhar com &#8220;preocupação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Acompanho com preocupação a alarmante situação em Ceuta e peço a Deus, por intercessão de Nossa Senhora de África, que possam ser encontradas soluções de paz, de estabilidade e de justiça&#8221;, declarou o pontífice, em espanhol, durante os apelos feitos após a oração dominical do Ângelus, na Praça de São Pedro, citado pela agência Efe.</P><br />
<P>Estas foram as primeiras palavras do também chefe de Estado do Vaticano sobre a crise migratória registada esta semana em Ceuta, cidade autónoma espanhola situada no norte de África, onde, na quinta-feira, ocorreu uma entrada maciça de dezenas de milhares de pessoas provenientes de Marrocos e durante a qual morreram 72 migrantes.</P><br />
<P>Embora a maioria &#8212; cerca de 73.500 pessoas, segundo estimativas da polícia &#8212; tenha regressado a Marrocos, esta crise reavivou o debate na União Europeia (UE) sobre a questão da migração e a gestão das fronteiras externas da UE.</P><br />
<P>Na sequência desta situação, os ministros da Administração Interna dos Estados-membros da UE vão reunir-se de urgência na terça-feira para analisar a situação em Ceuta.</P><br />
<P>A preocupação com o drama da migração tem sido uma constante ao longo do pontificado de Leão XIV, que tem defendido uma resposta centrada na dignidade humana e sublinhado que nenhum país consegue enfrentar sozinho este desafio.</P><br />
<P>Durante a sua recente visita a Espanha, no passado mês de junho, o Papa voltou a insistir nesta mensagem na etapa da viagem às Ilhas Canárias, onde se encontrou com migrantes e representantes de organizações humanitárias.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796748]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Teerão desmente ter pedido a Washington para parar ataques</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 11:08:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma agência de notícias iraniana qualificou hoje de "nova mentira" uma declaração de Donald Trump segundo a qual Teerão teria pedido a Washington para renunciar a novos ataques contra o Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma agência de notícias iraniana qualificou hoje de &#8220;nova mentira&#8221; uma declaração de Donald Trump segundo a qual Teerão teria pedido a Washington para renunciar a novos ataques contra o Irão.         </P><br />
<P>Citando responsáveis militares, a Mehr indicou que as &#8220;alegações&#8221; do Presidente norte-americano não eram &#8220;mais do que uma nova mentira&#8221;, acrescentando: &#8220;As nossas forças estão em estado de alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade&#8221;.</P><br />
<P>No sábado, o Presidente Trump indicou que os Estados Unidos e Israel tinham concordado em suspender novos ataques planeados contra o Irão a pedido de Teerão e de outros países da região, desde que um acordo fosse rapidamente concluído.</P><br />
<P>Trump declarou que este acordo com o Irão deveria incluir a abertura &#8220;TOTAL E COMPLETA DO ESTREITO DE ORMUZ, assim como o fim da ameaça nuclear iraniana&#8221;.</P><br />
<P>Hoje, outra agência de notícias iraniana, a Fars, citando &#8220;uma fonte próxima da equipa de negociação nuclear&#8221;, indicou a esse respeito que &#8220;enquanto os Estados Unidos mantiverem as suas ações hostis, o estreito de Ormuz permanecerá fechado&#8221;.</P><br />
<P>A guerra no Médio Oriente começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos israelitas e norte-americanos contra o Irão.</P><br />
<P>Desde então, o Irão bloqueou o estratégico estreito de Ormuz, provocando fortes perturbações na economia mundial, já que em tempos normais cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos transita por aquela passagem.</P><br />
<P>Em represália, os Estados Unidos instauraram um bloqueio naval aos portos iranianos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796747]]></sapo:autor>
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		<title>Mais ar condicionado, mais calor? Investigadores explicam a paradoxal relação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mais-ar-condicionado-mais-calor-investigadores-explicam-a-paradoxal-relacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 11:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ar condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O ar condicionado tornou-se um dos principais aliados para enfrentar as ondas de calor que, todos os verões, fazem disparar os termómetros para valores superiores a 40 graus em muitas regiões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ar condicionado tornou-se um dos principais aliados para enfrentar as ondas de calor que, todos os verões, fazem disparar os termómetros para valores superiores a 40 graus em muitas regiões. Contudo, investigadores internacionais alertam que a utilização massiva destes equipamentos pode estar a contribuir para agravar precisamente o problema que pretende resolver. À medida que arrefecem o interior de casas, escritórios e hospitais, os aparelhos libertam calor para o exterior, aumentando a temperatura ambiente, sobretudo nas zonas urbanas mais densamente povoadas.</p>
<p>O alerta é feito por um grupo de investigadores do projeto internacional CryoCultures, que explica que este fenómeno pode elevar a temperatura nas cidades em até 2,5 graus Celsius. Segundo os especialistas, cria-se um ciclo difícil de quebrar: quanto mais elevadas são as temperaturas, maior é a necessidade de recorrer ao ar condicionado e, consequentemente, maior é a quantidade de calor libertada para o exterior.</p>
<p>Os investigadores sublinham ainda que este efeito está intimamente ligado ao consumo de energia. Quanto mais aparelhos funcionam, maior é a procura de eletricidade e, quando essa energia é produzida a partir de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo ou gás natural, aumentam também as emissões de gases com efeito de estufa, acelerando o aquecimento global. A ideia é resumida pelos especialistas numa frase que sintetiza esta &#8220;paradoxo&#8221;: &#8220;Quanto mais calor faz, mais precisamos de arrefecer; quanto mais arrefecemos, mais calor faz.&#8221;</p>
<p>Apesar do alerta, os investigadores fazem questão de esclarecer que o ar condicionado representa apenas uma parte de uma infraestrutura muito mais ampla, designada por &#8220;criosfera artificial&#8221;. Este conceito engloba todos os sistemas de refrigeração essenciais ao funcionamento da sociedade moderna, incluindo a conservação de alimentos e medicamentos, bancos de sangue, transporte refrigerado e até os centros de dados que suportam a Internet, as redes sociais e os sistemas de inteligência artificial. Sem estas tecnologias, recordam, muitos serviços considerados indispensáveis deixariam simplesmente de funcionar.</p>
<p>Os especialistas destacam ainda que mais de 20% do consumo mundial de eletricidade já está associado a sistemas de refrigeração e alertam que, caso o atual modelo de climatização intensiva se generalize a todo o mundo, a procura energética poderá crescer significativamente nas próximas décadas, aumentando a pressão sobre as redes elétricas e sobre o clima.</p>
<p>Em vez de defenderem o abandono do ar condicionado, os investigadores apelam a uma utilização mais eficiente e sustentável destes sistemas. Entre as soluções propostas estão o reforço do isolamento térmico dos edifícios, a criação de mais zonas verdes nas cidades, a utilização de equipamentos energeticamente mais eficientes e a redução do calor produzido por infraestruturas como os centros de dados. O objetivo, concluem, passa por garantir conforto térmico quando necessário, sem que a resposta ao calor contribua para intensificar o próprio problema climático.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796142]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Papa apela à fraternidade &#8220;também em tempos de férias&#8221; e alerta contra a avareza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:56:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Papa Leão XIV apelou hoje à fraternidade "também em tempos de férias" e alertou para os perigos da avareza, considerando que é "uma doença da alma" que "faz perder o sentido das coisas".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa Leão XIV apelou hoje à fraternidade &#8220;também em tempos de férias&#8221; e alertou para os perigos da avareza, considerando que é &#8220;uma doença da alma&#8221; que &#8220;faz perder o sentido das coisas&#8221;.</P><br />
<P>A falar durante a oração dominical do Ângelus, perante os fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, no Vaticano, Leão XIV recordou ainda que, &#8220;perante a abundância de bens que se deterioram, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer e as casas destruídas de quem não tem paz&#8221;, cita a agência Efe.</P><br />
<P>&#8220;Também as férias podem tornar-se um tempo de fraternidade serena, incluindo aqueles que estão ao nosso lado e vivem em situação de necessidade (&#8230;) Peçamos, pois, à Virgem Maria, Mãe solícita, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia&#8221;, exortou o Papa.</P><br />
<P>Segundo proclamou, &#8220;nada se perde quando é partilhado&#8221; e exemplificou com Jesus Cristo e o milagre da caridade.</P><br />
<P>O Papa deixou ainda um alerta, considerando que a &#8220;acumulação e o desperdício são as duas faces do mesmo mal: a avareza&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta doença da alma faz perder o sentido das coisas, porque embriaga com as riquezas, ao ponto de levar a esquecer aqueles que choram de fome e clamam por água&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Neste domingo, Leão XIV voltou a presidir à oração do Ângelus a partir do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, após regressar do seu período de descanso de verão em Castel Gandolfo, onde continuou a celebrar esta oração dominical.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796746]]></sapo:autor>
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		<title>Recuperação lenta após cheias ameaça insegurança alimentar em Moçambique &#8211; relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um relatório da rede FEWS NET alerta que a recuperação agrícola após as cheias em Moçambique no início do ano continua condicionada por problemas nas zonas afetadas, num contexto em que El Niño ameaça agravar a segurança alimentar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um relatório da rede FEWS NET alerta que a recuperação agrícola após as cheias em Moçambique no início do ano continua condicionada por problemas nas zonas afetadas, num contexto em que El Niño ameaça agravar a segurança alimentar.</P><br />
<P>No documento divulgado hoje, a Famine Early Warning Systems Network (FEWS NET) alerta que a recuperação das zonas afetadas pelas inundações continua condicionada por &#8220;alagamentos prolongados&#8221;, degradação dos solos e acesso limitado a sementes, fatores que atrasaram a produção agrícola. </P><br />
<P>Acrescenta que estes constrangimentos provocaram um atraso superior a um mês nas plantações e colheitas da segunda época agrícola.</P><br />
<P>A organização, uma rede internacional de alerta precoce para crises alimentares financiada pelo Governo dos Estados Unidos, responsável pela monitorização e projeção de situações de insegurança alimentar e fome em diversos países, refere que, apesar de algumas melhorias previstas na segurança alimentar em partes do centro e sul do país durante os próximos meses, a situação continua vulnerável aos efeitos dos choques climáticos registados este ano.</P><br />
<P>As cheias de janeiro afetaram mais de 700 mil pessoas e provocaram danos em cerca de 440 mil hectares de terras agrícolas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala, seguindo-se períodos de seca e novos episódios de precipitação intensa entre fevereiro e março que agravaram as perdas agrícolas e pecuárias.</P><br />
<P>A última época das chuvas (por norma de outubro a abril) em Moçambique matou 314 pessoas, afetou mais de 1.078 milhões de pessoas e atingiu quase 260 mil casas, segundo atualização anterior do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Só as cheias de janeiro, as mais violentas em vários anos, provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos.</P><br />
<P>Segundo a FEWS NET, a assistência pós-cheias, as colheitas da segunda época agrícola e os rendimentos sazonais deverão permitir que algumas áreas passem de uma situação de &#8220;Crise&#8221; (IPC Fase 3) para &#8220;Stress&#8221; alimentar (IPC Fase 2) a partir de agora. </P><br />
<P>O relatório aponta que esta melhoria será apoiada pela &#8220;assistência pós-cheias&#8221;, por &#8220;rendimentos sazonais&#8221; e por uma &#8220;favorável colheita da segunda época agrícola&#8221;.</P><br />
<P>Contudo, alerta que a melhoria poderá ser temporária, prevendo que alguns distritos do centro e sul regressem a condições de crise entre outubro e janeiro, quando aumentar a dependência dos mercados. </P><br />
<P>Segundo o relatório, &#8220;até outubro, as reservas alimentares das famílias deverão diminuir, aumentando a dependência do mercado&#8221;, sendo que alguns distritos poderão &#8220;regressar a Crise (IPC Fase 3) até janeiro de 2027&#8221;.</P><br />
<P>O relatório acrescenta que este cenário poderá ser agravado pelo fenómeno El Niño, que deverá prolongar-se pelo menos até janeiro: &#8220;O fenómeno El Niño está agora em curso e deverá persistir pelo menos até janeiro de 2027&#8221;.</P><br />
<P>A FEWS NET acrescenta que o fenómeno deverá traduzir-se num início tardio e abaixo da média da próxima época chuvosa no sul e centro de Moçambique, além de temperaturas acima do normal. A organização considera que um &#8220;início abaixo da média da época chuvosa de 2026/27 é o cenário mais provável&#8221;.</P><br />
<P>Estas condições poderão reduzir a produção agrícola da campanha 2026/27 e limitar as oportunidades de trabalho sazonal para as famílias mais pobres, alerta o relatório, apontando ainda que temperaturas acima da média no sul e centro de Moçambique deverão reduzir as atividades agrícolas durante a próxima época chuvosa.</P><br />
<P>A FEWS NET indica também que os preços do milho no sul do país estavam, em maio, entre 25% e 60% acima da média dos últimos cinco anos, enquanto os preços do arroz se encontravam entre 20% e 40% acima da média histórica.</P><br />
<P>No conjunto do país, a organização estima que entre 1,5 e 1,99 milhões de pessoas poderão necessitar de assistência alimentar entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, com o sul e o norte de Moçambique identificados como as áreas de maior preocupação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796745]]></sapo:autor>
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		<title>Grécia em situação &#8220;extremamente difícil&#8221; com condições meteorológicas extremas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Atenas, 02 ago 2026 (Lua) - O primeiro-ministro grego alertou hoje para a situação "extremamente difícil" que o país enfrenta devido a condições meteorológicas "extremas", com ventos de 100 quilómetros hora e altas temperaturas, após uma semana em que arderam 12 mil hectares de floresta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Atenas, 02 ago 2026 (Lua) &#8211; O primeiro-ministro grego alertou hoje para a situação &#8220;extremamente difícil&#8221; que o país enfrenta devido a condições meteorológicas &#8220;extremas&#8221;, com ventos de 100 quilómetros hora e altas temperaturas, após uma semana em que arderam 12 mil hectares de floresta.</P><br />
<P>&#8220;Estes dias são extremamente difíceis&#8221;, escreveu Kyriakos Mitsotakis na rede social Facebook, referindo-se às &#8220;condições meteorológicas extremas e aos ventos&#8221; que frequentemente alcançam os 100 quilómetros por hora, cita a agência AFP.</P><br />
<P>O chefe de Governo disse que &#8220;há momentos em que a natureza e a intensidade dos fenómenos meteorológicos ultrapassam qualquer planeamento humano e qualquer capacidade operacional&#8221;.</P><br />
<P>Em plena época turística, em apenas uma semana, mais de 12 mil hectares de floresta e de terrenos agrícolas foram devastados pelas chamas na Grécia, que tem sido fortemente afetada pela crise climática, à semelhança de toda a região do Mediterrâneo.</P><br />
<P>Habitualmente fustigada todos os verões por incêndios devido às frequentes ondas de calor e à seca, a Grécia tinha, até agora, escapado aos grandes fogos no início da época estival, ao contrário do que aconteceu em França e em Espanha.</P><br />
<P>O país encontra-se agora no nível máximo de alerta, numa altura em que um incêndio, que deflagrou na sexta-feira, em Porto Germeno, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Atenas, nas margens do Golfo de Corinto, preocupa população e autoridades.</P><br />
<P>A AFP cita um meteorologista especializado em incêndios e investigador do Observatório Nacional da Grécia, Théodore Giannaros, que defendeu que &#8220;infelizmente, é muito provável &#8212; para não dizer quase certo &#8212; que este incêndio venha a ser classificado como um megaincêndio&#8221;.</P><br />
<P>Segundo relata aquela agência de notícias francesa, na Grécia, os bombeiros enfrentam atualmente vários incêndios em simultâneo, salientando que estão mobilizados em Porto Germeno cerca de 500 operacionais e outros 100 combatem outro incêndio em Aigialia, no norte da península do Peloponeso.</P><br />
<P>Entretanto, um novo incêndio deflagrou na noite de sábado na ilha de Cefalónia, no mar Jónico.</P><br />
<P>O ministro grego da Proteção Civil, Evangelos Tournas, declarou no sábado que os bombeiros foram &#8220;levados ao limite&#8221;, lembrando que três bombeiros morreram esta semana no exercício das suas funções: dois em Creta e um no Peloponeso.</P><br />
<P>Segundo o ministro, a intensidade dos ventos criou &#8220;condições extremamente difíceis, provocando numerosas situações em que os aviões não conseguiram recolher água nem efetuar descargas devido à forte turbulência&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796744]]></sapo:autor>
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		<title>Há uma bebida cujo nome só pode ser usado por Portugal e Espanha devido a uma regra europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos restantes Estados-membros, os fabricantes podem produzir uma bebida semelhante, mas são obrigados a identificá-la de forma diferente e a indicar claramente a sua origem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra &#8220;sangria&#8221; pode parecer uma designação universal para uma das bebidas mais populares do verão, mas, na realidade, a sua utilização está protegida pela legislação da União Europeia. De acordo com as regras comunitárias em vigor, apenas as bebidas produzidas em Portugal e em Espanha podem ser comercializadas utilizando isoladamente a designação de venda &#8220;sangria&#8221; ou &#8220;sangría&#8221;. Nos restantes Estados-membros, os fabricantes podem produzir uma bebida semelhante, mas são obrigados a identificá-la de forma diferente e a indicar claramente a sua origem.</p>
<p>Esta proteção resulta do Regulamento (UE) n.º 251/2014, aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 26 de fevereiro de 2014 e publicado no Jornal Oficial da União Europeia a 20 de março do mesmo ano. O diploma estabelece que as expressões &#8220;sangria&#8221; ou &#8220;sangría&#8221; só podem ser utilizadas, por si só, como designação comercial quando o produto é elaborado em Portugal ou em Espanha, reconhecendo a ligação histórica e tradicional desta bebida à Península Ibérica.</p>
<p>A legislação não impede que empresas de outros países da União Europeia produzam bebidas inspiradas na sangria nem que estas sejam comercializadas no mercado europeu. Contudo, nesses casos, a palavra &#8220;sangria&#8221; não pode surgir como designação principal do produto. A bebida tem obrigatoriamente de ser apresentada como &#8220;bebida aromatizada à base de vinho&#8221;, podendo a referência à sangria aparecer apenas como complemento da descrição oficial e sempre acompanhada da indicação do país onde foi produzida, através de expressões como &#8220;produzida na Alemanha&#8221; ou &#8220;produzida na Suécia&#8221;. Assim, a utilização do termo não é totalmente proibida fora de Portugal e de Espanha, mas fica sujeita a regras específicas de rotulagem destinadas a evitar que o consumidor associe automaticamente o produto à tradição ibérica.</p>
<p>Além de proteger a designação comercial, o regulamento europeu define igualmente as características que uma bebida deve cumprir para ser considerada legalmente uma sangria. Segundo a legislação, trata-se de uma bebida aromatizada à base de vinho obtida a partir deste produto vitivinícola e enriquecida com extratos ou essências naturais de citrinos. Pode ainda conter sumo de citrinos, pedaços de polpa ou casca de fruta, especiarias, dióxido de carbono e determinados edulcorantes autorizados. O regulamento determina igualmente que a bebida deve conter, no mínimo, 50% de vinho, não pode incluir corantes e tem de respeitar os limites de graduação alcoólica estabelecidos para esta categoria de produtos. Isto significa que nem todas as misturas de vinho, fruta e refrigerantes preparadas em casa ou servidas em estabelecimentos de restauração correspondem, do ponto de vista legal, à definição de sangria utilizada para a comercialização industrial.</p>
<p>A proteção da designação mantém-se em vigor apesar das alterações que o sistema europeu de indicações geográficas sofreu nos últimos anos. Na versão consolidada e atualizada do Regulamento (UE) n.º 251/2014 continua a estar expressamente previsto que Portugal e Espanha conservam o direito exclusivo de utilizar a designação &#8220;sangria&#8221; como nome oficial de venda, uma medida que pretende preservar a autenticidade do produto, garantir uma informação mais transparente ao consumidor e impedir que bebidas produzidas noutros países sejam apresentadas como se tivessem a mesma ligação tradicional à Península Ibérica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796093]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Migrações: Sobe para 72 número de mortos em Ceuta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ceuta, Espanha, 02 ago (Lusa) - Pelo menos 72 pessoas morreram afogadas a tentar entrar em Ceuta nos últimos dias, disse hoje o Governo de Espanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Ceuta, Espanha, 02 ago (Lusa) &#8211; Pelo menos 72 pessoas morreram afogadas a tentar entrar em Ceuta nos últimos dias, disse hoje o Governo de Espanha.</P><br />
<P>O número de corpos retirados das águas no lado espanhol, junto ao pontão de El Tarajal, na fronteira da cidade autónoma de Ceuta com Marrocos, subiu pra 72, confirmou o delegado do governo de Madrid no território, Miguel Ángel Pérez Triano, numa conferência de imprensa.</P><br />
<P>Desconhece-se, até agora, o número de mortos retirados das águas no lado de Marrocos.</P><br />
<P>Uma associação da força de segurança espanhola Guarda Civil disse hoje que deverão ser mais de 100 as pessoas que morreram afogadas a tentar entrar em Ceuta, numa avalanche de dezenas de milhares entre quinta e sexta-feira.</P><br />
<P>Num comunicado, a Associação Unificada de Guardas Civis considerou que o ocorrido nos últimos dias em Ceuta foi &#8220;a maior crise&#8221; migratória da história da cidade, um enclave espanhol no norte de África onde vivem cerca de 83.000 pessoas.</P><br />
<P>A mesma associação estimou em cerca de 60.000 o número de pessoas que entraram na cidade ilegalmente entre quinta e sexta-feira e que cerca de 48.000 já voltaram a Marrocos.</P><br />
<P>Fontes da polícia espanhola citadas hoje pela agência de notícias EFE calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira.</P><br />
<P>Este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol entre quinta e sexta-feira e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, disseram as mesmas fontes à EFE.</P><br />
<P>Poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta, acrescentaram.</P><br />
<P>Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.</P><br />
<P>Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.</P><br />
<P>Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.</P><br />
<P>O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.</P><br />
<P>As entradas em Ceuta na fronteira terrestre e por mar com Marrocos &#8220;pararam na totalidade&#8221; durante a madrugada de sábado e &#8220;continuaram as saídas&#8221; das pessoas que entraram ilegalmente entre quinta e sexta-feira, assegurou o Governo espanhol.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796743]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Assistentes de bordo da WestJet em greve por aumentos salariais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os assistentes de bordo da WestJet entraram hoje em greve por melhores condições salariais, numa altura em que não existe acordo entre a empresa e o sindicato.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os assistentes de bordo da WestJet entraram hoje em greve por melhores condições salariais, numa altura em que não existe acordo entre a empresa e o sindicato. </P><br />
<P>A greve foi anunciada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos do Canadá (CUPE), que representa 4.400 tripulantes de cabine da companhia aérea, nas redes sociais, sem mais pormenores. </P><br />
<P>Até às primeiras horas de domingo, foram cancelados mais de 300 viagens da companhia aérea, que também voa para Portugal. </P><br />
<P>A WestJet disse estar disponível para dialogar com o sindicato. </P><br />
<P>De acordo com o sindicato, parte do trabalho realizado em terra pelos comissários não é pago, mas a empresa contesta. </P><br />
<P>A companhia aérea explicou que os trabalhadores recebem &#8220;horas de crédito&#8221; em vez de um valor fixo por hora. </P><br />
<P>Citado em comunicado, o presidente executivo do grupo, Alexis von Hoensbroech, disse ter apresentado à estrutura sindical um aumento salarial de dois dígitos no primeiro ano, entre outros pontos não revelados, mas o mesmo não foi aceite. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796742]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Migrações: Centenas continuam em Ceuta e não querem voltar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Margarida Pinto, enviada da agência Lusa *** </P><br />
<P></P><br />
<P>Ceuta, Espanha, 02 ago 2026 (Lusa) &#8211; Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.</P><br />
<P>Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha, entraram ilegalmente em Ceuta, sobretudo numa avalanche na quinta-feira, mais de 50.000 pessoas e pelo menos 48.300 regressaram logo na sexta-feira a Marrocos, por sua própria iniciativa. </P><br />
<P>Mas muitos &#8211; centenas ou até milhares &#8211; permanecem em Ceuta, concentrados em zonas mais afastadas dos controlos militares e policiais que foram reforçados na cidade, em praias ou nas imediações do centro de acolhimento temporário a migrantes (conhecido como CETI), como constatou a agência Lusa.</P><br />
<P>Há também relatos de outros meios de comunicação de centenas de pessoas escondidas ou refugiadas em serras da cidade.</P><br />
<P>São, quase na totalidade, migrantes de países subsaarianos que permanecem em Ceuta e os que saíram por iniciativa própria desde sexta-feira eram marroquinos.</P><br />
<P>Entre as centenas que permanecem junto ao CETI, sem acesso ao centro de acolhimento que as autoridades de Ceuta dizem estar sobrelotado, há pessoas de países como o Senegal, Gâmbia, Iémen ou Sudão que já viviam em Marrocos, em cidades como Casablanca ou Tânger, e se dirigiram à fronteira de Ceuta depois de &#8220;ouvir dizer&#8221; ou &#8220;ver na Internet&#8221; que se podia cruzar para o lado espanhol, como contaram vários destes migrantes à Lusa.</P><br />
<P>Todos os que falaram com a Lusa contaram ter cruzado a nado na quinta-feira, aproveitando a entrada massiva de pessoas e a maré baixa que permitiu contornar o pontão de El Tarajal, na fronteira entre Ceuta e Marrocos.</P><br />
<P>Estão agora na rua, amontoados em passeios e na estrada de acesso ao CETI, &#8220;sem comer, sem beber e sem banho&#8221;, mas querem permaneceu em Ceuta, Espanha, Europa, disse Florence, 32 anos, do Senegal.</P><br />
<P>&#8220;Quero viver bem, como todos. E a liberdade&#8221;, disse à Lusa o também senegalês Ali, de 32 anos, que já vivia há quatro anos em Marrocos e se dedicava ao &#8220;pequeno comércio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Há guerra no nosso país&#8221;, acrescentou Fátima, de 28 anos, do Sudão.</P><br />
<P>Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.</P><br />
<P>O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.</P><br />
<P>Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetros já instalada sobre o mar no sábado. </P><br />
<P>Deste local foram retirados 71 corpos desde quinta-feira, segundo o balanço mais recente da polícia espanhola. Em todo o ano de 2025 morreram 46 pessoas afogadas neste ponto, também na tentativa de entrar ilegalmente em Ceuta.</P><br />
<P> Fontes na cidade citadas hoje pelo jornal El Pais garantem que estão a ser preparadas instalações, com câmaras frigoríficas, para a receção de até 200 cadáveres, admitindo a possibilidade de haver mais mortos nas águas.</P><br />
<P>Para já, desconhece-se o número de corpos retirados do mar no lado de Marrocos.</P><br />
<P>Por outro lado, perto de 1.150 das pessoas que entraram em Ceuta desde quinta-feira receberam assistência médica, disseram hoje as autoridades locais. </P><br />
<P>A cidade de Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com as lojas e restaurantes de novo abertos desde sábado, os turistas a encherem as esplanadas do centro da cidade e os carros de novo a circular. </P><br />
<P>Tudo, porém, com forte presença policial e de militares nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que culminam com a celebração do Dia da Virgem de África, em 05 de agosto, e deveriam ter arrancado no sábado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796741]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Arábia Saudita pede aos EUA que priorizem diálogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:01:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O príncipe herdeiro da Arábida Saudita, Mohammed bin Salman, pediu hoje ao Presidente dos EUA, Donald Trump, que priorize o diálogo para evitar que o Médio Oriente seja arrastado para um "conflito mais amplo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O príncipe herdeiro da Arábida Saudita, Mohammed bin Salman, pediu hoje ao Presidente dos EUA, Donald Trump, que priorize o diálogo para evitar que o Médio Oriente seja arrastado para um &#8220;conflito mais amplo&#8221;. </P><br />
<P>Segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias saudita (SPA), Bin Salman, que falou com Trump ao telefone, sublinhou a necessidade de recorrer a soluções mais diplomáticas, que produzam resultados positivos para a preservação da segurança e da estabilidade na região. </P><br />
<P>Trump e Bin Salman abordaram ainda os acontecimentos na região e as suas repercussões nacionais e internacionais.</P><br />
<P>O apelo da Arábia Saudita surge dois dias após o Irão ter ameaçado &#8220;incendiar os seus vizinhos árabes com as chamas da guerra&#8221;, caso os EUA realizem um ataque maciço contra a República Islâmica. </P><br />
<P>Donald Trump afirmou este sábado que os aliados do Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano acrescentou numa publicação na Truth Social, a rede social que lhe pertence, que o acordo em vias de ser concluído &#8220;incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão&#8221;, em maiúsculas, como sempre faz.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796740]]></sapo:autor>
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		<title>Professor apanha 32 alunos a usar IA para copiar em exame com &#8216;armadilha&#8217; invisível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um professor universitário nos Estados Unidos encontrou uma forma invulgar de identificar alunos que recorriam à inteligência artificial para responder a um exame intermédio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um professor universitário nos Estados Unidos encontrou uma forma invulgar de identificar alunos que recorriam à inteligência artificial para responder a um exame intermédio. Ao esconder uma instrução invisível no enunciado da prova, conseguiu detetar 32 estudantes que copiaram diretamente as respostas produzidas por um chatbot, incluindo frases completamente sem sentido sobre Madagáscar, revelando que não chegaram sequer a ler aquilo que entregaram.</p>
<p>O caso ocorreu na Universidade Alcorn State, onde o professor de História Jason Gibson preparou uma questão sobre a Revolução Industrial para o exame intermédio dos seus alunos. Conhecendo a crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial na realização de trabalhos académicos, decidiu introduzir discretamente uma instrução escrita em texto branco — e, por isso, invisível para quem consultasse normalmente o enunciado. A indicação destinava-se apenas aos modelos de IA e pedia que, ao responderem, incluíssem referências a Madagáscar de forma completamente absurda e sem qualquer relação com o tema da pergunta.</p>
<p>A estratégia acabou por produzir exatamente o efeito pretendido. Segundo Gibson, 32 dos 35 estudantes distribuídos por duas turmas copiaram o enunciado para um chatbot de inteligência artificial e colaram depois a resposta gerada na plataforma de avaliação sem a reverem. Caso tivessem lido o texto antes da entrega, teriam encontrado referências totalmente deslocadas num ensaio sobre a Revolução Industrial. Entre os exemplos apresentados pelo docente surgiam frases como &#8220;Madagascar floats sideways through the afternoon&#8221; (&#8220;Madagáscar flutua de lado durante a tarde&#8221;) ou &#8220;Madagascar purple bicycle whispers to the ceiling&#8221; (&#8220;A bicicleta roxa de Madagáscar sussurra ao teto&#8221;), inseridas no meio de explicações sobre industrialização, tecnologia e desigualdade social.</p>
<p>Num vídeo publicado na rede social TikTok, que rapidamente se tornou viral, Jason Gibson explicou que todos os alunos apanhados a recorrer à inteligência artificial reprovaram nessa componente do exame. Posteriormente, esclareceu que o objetivo não era ridicularizar os estudantes, mas sim demonstrar as consequências da utilização indiscriminada destas ferramentas. O professor revelou ainda que deu a todos os alunos a possibilidade de contestarem a classificação atribuída depois de os confrontar com as evidências, embora apenas dois tenham optado por recorrer da decisão.</p>
<p>O episódio surge num contexto em que o recurso à inteligência artificial para fins de fraude académica continua a preocupar escolas e universidades. Desde que plataformas como o ChatGPT se popularizaram, muitos docentes têm procurado novas formas de preservar a integridade das avaliações, recorrendo, por exemplo, a exames manuscritos, provas orais ou questões concebidas para dificultar respostas automáticas geradas por modelos de linguagem. Ainda assim, o desafio continua a crescer. O artigo recorda, a este propósito, outro caso recente na Universidade Brown, onde um professor verificou que a média de um exame realizado em casa subiu dos habituais 65% a 80% para 96%, estimando que apenas dois dos seus 86 alunos não terão recorrido à inteligência artificial para responder às questões.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796090]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo em Valpaços teve &#8220;reacendimentos fortes&#8221; mas continua controlado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:58:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fogo que deflagrou na terça-feira em Valpaços, no distrito de Vila Real, e atingiu Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, sofreu "reacendimentos fortes" durante a noite, mas "está controlado", disse à Lusa fonte operacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O fogo que deflagrou na terça-feira em Valpaços, no distrito de Vila Real, e atingiu Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, sofreu &#8220;reacendimentos fortes&#8221; durante a noite, mas &#8220;está controlado&#8221;, disse à Lusa fonte operacional.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, o 2.º Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, explicou que &#8220;durante a noite houve reacendimentos fortes que foram prontamente combatidos pelas forças operacionais no terreno&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O incêndio está em resolução, continuamos o combate dentro do perímetro do incêndio e vamos manter aqui capacidade e meios de combate, entre estes meios seis meios aéreos&#8221;, disse.</P><br />
<P>Às 09:45, segundo o sítio da Internet da Autoridade Nacional de Emergência a Autoridade Civil, estavam no terreno 726 operacionais, apoiados por 242 viaturas e três meios aéreos.</P><br />
<P>Este incêndio começou na terça-feira à tarde na zona do Cabelo, Ervões, no concelho de Valpaços, no distrito de Vila Real, estendendo-se aos concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796739]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Migrações: Socialistas e Democratas europeus pedem a Bruxelas para esclarecer normas de Schengen</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo dos Socialistas e Democratas (S&#38;D) do Parlamento Europeu pediu numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para  "intervir imediatamente" para esclarecer as normas do espaço Schengen.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Grupo dos Socialistas e Democratas (S&amp;D) do Parlamento Europeu pediu numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para  &#8220;intervir imediatamente&#8221; para esclarecer as normas do espaço Schengen.</P><br />
<P>Os social-democratas europeus enviaram no sábado a carta à presidente Von der Leyen &#8220;na qual a instam a intervir imediatamente para esclarecer as normas que regem a suspensão do espaço Schengen por parte dos Estados membros na decorrência dos acontecimentos ocorridos em Ceuta&#8221;, explicaram num comunicado.</P><br />
<P>A vice-presidente do S&amp;D, Ana Catarina Mendes, questionou na mesma mensagem os &#8220;fundamentos objetivos&#8221; para justificar a reintrodução de controlos nas fronteiras internas, depois de Von der Leyen confirmar que não houve movimentos de Ceuta para a Espanha continental e a União Europeia (UE).</P><br />
<P>Por isso, instou a Comissão a &#8220;esclarecer se, de fato, foram cumpridas essas condições legais e, caso contrário, a exercer plenamente o seu papel de guardiã dos Tratados&#8221;.</P><br />
<P>O grupo europeu expressou ainda a sua preocupação com &#8220;a deturpação deliberada por parte de certos governos (&#8230;) ao aproveitar a situação para fins políticos&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, acusaram a direita e a extrema-direita de reagir a &#8220;pedir o encerramento das fronteiras&#8221;, em vez de mostrar &#8220;solidariedade e apoio a Espanha&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isso representa um grave precedente, derivado da decisão da Itália, que abre a porta a uma possível manipulação do Direito europeu ao serviço das agendas políticas e dos interesses de governos concretos (&#8230;) colocando em questão o próprio princípio de responsabilidade europeia partilhada&#8221;, manifestaram os social-democratas.</P><br />
<P>Por sua vez, o Partido dos Socialistas Europeus (PSE) também se manifestou em defesa do executivo espanhol e apontou &#8220;a confusão generalizada, alimentada por afirmações falsas sobre a política migratória de Espanha e as consequências jurídicas de uma sentença recente do Tribunal Supremo espanhol&#8221;.</P><br />
<P>Nesse sentido, condenaram &#8220;as campanhas coordenadas de desinformação, amplificadas por atores dos Estados Unidos, Israel e da extrema-direita europeia&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796738]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Migrações: Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta e confirma 71 mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ceuta, Espanha, 02 de ago (Lusa) - As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Ceuta, Espanha, 02 de ago (Lusa) &#8211; As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.</P><br />
<P>Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas.</P><br />
<P>As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.</P><br />
<P>Já foram retirados do mar, nas águas junto à fronteira, 71 corpos de pessoas que se afogaram na tentativa de entrar em Ceuta nos últimos dias, disseram à EFE as fontes da polícia espanhola.</P><br />
<P>Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.</P><br />
<P>Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.</P><br />
<P>Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.</P><br />
<P>O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_796737]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Projeto SUN promove empatia e combate violência sexual na adolescência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/projeto-sun-promove-empatia-e-combate-violencia-sexual-na-adolescencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O projeto SUN concluiu um inédito ensaio clínico em quatro escolas de Porto e Aveiro e ajudou mais de 200 jovens no combate a mitos sobre violência sexual e no aumento da empatia, 'formando' testemunhas para poderem intervir.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O projeto SUN concluiu um inédito ensaio clínico em quatro escolas de Porto e Aveiro e ajudou mais de 200 jovens no combate a mitos sobre violência sexual e no aumento da empatia, &#8216;formando&#8217; testemunhas para poderem intervir.</P><br />
<P>Segundo explica à Lusa a investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, Eunice Carmo, o projeto desenrola-se em 10 sessões com os alunos para os &#8220;preparar para intervir&#8221;, combatendo o sexismo, a desinformação e ideias preconcebidas sobre violência sexual e promovendo a empatia, com os mais novos a reportarem &#8220;maior consciência acerca dos assuntos trabalhados e autoeficácia para agir&#8221;.</P><br />
<P>Os alunos analisavam notícias e publicações nas redes sociais, discutiam vídeos e outros conteúdos, faziam &#8216;roleplay&#8217; (interpretação de papéis em situações específicas) e outras atividades práticas em torno do tema.</P><br />
<P>Os investigadores Eunice Carmo, Bárbara Moreira e Patrício Costa, da Universidade do Porto, Nélio Brazão, da Universidade de Coimbra, e Joana Carvalho, da Universidade de Aveiro, criaram o primeiro programa de prevenção primária da violência sexual concebido para adolescentes em escolas portuguesas, intitulado SUN (&#8216;Stand Up Now against Sexual Violence&#8217;, Ergue-te Agora contra a Violência sexual em tradução livre), propondo &#8220;uma intervenção &#8216;bystander'&#8221; com um ensaio clínico.</P><br />
<P>Aplicado em sala de aula, consiste em 10 sessões, de 50 a 60 minutos, trabalhando este tipo de intervenção, que &#8220;capacita quem testemunha uma situação de risco para intervir de forma segura&#8221;, ajudando a reconhecer situações de risco e desafiarem &#8220;as normas que permitem a tolerância da violência sexual&#8221;.</P><br />
<P>O trabalho, cujo protocolo foi publicado já este ano, articula-se com outros dois programas que trabalham em contornos similares mas noutras populações escolares, o MOON, dirigido a estudantes universitários e com alguns dos mesmos investigadores do SUN, disponível na plataforma digital NAU, e o CARE, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, para crianças e jovens do pré-escolar ao secundário.</P><br />
<P>O ensaio clínico, com 213 adolescentes de escolas de Vila Nova de Gaia, Valongo, Ovar e Aveiro, seguiu-se a um primeiro piloto, com 79 alunos, tendo durado nove meses e com &#8220;elevada assiduidade&#8221; dos participantes, sendo os últimos dados recolhidos em novembro de 2025, e o protocolo publicado em maio.</P><br />
<P>Além de não terem provocado &#8220;efeitos adversos&#8221;, ou seja, o reforço de mitos ou a diminuição da empatia, os efeitos positivos &#8220;melhoraram na direção esperada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É muito interessante porque é uma surpresa muito grande para eles ouvirem falar sobre temas da sexualidade de uma forma positiva. (&#8230;) Perceberem que estão a falar de igual para igual, que podem fazer piadas ou rir, fazer perguntas. Há esse processo gradual de irmos trabalhando, aos poucos, a desconstrução de mitos mais específicos&#8221;, conta Eunice Carmo.</P><br />
<P>Segundo a investigadora, este trabalho leva os adolescentes a &#8220;chegarem às conclusões por eles mesmos&#8221;, num processo guiado em vez de imposto, e ajuda a mitigar uma &#8220;lacuna&#8221; no currículo escolar que os próprios alunos apontam.</P><br />
<P>Depois do &#8216;feedback&#8217; positivo de escolas e alunos, pretende-se que a continuidade desta abordagem seja &#8220;sustentável&#8221; e que complemente o currículo de educação sexual atual, em articulação com as autoridades relevantes.</P><br />
<P>Um dos resultados &#8220;mais interessantes&#8221; prende-se com a evolução mais acentuada dos rapazes em relação às raparigas na resposta ao programa, podendo refletir questões sobre educação marcada pelo género e do impacto da exposição, ou falta dela, à violência sexual.</P><br />
<P>&#8220;Acho que esta é a força da intervenção &#8216;bystander&#8217;, diferente das outras abordagens, dirigidas ou a pessoas com potencial de perpetração ou com maior vulnerabilidade à vitimação. Abordagens mais dirigidas a homens, por exemplo, criam normalmente um efeito de resistência. &#8216;Eu não sou agressor, não tenho de saber sobre isto&#8217;. No caso da vitimação, é um efeito muitas vezes traumatizante ou culpabilizador&#8221;, acrescenta a investigadora.</P><br />
<P>Segundo Eunice Carmo, com este trabalho há ganhos indiretos contra esta &#8220;epidemia&#8221; da violência sexual, que motiva uma resposta a partir de &#8220;um argumento de saúde pública&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É uma epidemia invisível, na maioria dos casos. Sabemos que a maioria dos casos acontecem entre pessoas parceiras, fora do olhar comum. Isso não inviabiliza que possamos continuar a ser responsáveis. Um dos mitos que esta abordagem quer desconstruir é a ideia de que não temos potencial de ser agressores ou vítimas. (&#8230;) Eu sou responsável por mim, acima de tudo, mas da mesma forma pelas outras pessoas&#8221;, afirma.</P><br />
<P>Responsabilizarmo-nos pelo que podemos ver na rua ou numa escola ou no trabalho é um dos objetivos, e ter ferramentas para avaliar como intervir: apoiar a vítima, falar com o potencial agressor, chamar as autoridades, juntar outras pessoas para que possam ajudar, mas sempre com a segurança pessoal em primeiro lugar, como num desastre aéreo em que asseguramos a máscara de oxigénio própria antes dos filhos, argumenta a investigadora.</P></p>
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		<title>Brasil: Lula é oficializado hoje como candidato à reeleição nas presidenciais de outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 07:45:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lula da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O Partido dos Trabalhadores (PT) realiza este domingo, 2 de agosto, a convenção nacional que oficializa a candidatura do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à reeleição nas eleições presidenciais de 2026, marcadas para 4 de outubro. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Partido dos Trabalhadores (PT) realiza este domingo a convenção nacional que oficializa a candidatura do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à reeleição nas eleições presidenciais de 2026, marcadas para 4 de outubro. O encontro, marcado para as 09h00 (hora local) no Expo Center Norte, em São Paulo, assinala o arranque formal da campanha eleitoral da candidatura presidencial e servirá igualmente para homologar o candidato a vice-presidente, confirmar as coligações nacionais e aprovar as principais diretrizes políticas da campanha.</p>
<p>A convenção representa um dos momentos centrais do calendário eleitoral brasileiro, uma vez que autoriza oficialmente o início da campanha da candidatura presidencial, em conformidade com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.</p>
<p><strong>Convenção marca o início oficial da campanha</strong><br />
Além de formalizar a recandidatura de Lula, o encontro servirá para validar a composição da chapa presidencial e definir as alianças políticas que acompanharão o Partido dos Trabalhadores na disputa eleitoral.</p>
<p>Também serão aprovadas as linhas orientadoras da campanha para as eleições de 2026, dando início a uma nova fase da corrida eleitoral no Brasil.</p>
<p><strong>Zeca Dirceu diz que eleição colocará frente a frente dois projetos para o Brasil</strong><br />
Para o deputado federal Zeca Dirceu, do PT do Paraná, a convenção abre uma etapa decisiva da campanha, que será marcada pelo confronto entre duas visões distintas para o futuro do país.</p>
<p>Na sua perspetiva, o debate eleitoral deverá centrar-se na comparação entre os resultados alcançados pelo atual Governo e o legado do executivo anterior.</p>
<p>&#8220;A eleição vai colocar frente a frente dois caminhos para o Brasil. De um lado, um governo que voltou a investir nas cidades, retomou obras, fortaleceu o SUS, ampliou programas sociais e fez a economia voltar a crescer. Do outro, um projeto que deixou investimentos parados e abandonou políticas públicas importantes. Essa comparação será feita naturalmente pela população&#8221;, afirmou Zeca Dirceu.</p>
<p><strong>Defesa da democracia assume papel central na campanha</strong><br />
Nas últimas semanas, Lula antecipou algumas das principais mensagens que pretende levar para a campanha eleitoral, colocando a defesa da democracia, da soberania nacional e da continuidade da reconstrução do país entre as prioridades do discurso político.</p>
<p>Durante um evento realizado em Brasília, o chefe de Estado afirmou que pretende disputar as eleições &#8220;em nome da defesa da democracia&#8221;, sustentando igualmente que o futuro do Brasil deverá ser decidido exclusivamente pelos brasileiros, sem qualquer interferência externa.</p>
<p><strong>Investimento público como argumento eleitoral</strong><br />
Segundo Zeca Dirceu, a defesa da democracia deve refletir-se também em resultados concretos para a população, considerando que os investimentos públicos realizados pelo Governo são uma demonstração prática do funcionamento das instituições democráticas.</p>
<p>&#8220;A democracia é fundamental, mas ela precisa chegar na vida das pessoas. Quando uma cidade recebe uma creche, um hospital amplia atendimento, uma estrada é recuperada ou uma obra volta a andar, isso também é democracia funcionando. É isso que temos visto acontecer em todo o Paraná&#8221;, declarou o deputado.</p>
<p><strong>PT destaca investimentos federais nos municípios</strong><br />
O parlamentar sublinhou ainda que, desde o início do terceiro mandato de Lula, os municípios do estado do Paraná voltaram a beneficiar de investimentos federais em diferentes áreas, independentemente da orientação política dos respetivos autarcas.</p>
<p>Entre os setores referidos por Zeca Dirceu encontram-se a saúde, a educação, a habitação, as infraestruturas e o desenvolvimento regional.</p>
<p>&#8220;O governo Lula voltou a governar para todos os municípios. Quem percorre o Paraná encontra obras retomadas, equipamentos entregues, universidades recebendo investimentos e hospitais fortalecidos. A campanha vai mostrar exatamente isso, que o Brasil voltou a investir onde a vida das pessoas acontece&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Alianças nacionais também ficam definidas</strong><br />
Além da homologação da candidatura presidencial, a convenção nacional do PT deverá confirmar as coligações nacionais que acompanharão Lula nas eleições de 2026 e autorizar formalmente o arranque da campanha eleitoral, cumprindo o calendário definido pela Justiça Eleitoral brasileira.</p>
<p>Com este passo, o Partido dos Trabalhadores inicia oficialmente a campanha para tentar garantir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato na Presidência da República, numa disputa que o partido antecipa ser marcada pela comparação entre diferentes modelos de governação e pela defesa da democracia como um dos principais eixos políticos da candidatura.</p>
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