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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 10:26:04 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Plataforma dos exames nacionais volta a falhar e aumenta pressão sobre o Ministério da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Sistema, porém, tem registado problemas desde o arranque]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A plataforma usada para a classificação dos exames nacionais do ensino secundário voltou a apresentar sinais de falha, numa altura em que o calendário de divulgação das notas já foi adiado. Segundo o jornal &#8216;Público&#8217;, os professores que tentaram aceder ao sistema esta segunda-feira encontraram uma mensagem a indicar que a Plataforma de Classificação e Supervisão estava “em manutenção” até às 15h.</p>
<p>A primeira fase dos exames nacionais começou a 16 de junho e terminou a 26 de junho. As provas continuam a ser feitas em papel pelos alunos, mas este ano a maioria passou a ser digitalizada e dividida por itens, que são depois distribuídos aos professores classificadores através da plataforma digital.</p>
<p>O sistema, porém, tem registado problemas desde o arranque. A classificação dos primeiros exames deveria ter começado a 23 de junho, mas, esta segunda-feira, as falhas persistiam e muitos itens ainda não estarão classificados. O atraso já levou ao adiamento da afixação das notas, que estava inicialmente prevista para 14 de julho e passou para 17 de julho.</p>
<p>A Federação Nacional dos Professores considera que esta será uma semana decisiva para perceber se o processo dos exames de 2026 fica ou não comprometido. “Estamos a iniciar a semana que vai clarificar se o processo dos exames do ensino secundário de 2026 está ou não definitivamente comprometido”, afirmou a Fenprof, em comunicado.</p>
<p>A estrutura sindical aponta vários problemas ainda por resolver, entre classificadores convocados tarde ou de forma errada, itens não distribuídos, materiais ilegíveis ou incompletos e elementos extraviados, por classificar ou já classificados. Para a Fenprof, se estas falhas continuarem, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação terá de assumir responsabilidades e encontrar uma solução que não prejudique professores, alunos e famílias.</p>
<p>O adiamento da divulgação das notas, defende a federação, não resolve o problema de fundo. Além de afetar férias de famílias e professores, os atrasos podem comprometer outras tarefas de preparação do próximo ano letivo. “Se algo falhar, como parece estar a ser o caso, fica comprometida toda a cadeia de tarefas a realizar”, alerta a Fenprof.</p>
<p>As dificuldades têm também motivado contestação entre pais, alunos e professores. Uma petição online pede que este ano não seja cobrada a taxa de 25 euros aplicada aos pedidos de revisão de provas, valor que só é devolvido se houver melhoria efetiva da classificação. Os promotores consideram que, perante os problemas no processo, a cobrança representa “mais um obstáculo injustificado”. A petição, lançada na sexta-feira, contava esta segunda-feira com cerca de 400 assinaturas.</p>
<p>Outra petição, criada também na sexta-feira, apela à responsabilização pela forma como o processo está a decorrer, à transparência na comunicação e à adoção de medidas que impeçam a repetição de situações semelhantes. O texto pretende dar voz ao “descontentamento” de alunos e professores e pede que não se “brinque com o esforço de um ano inteiro”. Ao início da manhã desta segunda-feira, reunia mais de 9600 assinaturas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785805]]></sapo:autor>
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		<title>Contratos fixos, menos cortes e mais proteção: o que muda para os consumidores de energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Consumidores de energia vão passar a ter novas garantias a partir do final de agosto, com a entrada em vigor de regras que reforçam a estabilidade dos contratos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consumidores de energia vão passar a ter novas garantias a partir do final de agosto, com a entrada em vigor de regras que reforçam a estabilidade dos contratos, limitam interrupções de fornecimento em determinadas situações e aumentam a proteção dos clientes economicamente vulneráveis.</p>
<p>As alterações, lembrou a DECO, abrangem sobretudo o setor elétrico e procuram dar maior previsibilidade às famílias, numa área em que as oscilações de preços, as reclamações de faturação e as dificuldades de pagamento continuam a ter impacto direto no orçamento dos consumidores.</p>
<p><strong>Contratos com preço e prazo fixos passam a ser obrigatórios</strong></p>
<p>Uma das principais novidades é a obrigação de os comercializadores de eletricidade com mais de 200 mil clientes disponibilizarem contratos de fornecimento com preço e prazo fixos, com duração mínima de um ano.</p>
<p>Durante esse período, o comercializador não poderá alterar unilateralmente as condições acordadas, nem denunciar antecipadamente o contrato. A medida pretende garantir maior estabilidade aos consumidores e reduzir a incerteza associada à evolução dos preços da energia.</p>
<p><strong>Reclamações de faturação travam cortes de fornecimento</strong></p>
<p>As novas regras também reforçam a proteção dos consumidores quando existe uma reclamação em curso. Durante a apreciação de uma reclamação ou de um processo de resolução extrajudicial de litígios relativo à faturação, devem ser suspensas eventuais ordens de interrupção associadas à fatura contestada.</p>
<p>Além disso, a apresentação da reclamação ou o início do procedimento de resolução extrajudicial interrompe o prazo de prescrição dos consumos, que é de seis meses. Esse prazo só volta a contar depois da decisão final ou do encerramento do processo.</p>
<p><strong>Governo poderá atuar em crises de preços</strong></p>
<p>O novo enquadramento prevê ainda medidas excecionais para situações de crise dos preços da eletricidade, a nível regional ou da União Europeia.</p>
<p>Caso seja declarada uma situação desse tipo, o Governo poderá aprovar medidas destinadas a proteger consumidores domésticos e pequenas e médias empresas, incluindo em matéria de fixação de preços. Essas medidas terão de ser adotadas por resolução do Conselho de Ministros, depois de parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.</p>
<p><strong>Tarifa social acompanha mudança de comercializador</strong></p>
<p>As alterações reforçam também a proteção dos consumidores economicamente vulneráveis. Quem beneficiar da tarifa social de eletricidade no momento em que muda de comercializador mantém esse apoio, sem necessidade de apresentar novo pedido ou de aguardar pelo processamento da atribuição automática pela Direção-Geral de Energia e Geologia.</p>
<p>Esta mudança pretende evitar falhas ou atrasos na continuidade do benefício, especialmente em processos de mudança de fornecedor.</p>
<p><strong>Cortes limitados em períodos críticos</strong></p>
<p>Nos períodos de maior pressão sobre o consumo de energia, nomeadamente no inverno e no verão, as interrupções de fornecimento a clientes economicamente vulneráveis ficam limitadas.</p>
<p>Os termos e procedimentos concretos ainda serão regulamentados pela ERSE, mas o objetivo é garantir proteção adicional em momentos em que a energia é particularmente essencial para o bem-estar das famílias.</p>
<p><strong>Planos de pagamento devem considerar situação económica</strong></p>
<p>As novas regras determinam ainda que os planos de pagamento destinados a clientes economicamente vulneráveis devem ter em conta a respetiva situação económica.</p>
<p>A regulamentação caberá também à ERSE, que terá de definir os moldes em que estes planos devem ser aplicados, procurando compatibilizar a recuperação dos valores em dívida com a capacidade financeira dos consumidores.</p>
<p><strong>DECO promete acompanhar aplicação das regras</strong></p>
<p>A DECO afirma que vai acompanhar a implementação das novas medidas, com o objetivo de garantir o cumprimento dos direitos dos consumidores e, em particular, a proteção dos clientes em situação de maior vulnerabilidade económica.</p>
<p>Para os consumidores, as novas regras representam um reforço das garantias no acesso à energia, com maior estabilidade contratual, mais proteção em caso de conflito de faturação e salvaguardas adicionais para quem enfrenta maiores dificuldades económicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785801]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Combustíveis continuam acima do Preço Eficiente: diferença chega aos 4 cêntimos por litro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço Eficiente “registou uma variação de +1,4% na gasolina e de +1,6% no gasóleo”, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de +3,8%, e do gasóleo simples, de +3,9%, apontou a ERSE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,909 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana de 6 a 12 de julho. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,826 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,931 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 0,980 euros por litro para o gasóleo simples. Incluindo a carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,909 euros por litro na gasolina e nos 1,826 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Relativamente à semana anterior, adianta a ERSE, verificou-se que a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, “situou-se 3,9 cênt/l acima do Preço Eficiente no caso da gasolina 95 simples e 4,0 cênt/l acima no caso do gasóleo simples”. Em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de +2,0% e +2,2%, respetivamente.</p>
<p>O Preço Eficiente “registou uma variação de +1,4% na gasolina e de +1,6% no gasóleo”, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de +3,8%, e do gasóleo simples, de +3,9%, apontou a ERSE.</p>
<p>“Quanto aos Preços com Descontos, publicados pela DGEG, a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram desvios face ao Preço Eficiente de -0,4% e -1,7%, respetivamente. Em termos absolutos, estas estimativas situam-se 0,7 cênt/l abaixo do respetivo Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 3,1 cênt/l abaixo no gasóleo simples”, indica a ERSE.</p>
<p>A Portaria n.º 427-A/2025/1, de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 0,49752 €/l para a gasolina e 0,36160 €/l para o gasóleo. Desde então, no âmbito do mecanismo temporário e extraordinário de redução do ISP, estas taxas têm sido revistas, procurando acomodar a evolução dos preços dos combustíveis e mitigar o impacto da volatilidade dos mercados internacionais no preço final pago pelos consumidores.</p>
<p>Para a semana de 6 a 12 de julho de 2026, encontram-se em vigor as taxas unitárias do ISP fixadas pela Portaria n.º 286-A/2026/1, de 3 de julho, aplicáveis desde 6 de julho de 2026: 0,46239 €/l na gasolina sem chumbo e 0,33126 €/l no gasóleo rodoviário. Estes valores integram o desconto temporário e extraordinário de redução do ISP, correspondente a 0,03513 €/l na gasolina e 0,03034 €/l no gasóleo, bem como a consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 €/l na gasolina e 0,111 €/l no gasóleo, acrescenta a ERSE.</p>
<p>Face à semana imediatamente anterior, a revisão representa uma redução das taxas unitárias do ISP de cerca de 0,39 cêntimos por litro na gasolina e de 0,55 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA. O alívio fiscal face aos valores fixados para 1 de dezembro de 2025 passa, assim, a corresponder a 3,51 cêntimos por litro na gasolina e 3,03 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA.</p>
<p>A estas taxas acresce a taxa de adicionamento sobre as emissões de CO₂, atualizada para 2026 pela Autoridade Tributária, correspondente a 0,15911 €/l na gasolina e 0,17334 €/l no gasóleo.</p>
<p>O Preço Eficiente é um preço médio semanal determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e resulta da soma de várias componentes: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis, a componente de retalho e os impostos aplicáveis.</p>
<p>O Preço com Descontos é o preço médio publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia, apurado com base nos preços comunicados pelos postos de combustível, ponderados com as quantidades vendidas do último período conhecido e incorporando descontos praticados nos postos de abastecimento, como cartões frota e outros. Já o Preço de Pórtico corresponde ao preço médio reportado pelos operadores no Balcão Único da Energia, refletindo a oferta comercial de base, sem descontos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785783]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IA sem retorno? Seis em cada 10 empresas dizem não estar a criar valor, revela BCG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar do forte investimento em Inteligência Artificial (IA), a maioria das empresas continua sem conseguir transformar essa aposta em resultados concretos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do forte investimento em Inteligência Artificial (IA), a maioria das empresas continua sem conseguir transformar essa aposta em resultados concretos. Segundo um novo estudo da Boston Consulting Group (BCG), 60% das organizações admitem captar pouco ou nenhum valor dos investimentos realizados, sem impacto significativo na redução de custos ou no crescimento das receitas.</p>
<p>O relatório, intitulado <em>How Leaders Build an AI-First Cost Advantage</em>, revela que duas em cada três empresas já destinam pelo menos 1,7% das suas receitas à IA. No entanto, a consultora conclui que a diferença entre as empresas líderes e as restantes não está na adoção da tecnologia, mas na capacidade de a integrar numa transformação estrutural dos processos e do modelo operacional.</p>
<p>De acordo com a BCG, as empresas mais avançadas na utilização de IA conseguem reduções de custos três vezes superiores às dos seus concorrentes, registam margens operacionais 1,6 vezes mais elevadas e apresentam um retorno sobre o capital investido 2,7 vezes superior.</p>
<p>O estudo destaca ainda que apenas 30% do valor gerado por uma implementação típica de IA resulta da tecnologia e dos algoritmos. Os restantes 70% dependem do redesenho de processos, da reorganização das equipas e da capacidade de transformar os ganhos de eficiência em resultados financeiros efetivos.</p>
<p>A consultora identifica também vários desafios que continuam a travar a criação de valor. Quase dois terços das empresas enfrentam dificuldades em controlar os custos associados à escalabilidade da IA, enquanto uma proporção semelhante aponta limitações relacionadas com a fiabilidade dos modelos, demonstrando que os principais obstáculos são atualmente de natureza operacional e organizacional.</p>
<p>Para inverter esta tendência, a BCG aponta quatro prioridades estratégicas. A primeira passa por concentrar os investimentos em áreas onde a IA já demonstra resultados comprovados, como compras, marketing, engenharia de software, apoio ao cliente e processos financeiros. Segundo a consultora, apenas na área de compras é possível alcançar poupanças entre 5% e 25% na gestão de fornecedores em poucos meses.</p>
<p>Outra recomendação passa por redesenhar processos em vez de simplesmente automatizar tarefas existentes. O estudo refere o caso de uma empresa global de bens de consumo que reduziu até 90% do tempo gasto em tarefas rotineiras de marketing através de ferramentas de IA generativa, duplicando simultaneamente a qualidade dos resultados.</p>
<p>A utilização de agentes de IA, capazes de observar, planear e executar tarefas de forma autónoma, surge igualmente como uma das principais tendências. Entre os casos apresentados pela consultora estão empresas que conseguiram reduzir entre 25% e 40% o tempo dedicado a processos críticos, diminuir em 45% os custos de engenharia ou aumentar em 35% a eficiência do apoio ao cliente. A IBM é outro dos exemplos destacados, tendo reduzido os custos operacionais anuais em mais de 4,5 mil milhões de dólares através da utilização de IA em processos internos.</p>
<p>Por fim, a BCG sublinha que cada iniciativa de IA deve estar diretamente ligada a objetivos financeiros concretos, garantindo que os ganhos de eficiência se refletem efetivamente na demonstração de resultados.</p>
<p>&#8220;Para muitas empresas, o desafio já não é identificar casos de uso, mas transformar eficiência potencial em resultados financeiros consistentes. Isso exige escolhas estratégicas claras: onde atuar primeiro, que processos redesenhar, como libertar capacidade para áreas de maior valor e que mecanismos criar para garantir que os ganhos se concretizam. É essa capacidade de execução que vai distinguir as empresas mais avançadas na próxima fase da adoção de IA&#8221;, afirma José Ferreira, Managing Director e Partner da BCG em Lisboa.</p>
<p>O estudo conclui que a oportunidade para construir uma vantagem competitiva baseada na IA continua aberta, mas alerta que essa janela poderá não durar muito mais tempo. Segundo a consultora, as empresas que conseguem transformar rapidamente os primeiros ganhos em novas fases de investimento e reorganização operacional estão a criar uma vantagem estrutural que será cada vez mais difícil de replicar pelos concorrentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785795]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>MEE alerta para risco de recessão na zona euro em 2027 por tensões externas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mee-alerta-para-risco-de-recessao-na-zona-euro-em-2027-por-tensoes-externas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mecanismo Europeu de Estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[MEE]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) alertou hoje para o risco de recessão e subida da inflação na zona euro em 2027 num cenário de agravamento das tensões no Médio Oriente e de turbulência financeira nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) alertou hoje para o risco de recessão e subida da inflação na zona euro em 2027 num cenário de agravamento das tensões no Médio Oriente e de turbulência financeira nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Num cenário adverso com tensões geopolíticas prolongadas e uma forte reavaliação dos ativos dos Estados Unidos, a zona euro aproxima-se de uma recessão enquanto as pressões inflacionistas se intensificam&#8221;, indica o MEE no seu mais recente relatório hoje publicado, ao qual a agência Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Intitulado de &#8220;Observatório da estabilidade da zona euro 2026: choques globais, defesas internas, uma resiliência sob pressão&#8221;, o mecanismo refere que, num cenário adverso de tensões geopolíticas prolongadas que elevam os preços da energia e de contágio de uma forte correção nos mercados financeiros dos Estados Unidos, a área da moeda única entraria numa fase de forte desaceleração económica, culminando numa recessão em 2027.</P><br />
<P>Em concreto, de acordo com a análise publicada no relatório, o crescimento do Produto Interno (PIB) do euro abrandaria para 0,6% em 2026 e cairia para -0,4% em 2027.</P><br />
<P>&#8220;O choque geopolítico domina em 2026, penalizando o consumo e o investimento. Em 2027, o impacto da reavaliação dos ativos dos EUA e os efeitos de segunda ordem agravam a desaceleração, à medida que condições financeiras mais restritivas e maiores pressões sobre os custos das empresas se transmitem de forma mais intensa à economia real&#8221;, é equacionado.</P><br />
<P>Acresce que as exportações seriam as mais penalizadas, ficando quase 7% abaixo do esperado devido ao enfraquecimento da procura mundial, e o investimento recuaria cerca de 4,5%, com as empresas a adiarem projetos perante a incerteza, segundo a análise incluída no relatório.</P><br />
<P>O consumo das famílias também diminuiria, embora de forma mais moderada, porque os salários não compensariam a perda de poder de compra.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, a inflação aceleraria para 3,7% em 2026 e 3,4% em 2027, inicialmente devido aos preços da energia e, mais tarde, devido ao aumento dos custos na economia e dos salários, tornando o choque inflacionista &#8220;mais persistente e prejudicando ainda mais o crescimento&#8221;.</P><br />
<P>Este cenário analisado pelo MEE parte do pressuposto de que a política monetária não reage ao aumento da inflação.</P><br />
<P>O documento surge numa altura em que se mantém uma trégua frágil no conflito entre Israel e o Irão, após os ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas e a posterior retaliação de Teerão, num contexto de persistente instabilidade no Médio Oriente.</P><br />
<P>O MEE alerta que uma eventual nova escalada das tensões na região, conjugada com uma correção abrupta dos mercados financeiros norte-americanos, constitui um dos principais riscos para a economia da zona euro, podendo ter impactos significativos no crescimento, na inflação e nas finanças públicas.</P><br />
<P>&#8220;O impacto orçamental de curto prazo do cenário adverso considerado parece contido, mas a dinâmica da dívida no médio prazo coloca praticamente todos os países da zona euro em trajetórias ascendentes de endividamento, exigindo uma disciplina orçamental sustentada durante um período prolongado&#8221;, argumenta o MEE, recordando o elevado endividamento público, o aumento dos encargos com juros e as crescentes pressões estruturais sobre a despesa pública, que &#8220;limitam a capacidade de amortecer novos choques&#8221;.</P><br />
<P>O fundo de resgate da zona euro apela, por isso, à estabilidade financeira e a uma &#8220;perspetiva orçamental credível&#8221;, pedindo que os países evitem &#8220;medidas de caráter generalizado&#8221;, nomeadamente na energia.</P><br />
<P>O Mecanismo Europeu de Estabilidade, criado em 2012, é o fundo permanente de resgate da zona euro, apoiando países com dificuldades financeiras.</P><br />
<P>A zona euro é o conjunto de países da União Europeia que usam o euro como moeda oficial, atualmente com 21 Estados-membros, sob gestão do Banco Central Europeu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785747]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: CP normaliza oferta e mantém medidas preventivas nos comboios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:05:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[CP - Comboios de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A CP repôs hoje a totalidade da oferta comercial, após a descida das temperaturas, mantendo medidas preventivas nos comboios de longo curso, depois dos constrangimentos provocados pela vaga de calor na circulação ferroviária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A CP repôs hoje a totalidade da oferta comercial, após a descida das temperaturas, mantendo medidas preventivas nos comboios de longo curso, depois dos constrangimentos provocados pela vaga de calor na circulação ferroviária.</P><br />
<P>Numa nota informativa, a CP &#8211; Comboios Portugal informou que voltou a disponibilizar toda a oferta comercial, embora continue a gerir a ocupação de alguns comboios de longo curso, através do bloqueio da venda de lugares em circulações e horários considerados mais críticos.</P><br />
<P>A empresa manterá igualmente o reforço da informação aos clientes, sensibilizando-os para a adoção de comportamentos preventivos durante as viagens, bem como a disponibilização de água em várias estações e pontos estratégicos da rede.</P><br />
<P>Para assegurar melhores condições de climatização, os comboios parqueados continuarão com as cortinas fechadas e, sempre que operacionalmente viável, permanecerão ligados durante o período de parqueamento.</P><br />
<P>A transportadora acrescentou que continuará a acompanhar a evolução das condições meteorológicas, mantendo como prioridade a segurança dos clientes e dos trabalhadores.</P><br />
<P>Nos últimos três dias, a empresa cancelou preventivamente 18 ligações intercidades devido às temperaturas excecionalmente elevadas, justificando a decisão com a necessidade de reduzir o risco de degradação das condições de refrigeração a bordo e proteger o conforto e o bem-estar de passageiros e trabalhadores.</P><br />
<P>No domingo, a transportadora esclareceu ainda que o impacto do calor extremo não se limitou ao material circulante, afetando também componentes da infraestrutura ferroviária, como sistemas de sinalização, catenária e aparelhos de mudança de via.</P><br />
<P>A CP explicou que o risco de incêndio obrigou igualmente à interrupção ou retenção temporária de comboios em alguns troços da rede, sempre que existiram fogos junto à via férrea que impediam a circulação em segurança.</P><br />
<P>Na mesma ocasião, a empresa rejeitou que os constrangimentos estivessem relacionados com falta de manutenção dos sistemas de ar condicionado dos comboios em circulação, assegurando que as manutenções periódicas são realizadas e admitindo apenas que algumas séries mais antigas apresentam limitações face aos atuais padrões de climatização.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785763]]></sapo:autor>
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		<title>Massachusetts Institute of Technology: Reforce as suas capacidades de gestão de crises</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
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					<description><![CDATA[As crises não testam apenas a capacidade de resposta das organizações — revelam, sobretudo, fragilidades que já estavam lá. a diferença entre ceder à pressão ou conseguir manter o rumo depende cada vez mais da preparação, da coordenação interna e da maturidade de quem lidera
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Rick Aalbers, Professor catedrático de Reestruturação Empresarial e Inovação na Universidade Radboud; Killian McCarthy, Professor associado de Estratégia na Universidade Radboud e professor catedrático de Prática na Kyiv School of Economics; Arjan Groen, Executivo interino especializado em Mudança Estratégica e docente convidado na Universidade Radboud e na Vrije</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os líderes gostam de acreditar que a sua empresa está preparada para enfrentar uma crise, mas, quando ela acontece, revela frequentemente as fragilidades no núcleo da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomemos como exemplo a Southwest Airlines. Quando uma tempestade de Inverno atingiu a empresa em Dezembro de 2022, a companhia sofreu uma ruptura operacional de grandes proporções. Dezassete mil voos tiveram de ser cancelados, 2 milhões de passageiros ficaram retidos e a empresa perdeu cerca de 690 milhões de euros. No centro dos problemas da Southwest não esteve apenas o mau tempo, mas sobretudo uma infra-estrutura informática envelhecida negligenciada, que levou ao colapso dos sistemas de gestão de horários e operações. A comunicação falhou e as equipas da linha da frente viram-se obrigadas a improvisar de forma isolada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contraste, a Microsoft respondeu de forma muito diferente. Uma falha gigante em Março de 2021 deixou milhões de utilizadores do Teams, Outlook e Microsoft 365 sem acesso aos sistemas baseados na cloud. No entanto, quase de imediato, foi activada uma resposta de crise totalmente integrada. A falha foi contida e os serviços restabelecidos no próprio dia. Mais importante ainda, a Microsoft avançou posteriormente com uma análise detalhada das causas do incidente e, nos meses seguintes, acelerou os investimentos em redundância de sistemas e transparência na gestão de incidentes. Ou seja, a Microsoft não só sobreviveu à crise, como a utilizou para se tornar uma organização ainda mais resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">Situações como estas conduzem inevitavelmente a uma questão central: por que é que algumas organizações paralisam perante uma crise, enquanto outras reagem rapidamente e conseguem minimizar os danos de forma eficaz?</p>
<p style="text-align: justify;">Colocámos esta questão a líderes que enfrentaram directamente situações de disrupção de elevado impacto. As entrevistas incluíram personalidades com experiência em cargos políticos, militares e governamentais de topo, bem como executivos seniores de grandes empresas globais.</p>
<p style="text-align: justify;">Com base nos seus testemunhos, identificámos sete capacidades fundamentais que qualquer organização deve desenvolver para resistir eficazmente a uma crise. Dado que a maioria das organizações já possui estas capacidades — ainda que de forma parcial ou desigual — definimos também o que caracteriza cada uma delas em termos de nível de maturidade. O resultado foi aquilo a que chamámos o Modelo dos 7C.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, apresentamos o modelo e demonstramos de que forma pode ser utilizado como ferramenta de análise para rever e avaliar os pontos fortes e as fragilidades de uma organização na gestão de crises.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As sete capacidades-chave para uma gestão de crises eficaz</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes entrevistados consideraram que a capacidade de executar estas práticas organizacionais é essencial para enfrentar qualquer crise.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Contingência </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Preparar a organização para diferentes cenários e definir responsabilidades antecipadamente, garantindo que cada pessoa sabe exactamente o que fazer quando a crise ocorre, é fundamental para assegurar a sobrevivência da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">O CEO de uma importante empresa dos sectores da electrónica e tecnologia da saúde explicou-nos que a organização desenvolveu uma forte capacidade de resposta através da realização contínua de testes de stress à cadeia de abastecimento. Como resultado, quando surgiu a pandemia de COVID-19, os colaboradores sabiam exactamente o que fazer, como actuar e como organizar a resposta operacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.Clareza</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma comunicação transparente e clara é indispensável em contexto de crise. Isto não significa transformar um problema grave num comunicado institucional cuidadosamente trabalhado; significa comunicar cedo, com honestidade e objectividade.</p>
<p style="text-align: justify;">O CEO de uma grande organização de serviços profissionais aconselhou os líderes a comunicarem apenas aquilo que sabem ser verdadeiro, alertando: «Não é possível retirar aquilo que já foi dito.»</p>
<p style="text-align: justify;">Como referiu um antigo primeiro-ministro de um país da Europa Ocidental: «As pessoas conseguem lidar com más notícias; aquilo que não conseguem lidar é a confusão.»</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.Coordenação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes eficazes quebram silos organizacionais antes de surgir uma crise. Constroem relações de confiança e criam hábitos de colaboração que permitem à organização actuar de forma alinhada e coordenada quando surgem problemas.A resposta da Capital One à violação de dados ocorrida em 2019 constitui um bom exemplo deste princípio. Quando um cibercriminoso roubou dados pessoais de cerca de 106 milhões de clientes norte-americanos, as equipas multifuncionais previamente definidas entraram imediatamente em acção para conter os danos, coordenando simultaneamente esforços com as autoridades para assegurar a rápida detenção do responsável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Compaixão </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Demonstrar empatia genuína para com todas as pessoas afectadas pela crise, dentro e fora da organização, reforça a credibilidade, gera confiança e, sobretudo, cria espaço para gerir adequadamente a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">«Demonstrar preocupação com as pessoas e com a sua segurança cria uma confiança inabalável », afirmou-nos um chefe nacional das forças armadas. «Liderança não significa estar no comando; significa cuidar das pessoas pelas quais somos responsáveis.»</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5.Confrontação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes devem enfrentar rapidamente as verdades difíceis.</p>
<p style="text-align: justify;">A crise do Tylenol, da Johnson &amp; Johnson, em 1982, continua a ser um exemplo clássico. Em vez de negar que cápsulas do medicamento tinham sido contaminadas com cianeto ou adiar uma posição pública, a empresa confrontou imediatamente o problema, retirou do mercado 31 milhões de embalagens e iniciou a reconstrução da confiança pública através de uma actuação transparente e decisiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.Controlo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os bons líderes conseguem manter a estabilidade durante uma crise. Isso não significa centralizar todas as decisões, mas sim definir previamente responsabilidades, clarificar quem decide o quê e dar autonomia às equipas mais próximas da situação para actuarem quando necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Como explicou o antigo presidente de um banco central de um país europeu: «Controlo não significa microgestão; significa manter o sistema estável para que os outros possam agir com confiança.»</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo claro ocorreu durante o furacão Harvey, em 2017, quando a Walmart deu autonomia aos gestores locais para redireccionarem camiões e reabrirem lojas na região de Houston da forma que considerassem mais adequada, acelerando a recuperação operacional e reforçando a confiança dos consumidores na marca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Continuidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os melhores gestores de crise não seguem simplesmente em frente quando a crise termina. Realizam análises posteriores aos acontecimentos, identificando aprendizagens que reforçam a resiliência organizacional e melhoram a preparação para futuras crises. A Shell, por exemplo, conduz processos sistemáticos de avaliação após cada incidente, garantindo que cada disrupção contribui para fortalecer a capacidade de resposta e a resiliência da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Importa não interpretar este modelo simplificado como uma mera checklist. Todas estas capacidades devem existir, ainda que em diferentes níveis de maturidade, porque se reforçam mutuamente e, em conjunto, tornam o sistema organizacional mais resiliente. Contingência sem clareza gera confusão; compaixão sem confrontação conduz à inércia; controlo sem coordenação cria bloqueios operacionais. Cada elemento limita ou amplifica os restantes. Segundo os líderes entrevistados, as organizações que conseguem sobreviver eficazmente a crises possuem estas sete capacidades integradas nos seus processos, rotinas e cultura organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A maturidade é determinante, mas o progresso pode ser desigual</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todas as organizações possuem, em maior ou menor grau, os 7C. No entanto, como nos referiu o presidente do conselho de administração de uma importante tecnológica, algumas destas capacidades já foram testadas em contextos reais de elevada pressão, enquanto outras continuam em fase de desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outras palavras, as capacidades de gestão de crise evoluem ao longo de cinco níveis de maturidade: reactivo, consciente, definido, integrado e estratégico. Na fase reactiva, as organizações dependem essencialmente da improvisação. Não existem planos formais nem responsabilidades claramente definidas, e as respostas dependem sobretudo da iniciativa individual — aquilo que um CEO descreveu como «combater incêndios sem água». Na fase consciente, a organização reconhece a necessidade de criar estruturas e processos. Podem já existir manuais de actuação e planos de contingência, mas raramente são utilizados ou testados, permanecendo o planeamento essencialmente simbólico. A fase definida representa o primeiro passo em direcção à disciplina organizacional. Processos padronizados, simulações e testes de cenários transformam documentos teóricos em rotinas operacionais efectivas. Na fase integrada, estas capacidades passam a estar incorporadas transversalmente na organização. As simulações interdepartamentais tornam-se práticas regulares, os níveis de decisão estão claramente definidos e os sistemas de alerta precoce ligam a identificação de problemas à activação coordenada de respostas. Por fim, na fase estratégica, a preparação deixa de ser reactiva e passa a ser antecipatória. A organização desenvolve mecanismos proactivos de monitorização, integra agilidade nos seus modelos de governação e encara a resiliência como uma vantagem estratégica que deve ser continuamente desenvolvida e protegida.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro valor deste modelo reside na sua utilização como ferramenta de diagnóstico para identificar desequilíbrios e insuficiências de maturidade dentro da organização. Estruturámos cada uma das capacidades segundo os respectivos níveis de maturidade, permitindo que o modelo funcione simultaneamente como instrumento de avaliação e como guia para o desenvolvimento de competências organizacionais. O objectivo não é criar simetria absoluta entre todas as capacidades, mas sim assegurar coerência organizacional. Nem todas as empresas necessitam do mesmo grau de maturidade em todos os 7 C; contudo, para evitar rupturas sob pressão, precisam de alcançar um nível suficiente de maturidade em todas as práticas essenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como afirmou um alto responsável do sector dos serviços profissionais: «Uma empresa pode sobreviver a fragilidades numa determinada área, mas apenas se o restante sistema se mantiver coeso.»</p>
<p style="text-align: justify;">Ao analisarem este modelo, os líderes devem identificar quais as capacidades menos desenvolvidas e mais susceptíveis de representar vulnerabilidades em contexto de crise. Devem igualmente avaliar eventuais desequilíbrios entre capacidades. Por exemplo, estarão a centralizar excessivamente o controlo em detrimento da coordenação? O caso seguinte demonstra a importância de equilibrar os 7C em diferentes níveis de maturidade, garantindo que o sistema organizacional consegue resistir sob pressão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como o JPMorgan Chase resistiu à turbulência de 2023</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em Março de 2023, quando os colapsos do Silicon Valley Bank, do Signature Bank e, posteriormente, do First Republic desencadearam a maior turbulência no sector bancário desde 2008, a indústria financeira enfrentou retirada de fundos superiores a 430 mil milhões de euros em apenas algumas semanas, bem como uma queda de 20% no índice KBW Nasdaq Regional Bank. No meio do pânico, o JPMorgan Chase — que detinha mais de 3,2 biliões de euros em activos e mais de 1,6 biliões de euros em depósitos — assumiu um papel de estabilizador sistémico. Em poucas horas, activou a sua arquitectura de resposta à crise: uma “sala de guerra” disponível 24 horas por dia, reunindo equipas de tesouraria, risco, comunicação e jurídico; modelos de simulação em tempo real sobre posições de liquidez; e actualizações horárias partilhadas com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), a Reserva Federal e a Federal Deposit Insurance Corporation, responsável pela garantia de depósitos bancários nos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisada à luz do modelo dos 7C, a maturidade da gestão de crise da instituição tornou-se evidente. A coordenação entre divisões internas e entidades reguladoras foi imediata e disciplinada, suportada por protocolos de escalada previamente definidos e plataformas partilhadas de monitorização de dados. O controlo revelou-se forte, mas simultaneamente flexível: as equipas regionais e de produto dispunham de autonomia para tomar decisões relacionadas com crédito e liquidez dentro de limites claramente estabelecidos. A clareza foi assegurada através de uma comunicação transparente e consistente. O CEO Jamie Dimon classificou publicamente a situação como «controlável, mas séria», transmitindo confiança sem minimizar os riscos, enquanto briefings internos diários garantiam o alinhamento dos cerca de 290 mil colaboradores da organização em todo o mundo. O JPMorgan Chase demonstrou também compaixão ao disponibilizar linhas temporárias de crédito a bancos regionais de menor dimensão e ao priorizar o acesso dos clientes de retalho aos depósitos, contribuindo para estabilizar a confiança no sistema. A confrontação da crise foi directa e explícita: Jamie Dimon e o CFO Jeremy Barnum reconheceram publicamente a fragilidade dos balanços de instituições bancárias de média dimensão e a necessidade de reforçar os mecanismos de supervisão de liquidez. Mais importante ainda, a continuidade e a contingência encontravam-se plenamente institucionalizadas. Desde a crise financeira global de 2008, o banco vinha realizando testes semanais de stress à liquidez e simulações semestrais envolvendo o conselho de administração. Como resultado, quando os reguladores coordenaram a venda do First Republic ao JPMorgan Chase, o banco conseguiu absorver perto de 150 mil milhões de euros em empréstimos e praticamente 80 mil milhões de euros em depósitos ao longo de um único fim-de-semana, sem provocar perturbações no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No JPMorgan Chase, a continuidade constituiu inicialmente um ponto vulnerável, embora essa fragilidade tenha sido identificada e corrigida atempadamente. Exercícios repetidos de simulação e testes de stress revelaram previamente vulnerabilidades relacionadas com resiliência digital e concentração de liquidez, permitindo implementar medidas preventivas de reforço. A principal tensão, entre controlo e coordenação, foi gerida de forma intencional: as equipas globais operavam com autonomia, seguindo cadeias de escalada claramente definidas, evitando simultaneamente o caos operacional e a paralisia decisória. O resultado foi um sistema organizacional capaz de absorver pressão, sofrer impactos e manter-se funcional sem colapsar.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Modelo dos 7C, a maturidade organizacional proporciona aos líderes a estrutura e a confiança necessárias para tomar decisões eficazes sob pressão. Contudo, os líderes entrevistados sublinharam também uma lição transversal: a prática é determinante. Isto exige um factor adicional de reforço: a cultura organizacional — ou seja, a realidade quotidiana da forma “como as coisas são feitas aqui”.</p>
<p style="text-align: justify;">Desenvolver uma cultura alinhada com os 7C é essencial. A resposta da Microsoft à falha operacional de 2021 constitui novamente um exemplo relevante. A análise posterior ao incidente evitou procurar culpados, centrou-se na aprendizagem organizacional e utilizou a crise como oportunidade de melhoria. Isto é particularmente importante porque, sem uma cultura aberta à aprendizagem, as organizações estão condenadas a repetir os mesmos erros em futuras crises. Como nos disse o antigo CEO de uma empresa global do sector energético: «Não é possível controlar a tempestade, mas é possível controlar a forma como as pessoas actuam durante ela. E isso depende da cultura.»</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo de capacidades desenvolvido a partir das entrevistas realizadas com líderes em matéria de gestão de crise oferece aos gestores uma linguagem comum para avaliar o nível de preparação das suas organizações, identificar fragilidades e definir prioridades no desenvolvimento das suas capacidades. O modelo evidencia igualmente que a gestão de crises é uma competência sistémica, e não apenas um conjunto de capacidades individuais concentradas num líder particularmente talentoso. Recorda-nos que a resiliência depende do equilíbrio entre factores complementares e oferece um roteiro de maturidade organizacional, ajudando os gestores a evoluírem da simples consciência do risco para um domínio efectivo da gestão de crise.</p>
<p style="text-align: justify;">As conclusões da nossa investigação reforçam a importância de compreender que a resiliência resulta da preparação, da reflexão, da experiência e das rotinas que estabilizam um sistema quando a pressão aumenta. Como nos recordou um experiente membro de conselhos de administração de várias empresas internacionais: «A resiliência não é aquilo que fazes na crise; é aquilo que construíste antes dela.»</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780681]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>L’ORÉAL : «Só juntos podemos criar a beleza que faz avançar o mundo»</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/loreal-so-juntos-podemos-criar-a-beleza-que-faz-avancar-o-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[L'Oréal]]></category>
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					<description><![CDATA[A L’ORÉAL integrou os critérios ESG no centro da sua estratégia de negócio, assumindo a sustentabilidade como inseparável do desempenho económico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A sustentabilidade já não vive apenas no discurso das marcas de beleza. A atenção para uma vida mais consciente está a entrar nas fórmulas, nas embalagens, nos processos de produção e até na forma como os consumidores compram e reutilizam produtos. Da forte aposta nas green sciences ao crescimento dos formatos refill, passando por grandes investimentos em inovação sustentável, a L’Oréal está a acelerar uma transformação estrutural do sector.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta entrevista, Ana Sofia Amaral, Scientific &amp; Regulatory Affairs director e Sustainability Leader da L’Oréal Portugal, fala de projectos inovadores, como o L’Oréal for the Future ou o Fundo de Inovação Circular, partilha metas como o facto de o Grupo ter atingido o objectivo de utilizar 100% de energia renovável nas suas fábricas, e explica como pretendem reduzir ainda mais o plástico virgem, combater o greenwashing e tornar a circularidade parte integrante da experiência de beleza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os critérios ESG passaram a influenciar decisões estratégicas e de negócio. Como é que a L’Oréal integra, à data de hoje, essa visão no dia-a-dia da operação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os critérios ESG deixaram de ser uma dimensão meramente reputacional para se assumirem como um pilar estruturante do modelo de negócio da L’Oréal, reflectindo a convicção de que o desempenho económico e a responsabilidade ambiental e social são inseparáveis. Esta visão materializa-se globalmente através do programa L’Oréal for the Future, que estabelece metas concretas para 2030, em áreas como a transição climática, a protecção da natureza ou a circularidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia-a-dia da operação, esta estratégia ganha tracção porque os principais custos e investimentos relacionados com a sustentabilidade estão integrados nos lucros e perdas transversais do Grupo, o que evidencia tratar-se de um investimento estratégico e não de um encargo isolado. Este nível profundo de integração reflecte-se em marcos práticos, como, por exemplo, o facto de o Grupo ter atingido o objectivo de utilizar 100% de energia renovável nas suas fábricas, centros operacionais e rede de lojas próprias. O reconhecimento desta gestão rigorosa e enraizada é evidenciado pela conquista, por 10 anos consecutivos, da classificação Triple A do Carbon Disclosure Project (CDP), sendo a L’Oréal a única empresa no mundo a atingir este marco histórico na luta contra o clima, a escassez de água e a protecção florestal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A sustentabilidade na beleza enfrenta um desafio: como conciliar inovação, performance e desejo com responsabilidade ambiental? Como se trabalha este equilíbrio sem comprometer a experiência premium associada às marcas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para a L’Oréal, o equilíbrio entre a inovação, a performance e a responsabilidade ambiental alcança- -se colocando a ciência e a tecnologia no centro do desenvolvimento. O Grupo investe massivamente em Investigação e Inovação, tendo alocado 1.380,6 milhões de euros em 2025 (cerca de 3,1% das suas vendas totais), contando com uma estrutura baseada em mais de 4300 investigadores em todo o mundo. Este forte compromisso tecnológico traduz- -se na adopção das Green Sciences, uma via de investigação que combina a química verde e a biotecnologia para criar fórmulas seguras e de elevada performance, substituindo progressivamente matérias-primas de origem fóssil por alternativas sustentáveis e circulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Adicionalmente, a L’Oréal recorre à inovação aberta e à Beauty Tech para acelerar o equilíbrio desta transição. Para garantir que este equilíbrio acelera rumo à escala global, o Grupo lançou, em 2025, o Acelerador de Inovação Sustentável, um programa intensivo dotado de 100 milhões de euros para os próximos cinco anos, focado inteiramente em identificar, testar e expandir soluções tecnológicas disruptivas, do desenvolvimento de ingredientes baseados na natureza a novos materiais circulares de baixo carbono.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O refill tem vindo a ganhar protagonismo para uma “beleza sustentável”. Quando deixou de ser uma tendência de consumo para passar a ser uma prioridade estratégica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os modelos de recarga deixaram de ser uma simples alternativa de consumo para se assumirem como uma prioridade económica e ambiental central, sendo uma das ferramentas cruciais para atingir o compromisso de reduzir em 50% o uso absoluto de plástico virgem (comparado com 2019) em toda a empresa até 2030 e para diminuir substancialmente as emissões geradas pela cadeia de valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Actualmente, a L’Oréal assume o desafio de converter o refill no novo padrão da indústria ao adaptar estruturalmente e de forma significativa os seus centros de fabrico internacionais, como a fábrica de Burgos, um investimento que permitiu um expressivo aumento de 17 vezes no número de opções recarregáveis disponibilizadas ao mercado entre 2019 e 2024. Esta poderosa transformação estratégica é especialmente visível na Divisão L’Oréal Luxe, onde foi definido o objectivo central de que as soluções de recarga passem a representar 30% do total do catálogo no decurso do último ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Até que ponto o sucesso de uma estratégia de refill/recarga depende menos da embalagem e mais da educação do consumidor para novos hábitos de consumo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sucesso a longo prazo desta estratégia de circularidade depende da transformação sustentada de mentalidades do público em geral, uma vez que a adopção instintiva das opções de recarga ainda não se constituiu como a norma absoluta de consumo, exigindo por isso um esforço contínuo e assertivo de consciencialização suportado activamente pelas marcas de beleza. Embora cerca de 78% dos consumidores manifestem já um interesse concreto em adquirir bens e soluções de forma mais sustentável, subsistem ainda falhas de literacia que levam a que muitos desconheçam a disponibilidade da alternativa do refill ou que não assimilem a verdadeira escala dos seus benefícios e impacto ecológico a médio e longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o objectivo primordial de elevar a mentalidade colectiva e transmutar a percepção da recarga de uma simples opção funcional ou de poupança para um ritual de beleza e estilo verdadeiramente aspiracional, a L’Oréal activou a campanha global #JoinTheRefill- Movement. Esta mobilização sem precedentes agregou 12 das marcas mais influentes de todas as grandes divisões de negócio do Grupo e funcionou com o objectivo de capacitar os consumidores para a importância de escolhas mais sustentáveis, tentando assim promover activamente a expansão de uma comunidade de circularidade sustentável na indústria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A L’Oréal reforçou a aposta em circularidade e eco-design. Como se transforma esse compromisso em decisões de produto e packaging?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O compromisso com a circularidade e com a vanguarda do ecodesign manifesta-se através de ferramentas práticas integradas no desenvolvimento de produto, como a metodologia de avaliação interna SPOT (Sustainable Product Optimization Tool), que analisa de forma preventiva 14 diferentes critérios de exigência e impacto ambiental e social logo a partir da fase inicial da concepção e lançamento de todos os produtos. Assim, em 2025, 44% de todos os materiais utilizados nas embalagens dos nossos produtos são de origem reciclada, ou de base biológica, e 67% dos ingredientes utilizados nas nossas fórmulas eram oriundos da natureza ou de materiais reciclados, sabendo que o nosso compromisso é atingir os 50% em 2030.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo criativo do packaging foca-se também na eliminação estrutural dos pesos excessivos de acondicionamento por embalagem primária e secundária, medida sistémica que já se materializou no registo notório de uma diminuição de 12% (em 2025) na intensidade do uso de materiais por produto consolidado em toda a linha de mercadorias no comparativo com os resultados base de 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Adicionalmente, criámos o Fundo de Inovação Circular, programa financeiro com mais de 50 milhões de euros para financiamento de novos modelos de gestão disruptiva, de tecnologias alternativas de separação de resíduos de plástico complexos e de inovadoras soluções no design de embalagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O projecto “Reciclar em Beleza” mostra que sustentabilidade também passa por literacia. Ainda existe um défice de informação do consumidor quando falamos de reciclagem e consumo consciente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A informação e formação nestas áreas, junto de todos os stakeholders, é muito importante se visamos uma alteração de comportamento, no sentido do consumo de produtos mais sustentáveis. Os desafios específicos no contexto nacional incluem a sensibilização contínua dos consumidores para práticas mais sustentáveis. É exactamente por isso que, através da campanha “Reciclar em Beleza”, em parceria com a Sociedade Ponto Verde, a L’Oréal incentiva o consumidor a separar correctamente as embalagens de cosmética, transformando a intenção em acção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A ciência e as green sciences são apontadas como pilares do futuro da beleza. De que forma a inovação científica está a acelerar soluções mais sustentáveis e eficientes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal tem já um longo caminho na transformação dos seus processos científicos através das Green Sciences, uma abordagem que junta biotecnologia, química verde e princípios de sustentabilidade para criar fórmulas mais eficazes, seguras e com menor impacto ambiental. Na prática, em 2025, 67% dos ingredientes das fórmulas do Grupo já tinham origem de base biológica ou de materiais reciclados. Adicionalmente, componentes como o ácido hialurónico, as ceramidas e a Vitamina C utilizados nos produtos já são totalmente produzidos por biotecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Num mercado mais atento ao greenwashing, como se comunica sem cair numa lógica promocional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para a L’Oréal, as campanhas e programas na área da sustentabilidade acabam por reforçar uma mensagem de transparência face às preocupações ambientais. É importante realçar que os relatórios ESG da L’Oréal são auditados externamente, sendo reconhecidos por obter classificações de sustentabilidade de entidades creditadas, como a CDP e a EcoVadis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para garantir a confiança do consumidor, o Grupo fez parte da fundação do EcoBeautyScore, um sistema de rotulagem usado por mais de 70 empresas da indústria cosmética, que avalia 16 factores ambientais e classifica cada produto numa escala de A a E, garantindo transparência no processo de avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que áreas têm hoje maior prioridade para a L’Oréal quando falamos de inclusão, empregabilidade e impacto nas comunidades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na L’Oréal, procuramos actuar ao nível social, porque acreditamos que só juntos podemos continuar a criar a beleza que faz avançar o mundo. Entre as várias áreas presentes no nosso apoio às comunidades, o empoderamento das mulheres assume um papel central e, nesse âmbito, em 2020, criámos o Fundo L’Oréal para Mulheres. Em Portugal, através deste Fundo, a empresa já apoiou mais de 5705 pessoas em situação de vulnerabilidade (com um financiamento de 522.700 euros), trabalhando com associações como a APAV, Ajuda de Mãe e Girl Move.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano educativo e de empregabilidade, destaca-se o programa L’Oréal for Youth, que oferece 25 mil oportunidades de emprego anuais para jovens com menos de 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como se garante que fornecedores, retalho e stakeholders acompanham estas exigências de ESG?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal trabalha com a cadeia de valor, para que esta se comprometa com os padrões ambientais e sociais do Grupo através de um trabalho exaustivo nas fontes de abastecimento e comunidades locais. Por norma, a L’Oréal partilha com os seus parceiros e fornecedores as suas regras e práticas acompanhando e exigindo o seu cumprimento. Além disso, a empresa trabalha de perto com fornecedores e parceiros industriais, apoiando-os na adopção de práticas de baixo impacto através de programas de formação e partilha de boas práticas. A L’Oréal aplica, ainda, junto dos clientes de retalho, o “Green Joint Business Plan”, um plano de negócio focado em metas ambientais partilhadas entre nós e esses mesmos parceiros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que métricas fazem hoje mais sentido para medir sucesso em ESG?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As métricas de impacto mais relevantes estão ancoradas nos compromissos do programa L’Oréal for the Future. Ao nível do pilar da transição climática, destacam-se a redução de 57% nas emissões directas e de 28% nas emissões indirectas, e a utilização de electricidade 100% renovável nos centros de operações e rede de lojas próprias. Na circularidade, podemos evidenciar a redução de plástico virgem nas nossas embalagens. Na componente social, o sucesso mede-se pelo alcance: em 2025, mais de cinco milhões de pessoas beneficiaram de programas de compromisso social, a nível global, desenvolvidos pelas nossas marcas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A inovação sustentável exige tempo, mas o mercado quer resultados rápidos. Como se equilibra essa pressão com a necessidade de transformação estrutural?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal equilibra esta pressão integrando os custos e investimentos relacionados com a sustentabilidade nos lucros e perdas transversais do Grupo, assumindo-os como estratégicos para o negócio. Os investimentos em transformação sustentável são parte do modelo de negócio e funcionam como factores críticos para diferenciar a L’Oréal da concorrência e acrescentar valor à marca, impulsionando a sua competitividade. Para acelerar soluções, o Grupo tem criado fundos de impacto, como o Acelerador de Inovação Sustentável (100 milhões de euros ao longo de cinco anos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que a L’Oréal está a planear o futuro da beleza?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal tem vindo a preparar- -se com uma estratégia proactiva integrada, que se reflecte no programa L’Oréal for the Future. Essa rotatividade e abordagem holística traduz-se em não esperar pela regulamentação, mas liderar pelo exemplo através de compromissos sustentáveis integrados. É desta forma que procuramos antecipar as exigências do mercado e reduzir desperdícios estruturais, de forma a continuar a criar a beleza que faz avançar o mundo.</p>
<p><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “ESG”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780955]]></sapo:autor>
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		<title>Está a pagar por serviços que já não usa? Sete formas de reduzir a fatura das subscrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
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					<description><![CDATA[O problema é que pequenos pagamentos mensais acabam por se transformar em centenas de euros por ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Netflix, Spotify, Disney+, armazenamento na cloud, aplicações de produtividade, jornais digitais ou plataformas de fitness. As subscrições tornaram-se parte da vida quotidiana e, muitas vezes, representam uma despesa que passa despercebida.</p>
<p>O problema é que pequenos pagamentos mensais acabam por se transformar em centenas de euros por ano. A boa notícia é que existem formas simples de reduzir estes custos sem abdicar dos serviços que realmente utiliza.</p>
<p><strong>1. Faça uma auditoria às suas subscrições</strong></p>
<p>O primeiro passo é saber exatamente quanto está a gastar.</p>
<p>Consulte os movimentos da sua conta bancária ou cartão de crédito e identifique todas as subscrições ativas. Muitas pessoas descobrem que continuam a pagar serviços que já não utilizam ou cuja existência praticamente esqueceram.</p>
<p>Uma revisão semestral pode revelar poupanças inesperadas.</p>
<p><strong>2. Cancele aquilo que já não usa</strong></p>
<p>Parece óbvio, mas é um dos erros mais comuns.</p>
<p>Muitas subscrições continuam ativas porque o cancelamento foi sendo adiado. Se utiliza um serviço apenas uma ou duas vezes por mês, questione se ele justifica realmente o custo anual.</p>
<p>Cada serviço cancelado pode representar dezenas ou centenas de euros de poupança por ano.</p>
<p><strong>3. Alterne entre plataformas de streaming</strong></p>
<p>Não precisa de ter todas as plataformas ao mesmo tempo.</p>
<p>Uma estratégia simples consiste em subscrever um serviço durante alguns meses, assistir aos conteúdos que lhe interessam e depois cancelar para aderir a outra plataforma.</p>
<p>Esta rotação permite reduzir significativamente a despesa anual sem perder acesso aos conteúdos que pretende ver.</p>
<p><strong>4. Verifique se o plano que tem é o mais adequado</strong></p>
<p>Muitos consumidores pagam por funcionalidades que não utilizam.</p>
<p>Se vive sozinho ou utiliza apenas um dispositivo, pode não fazer sentido manter um plano premium com múltiplos utilizadores ou ecrãs em simultâneo.</p>
<p>Uma simples alteração para um plano mais básico pode representar uma poupança relevante ao longo do ano.</p>
<p><strong>5. Aproveite os planos anuais</strong></p>
<p>Se existe um serviço que utiliza regularmente e pretende manter, compare o preço mensal com a opção anual.</p>
<p>Em muitos casos, o pagamento anual equivale a uma ou duas mensalidades gratuitas, permitindo reduzir o custo total da subscrição.</p>
<p><strong>6. Procure alternativas gratuitas</strong></p>
<p>Nem todos os serviços exigem uma mensalidade.</p>
<p>Muitas plataformas disponibilizam versões gratuitas com algumas limitações que podem ser suficientes para as suas necessidades. O mesmo acontece com livros, revistas e conteúdos culturais, que podem estar disponíveis através de bibliotecas públicas ou outras iniciativas de acesso gratuito.</p>
<p>Antes de subscrever, confirme se existe uma alternativa sem custos.</p>
<p><strong>7. Tenha atenção às renovações automáticas</strong></p>
<p>Uma das principais razões para continuar a pagar serviços desnecessários é a renovação automática.</p>
<p>Antes de aderir, verifique as condições do contrato e crie lembretes para as datas de renovação. Desta forma, evita surpresas e mantém o controlo sobre as suas despesas recorrentes.</p>
<p>As subscrições são práticas e úteis, mas só fazem sentido quando correspondem a uma utilização efetiva. Dedicar alguns minutos a rever estes serviços pode representar uma das formas mais fáceis de aumentar a sua margem de poupança sem alterar significativamente o seu estilo de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785759]]></sapo:autor>
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		<title>Condução com tutor já é possível em Portugal: quem pode acompanhar e quais são as regras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[carta de condução]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo regime aplica-se aos candidatos à carta de condução da categoria B, ou seja, automóveis ligeiros, e mantém a inscrição numa escola de condução como ponto de partida obrigatório]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aprender a conduzir com a ajuda de um familiar ou de um amigo tornou-se mais simples em Portugal. Desde 5 de julho, estão em vigor novas regras para a condução acompanhada por tutor, uma modalidade que já existia, mas que era pouco usada devido às exigências burocráticas associadas ao processo.</p>
<p>O novo regime aplica-se aos candidatos à carta de condução da categoria B, ou seja, automóveis ligeiros, e mantém a inscrição numa escola de condução como ponto de partida obrigatório. A diferença está no facto de o candidato poder complementar a aprendizagem prática ao volante com um tutor, fora do contexto habitual das aulas com instrutor.</p>
<p><strong>O que é a condução acompanhada por tutor?</strong></p>
<p>A condução acompanhada permite que um candidato à carta pratique ao volante com uma pessoa escolhida para o acompanhar, desde que essa pessoa cumpra os requisitos legais. Pode ser um familiar, como o pai, a mãe ou um avô, mas também um amigo.</p>
<p>A ideia é permitir mais horas de prática em contexto real, sem substituir totalmente o processo formal de obtenção da carta. O candidato continua ligado a uma escola de condução, mantém a formação teórica e tem de cumprir os passos previstos antes de se apresentar a exame.</p>
<p><strong>O que muda com as novas regras?</strong></p>
<p>A principal alteração está na simplificação do processo. Até agora, o tutor tinha de frequentar formação específica numa escola de condução, uma exigência que afastava muitos interessados e tornava a modalidade pouco usada.</p>
<p>Com as novas regras, essa formação deixa de ser obrigatória. Passa a ser suficiente que a escola de condução comunique ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes a identificação do tutor e confirme que este reúne as condições exigidas por lei.</p>
<p><strong>Quem pode ser tutor?</strong></p>
<p>Nem todas as pessoas podem assumir esta função. O tutor tem de ter carta de condução da categoria B há pelo menos dez anos, emitida em Portugal ou noutro Estado-membro da União Europeia.</p>
<p>No caso de cartas obtidas fora deste enquadramento, a habilitação tem de estar reconhecida pelas autoridades portuguesas há pelo menos cinco anos, desde que tenha sido emitida no país de origem há pelo menos dez anos. O tutor não pode ser instrutor nem examinador de condução.</p>
<p>Há ainda um limite adicional: cada tutor só pode acompanhar até cinco candidatos em cada período de dez anos.</p>
<p><strong>A escola de condução deixa de ser obrigatória?</strong></p>
<p>Não. A inscrição numa escola de condução continua a ser obrigatória. O candidato tem de frequentar a formação teórica, manter o vínculo à escola e cumprir os requisitos necessários para avançar no processo.</p>
<p>A condução acompanhada surge como complemento à aprendizagem prática, permitindo ao candidato ganhar mais experiência ao volante. No final, pode apresentar-se diretamente a exame ou realizar um teste de aferição na escola, para avaliar se está preparado ou se precisa de aulas complementares.</p>
<p><strong>Quando é que o candidato pode ir a exame?</strong></p>
<p>A condução acompanhada só pode começar depois de a escola comunicar ao IMT a identificação do tutor e confirmar que estão reunidas as condições legais.</p>
<p>A partir dessa comunicação, há um prazo mínimo de 90 dias até o candidato poder ser proposto a exame prático. Se optar por ir a exame sem fazer o teste de aferição na escola e reprovar, só poderá voltar a tentar quatro meses depois, salvo se fizer formação específica.</p>
<p><strong>Onde se pode conduzir com tutor?</strong></p>
<p>A lei impõe restrições. A condução acompanhada não deve ocorrer em vias ou períodos com elevado volume de tráfego, cabendo ao tutor escolher horários e percursos adequados ao nível de experiência do candidato.</p>
<p>A PSP e a GNR podem intervir se considerarem que a condução está a decorrer em condições inadequadas ou perigosas. Os municípios também podem definir zonas onde esta modalidade não é permitida.</p>
<p><strong>Quem responde em caso de acidente ou infração?</strong></p>
<p>A responsabilidade recai, em regra, sobre o tutor. A legislação estabelece que o tutor responde pelos danos e infrações cometidos pelo candidato durante a condução acompanhada, exceto quando estes resultem do incumprimento das instruções dadas.</p>
<p>Por esse motivo, é obrigatório que exista um seguro automóvel que cubra os danos causados durante a aprendizagem. Antes de iniciar a condução acompanhada, é aconselhável confirmar junto da seguradora quais as coberturas existentes.</p>
<p><strong>Porque é que as escolas de condução estão contra?</strong></p>
<p>A medida está longe de reunir consenso. A Associação Nacional de Escolas de Condução classificou as novas regras como um “retrocesso civilizacional” na segurança rodoviária e um “erro estratégico com consequências previsíveis” na sinistralidade.</p>
<p>A ANIECA defende que a redução da formação prática ministrada por instrutores certificados e a sua substituição parcial por regimes de condução acompanhada com tutores não profissionais pode comprometer a qualidade da formação dos futuros condutores. A associação alerta ainda para o facto de a aprendizagem decorrer em veículos sem duplos comandos, ao contrário do que acontece nas aulas com instrutor.</p>
<p><strong>O que diz o Governo?</strong></p>
<p>O Governo defende que o regime garante as condições de segurança rodoviária e dá mais flexibilidade aos candidatos. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, apresentou a medida como uma forma de permitir a transmissão de ensinamentos “de pai para filho, de avô para neto”, sem retirar às escolas de condução o seu papel essencial.</p>
<p>Além da condução acompanhada por tutor, o pacote aprovado inclui outras alterações ao ensino da condução, como a possibilidade de exames teóricos em língua estrangeira, novas ferramentas tecnológicas de apoio à avaliação dos exames e regras sobre testes de condução autónoma na via pública.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>Para os candidatos, a novidade pode significar mais tempo de prática, maior flexibilidade e uma aprendizagem mais próxima da condução real do dia a dia.</p>
<p>Para os críticos, o risco está precisamente aí: colocar condutores ainda em formação em estradas abertas, acompanhados por pessoas experientes, mas sem preparação pedagógica específica nem veículos com comandos adaptados. A eficácia do novo regime dependerá agora da fiscalização, da forma como as escolas aplicarem as regras e da responsabilidade assumida pelos tutores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781324]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Julho dá fôlego aos reformados: pensão e subsídio de férias chegam nos próximos dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O pagamento da Segurança Social abrange cerca de três milhões de pensionistas e representa uma das maiores operações anuais de transferência de prestações sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Julho traz um aumento temporário no valor recebido por milhões de pensionistas. Este mês, a pensão mensal é paga juntamente com o subsídio de férias, o que significa que muitos reformados vão receber de uma só vez um montante equivalente a duas prestações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O calendário, no entanto, não é igual para todos. Os pensionistas da Segurança Social serão os primeiros a receber: o pagamento está previsto para quarta-feira, 8 de julho, abrangendo pensões de velhice, invalidez e sobrevivência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os aposentados e reformados da Caixa Geral de Aposentações terão de esperar mais alguns dias. Neste caso, a pensão de julho e o 14.º mês serão transferidos a 17 de julho, segundo o calendário oficial da CGA.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Três milhões recebem já esta semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pagamento da Segurança Social abrange cerca de três milhões de pensionistas e representa uma das maiores operações anuais de transferência de prestações sociais. Para muitos agregados, este reforço chega numa altura em que o orçamento familiar tende a ficar mais pressionado, seja por despesas de verão, deslocações, apoio à família ou pelo aumento geral do custo de vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além das pensões e do subsídio de férias, o dia 8 concentra outros pagamentos sociais. Estão também previstos o Complemento Solidário para Idosos, a Prestação Social para a Inclusão e o reembolso de despesas de funeral. Como a data coincide com uma quarta-feira, não há alterações ao calendário habitual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os valores pagos em julho já refletem a atualização aplicada às pensões no início de 2026. As pensões até 1.074,26 euros subiram 2,8%. Nos escalões seguintes, os aumentos foram de 2,27% e 2,02%. Já as pensões superiores a 6.445,56 euros, correspondentes a mais de 12 vezes o Indexante dos Apoios Sociais, não foram atualizadas este ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também as pensões mínimas foram revistas. Quem tem entre 15 e 20 anos de descontos recebe, no mínimo, 357,80 euros por mês. Em julho, com o subsídio de férias, o valor recebido sobe para 715,60 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para pensionistas com 31 ou mais anos de carreira contributiva, a pensão mínima é de 493,52 euros. Com o pagamento do subsídio de férias, o valor deste mês passa para pelo menos 987,04 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caixa Geral de Aposentações paga a 17 de julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cerca de meio milhão de aposentados e reformados da CGA recebem mais tarde. A transferência da pensão de julho e do subsídio de férias está marcada para 17 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença de calendário significa que o reforço financeiro dos pensionistas se prolonga por mais de uma semana, entre os pagamentos da Segurança Social e os da Caixa Geral de Aposentações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mês de julho inclui ainda várias datas relevantes para prestações sociais. O apoio à renda é pago a 7 de julho. As prestações familiares e o primeiro pagamento dos subsídios de desemprego, doença, parentalidade e ação social estão previstos para 16 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores é processado no dia 21. Já o Rendimento Social de Inserção, o Fundo de Garantia Salarial e o segundo pagamento de várias prestações sociais ficam previstos para os dias 23 e 28.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso o dinheiro não entre na conta na data esperada, o primeiro passo é verificar se o IBAN registado está correto. Erros nos dados bancários continuam a ser uma das causas mais frequentes de atrasos.</p>
<p>Se a situação não ficar esclarecida, os pensionistas devem consultar a Segurança Social Direta ou contactar os serviços competentes para confirmar o estado do pagamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785771]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Taxa Euribor desce a seis e a 12 meses e mantém-se a três meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor desceu hoje a seis e a 12 meses e manteve-se a três meses face a sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor desceu hoje a seis e a 12 meses e manteve-se a três meses face a sexta-feira.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que se manteve em 2,321%, continuou abaixo das taxas a seis (2,547%) e a 12 meses (2,693%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,547%, menos 0,007 pontos do que na sexta-feira.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,77% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,39% e 24,45%, respetivamente.</p>
<p>No prazo a 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para 2,693%, menos 0,016 pontos que na sessão anterior.</p>
<p>Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</p>
<p>Em junho, a média mensal da Euribor subiu a três e a seis meses, tendo recuado a 12 meses.</p>
<p>A seis meses, a média subiu 0,060 pontos, para 2,596%, a três meses avançou 0,113 pontos, para 2,339%, enquanto a 12 meses recuou 0,006 pontos, para 2,798%.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785773]]></sapo:autor>
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		<title>Algarve vai ter comboios elétricos de ponta a ponta a partir de 19 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A linha ferroviária do Algarve vai passar a funcionar com comboios elétricos em toda a sua extensão a partir de 19 de julho. A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/06/economia/noticia/comboios-electricos-linha-algarve-partir-19-julho-2180618" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a partir dessa data o número de comboios entre Vila Real de Santo António e Lagos sobe de 12 para 16 circulações em cada sentido. A principal alteração para os passageiros será o fim da obrigatoriedade de mudar de comboio em Faro, situação que se mantinha há cerca de 25 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As viagens passam assim a ser diretas entre as duas extremidades da região, ligando Vila Real de Santo António a Lagos sem interrupção operacional em Faro. A mudança representa um avanço na utilização diária da linha, embora a oferta continue assente sobretudo em comboios regionais com paragem em todas as estações e apeadeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Viagem entre Vila Real de Santo António e Lagos fica mais rápida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação da linha vai permitir algum ganho de tempo, sobretudo devido à maior capacidade de aceleração e travagem das Unidades Triplas Elétricas que passarão a operar no Algarve. Em média, o percurso entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá passar de 3h09 para 2h39.</p>
<p class="isSelectedEnd">Parte dessa redução resulta do fim do transbordo em Faro, mas a tração elétrica também contribui para encurtar os tempos de deslocação. A melhoria é mais visível no troço entre Faro e Lagos, onde a viagem deverá baixar dos atuais 1h50 para cerca de 1h30.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, a principal diferença na oferta será a criação de um serviço inter-regional em cada sentido, capaz de ligar Vila Real de Santo António a Lagos em 2h16. No sentido inverso, a viagem deverá demorar 2h20. Ainda assim, este tempo é apenas dez minutos inferior ao registado em 1995.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Últimos comboios continuam a sair cedo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da nova oferta e da eletrificação integral, a CP não vai alargar o período diário de funcionamento da linha. O último comboio a partir de Vila Real de Santo António sairá às 20h34, enquanto de Lagos a última partida será às 20h22.</p>
<p class="isSelectedEnd">A limitação mantém uma crítica antiga à operação ferroviária no Algarve, sobretudo durante o verão, quando os horários noturnos poderiam servir deslocações de lazer e turismo. O contraste é evidente com décadas anteriores: nos anos 60, o último comboio a sair de Lagos partia às 22h55, e nos anos 80 às 21h40.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Intercidades e Alfa Pendular não chegam ao Guadiana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada da eletrificação em toda a linha não será acompanhada pelo prolongamento dos serviços Intercidades ou Alfa Pendular até Vila Real de Santo António. A possibilidade de criar ligações diretas desde Lisboa ou Porto até à margem do Guadiana ficou afastada nesta fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">O motivo está nas pontes metálicas de Faro, Tavira e Almargem, que não foram reforçadas na intervenção feita pela Infraestruturas de Portugal. Estas estruturas não suportam a passagem de comboios Intercidades com locomotiva, o que impede o prolongamento desses serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Infraestruturas de Portugal indicou que o concurso público para substituir estas pontes deverá ser lançado “dentro de algumas semanas”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras azuis dão lugar a comboios elétricos amarelos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com a nova fase da linha do Algarve, as antigas automotoras azuis a diesel serão substituídas por comboios elétricos amarelos. As unidades que vão circular na região não são novas: foram construídas pela Sorefame nos anos 70, mas modernizadas no início dos anos 2000.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da idade, estas unidades são consideradas uma das séries mais fiáveis da frota da CP. Têm ainda uma vantagem relevante para o Algarve: são conhecidas por terem um sistema de ar condicionado eficiente, sendo descritas como algumas das carruagens mais frescas da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A substituição da tração diesel pela elétrica representa também um ganho ambiental, ao reduzir a utilização de automotoras movidas a combustíveis fósseis numa linha regional de grande extensão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras diesel seguem para o Oeste e Alentejo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A chegada dos comboios elétricos ao Algarve deverá ter impacto noutras regiões. As automotoras diesel que deixam de ser necessárias na linha algarvia serão transferidas para reforçar o serviço no Oeste e no Alentejo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas linhas têm sido afetadas pela falta de material circulante, com supressões e avarias em plena via, nomeadamente entre Casa Branca e Beja. Com a redistribuição das automotoras, a CP passa a ter menos margem para justificar falhas de operação nesses eixos com falta de comboios disponíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eletrificação chega com seis anos de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação ferroviária chegou ao Algarve em 2004, mas apenas no troço central entre Tunes e Faro. Essa intervenção surgiu no âmbito dos investimentos associados ao Euro 2004, que permitiram eletrificar a ligação ferroviária entre Lisboa e Faro, deixando de fora as extremidades da linha algarvia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O programa Ferrovia 2020 previa eletrificar os troços Faro–Vila Real de Santo António, com 57 quilómetros, e Tunes–Lagos, com 46 quilómetros, entre 2019 e 2021. No entanto, as obras só foram consignadas em 2021 e 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na altura, foi anunciado que o troço a Sotavento ficaria concluído em 2023 e o de Barlavento em 2024. Os trabalhos só terminaram em outubro de 2025, seguindo-se um processo de homologação demorado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Linha continua longe de uma modernização profunda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da eletrificação, a intervenção não alterou de forma estrutural a capacidade da linha do Algarve. A obra limitou-se essencialmente a eletrificar a infraestrutura existente, sem melhorar o traçado para permitir velocidades mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Após a mudança para tração elétrica, a velocidade comercial entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá rondar os 53 quilómetros por hora. Este valor resulta da combinação entre paragens em todas as estações e apeadeiros e a ausência de investimento mais profundo na infraestrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também ficou por fazer a duplicação do troço central entre Tunes e Faro, o mais sobrecarregado da linha, por concentrar comboios regionais e serviços de longo curso como Intercidades e Alfa Pendular.</p>
<p>Com 141 quilómetros em via única, a linha do Algarve ganha agora uma operação menos poluente e mais direta, mas continua limitada por uma infraestrutura que dificilmente permitirá, sem novos investimentos, um serviço ferroviário ajustado às necessidades do século XXI.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785762]]></sapo:autor>
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		<title>Rui Miguel Nabeiro destaca crescimento da Delta no Luxemburgo junto de novos consumidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Delta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luxemburgo]]></category>
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					<description><![CDATA[O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.</p>
<p>Numa publicação partilhada na rede social LinkedIn, o responsável revelou ter estado no Luxemburgo para mais uma sessão da iniciativa &#8220;Mensagem do CEO&#8221; com as equipas locais, aproveitando a visita para enaltecer a evolução da operação naquele mercado.</p>
<p>Segundo Rui Miguel Nabeiro, o Luxemburgo tem um significado especial para a Delta, por ter sido um dos países onde muitos emigrantes portugueses encontraram uma ligação às suas origens através da marca. No entanto, refere que essa realidade evoluiu ao longo dos anos.</p>
<p>&#8220;Hoje, a Delta cresce muito para além da comunidade portuguesa. É uma marca cada vez mais reconhecida por consumidores de diferentes nacionalidades, resultado do trabalho consistente das nossas equipas e da confiança que conquistámos ao longo dos anos&#8221;, escreveu.</p>
<p>Durante a visita, o CEO destacou ainda o trabalho desenvolvido pela equipa local, que descreveu como &#8220;unida, multicultural e muito comprometida&#8221; com o projeto da empresa.</p>
<p>Na mesma publicação, Rui Miguel Nabeiro defendeu que a internacionalização da Delta assenta numa estratégia de proximidade. &#8220;À medida que crescemos internacionalmente, há uma convicção que se reforça: as marcas constroem-se mercado a mercado, cliente a cliente e, acima de tudo, pessoa a pessoa&#8221;, afirmou.</p>
<p><iframe title="Publicação incorporada" src="https://www.linkedin.com/embed/feed/update/urn:li:ugcPost:7478499971151937536" width="504" height="1070" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785758]]></sapo:autor>
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		<title>Da previsão à prevenção: Como a Inteligência Artificial está a reinventar os seguros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de  Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Paulo Bracons*, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE</strong></em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A indústria seguradora está perante uma das maiores transformações da sua história. Durante décadas, os seguros evoluíram através de melhorias / evoluções graduais nos produtos, nos canais de distribuição e nos processos operacionais. Hoje, porém, a Inteligência Artificial (IA) está a provocar uma mudança muito mais profunda: não apenas altera a forma como as seguradoras trabalham, mas transforma também a própria natureza dos riscos que procuram proteger. E estas alterações têm um profundo impacto nos modelos de negócio e de gestão de risco do setor segurador.</p>
<p>A IA começou por ajudar as organizações a compreender o passado através da análise de grandes volumes de dados. Mais recentemente, passou a permitir antecipar tendências e prever acontecimentos futuros. Agora, com o surgimento da IA generativa e dos sistemas agentes (<em>Agentic AI</em>), entramos numa nova fase: a capacidade de agir autonomamente, tomar decisões e executar tarefas complexas. Esta evolução representa uma mudança estrutural para o setor segurador.</p>
<p>Os impactos já são visíveis em praticamente toda a cadeia de valor. Na subscrição, a IA permite obter cotações em tempo real através de chatbots  que geram “conversações naturais” com clientes, simplificando significativamente o processo de contratação. No pricing, modelos avançados analisam milhões de pontos de dados para melhorar a precisão da avaliação do risco e acelerar a definição do preço e a tomada de decisão. Na gestão de sinistros, sistemas inteligentes conseguem processar participações, validar informação e efetuar pagamentos em segundos, reduzindo custos e melhorando a experiência do cliente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os colaboradores das seguradoras estão a beneficiar de copilotos digitais que resumem informação complexa, apoiam a elaboração de relatórios, facilitam a pesquisa documental e auxiliam os subscritores na avaliação de riscos. A IA está, assim, a aumentar a produtividade e a permitir que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor acrescentado, em detrimento de tarefas rotineiras.</p>
<p>Contudo, esta transformação operacional representa apenas a face mais visível da mudança. O impacto mais profundo está a verificar-se ao nível dos próprios riscos e do seu impacto nos modelos de negócio.</p>
<p>Historicamente, os seguros foram concebidos para proteger ativos físicos, acidentes, eventos relativamente previsíveis e riscos individuais. Os riscos emergentes do século XXI apresentam características muito diferentes. São frequentemente interligados, sistémicos, intangíveis e altamente dinâmicos.</p>
<p>Um incidente tecnológico pode hoje afetar simultaneamente milhões de pessoas e empresas. Os eventos climáticos extremos podem provocar perdas em regiões inteiras. Ativos como dados, algoritmos, reputação ou propriedade intelectual tornaram-se tão relevantes quanto os ativos físicos tradicionais. Além disso, a velocidade de evolução destes riscos é superior à capacidade dos modelos tradicionais de desenvolvimento de produtos de seguros os absorverem.</p>
<p>Paradoxalmente, a IA é simultaneamente uma solução e uma nova fonte de risco. Pela primeira vez, temos sistemas capazes de aprender, adaptar-se e tomar decisões com elevado grau de autonomia. Isto levanta questões inéditas para o setor segurador, em vários planos. Quem responde por uma decisão incorreta tomada por um agente autónomo? Quem assume a responsabilidade por um conselho financeiro gerado por IA ou por um erro clínico suportado por sistemas inteligentes? Como segurar tecnologias que evoluem continuamente e cujo comportamento pode alterar-se ao longo do tempo?</p>
<p>A mobilidade autónoma constitui um exemplo particularmente ilustrativo desta transformação. Quando o condutor deixa de ser o principal responsável pela condução, o risco desloca-se progressivamente da pessoa para a tecnologia e para a empresa que a produz. Consequentemente, a responsabilidade poderá transferir-se para fabricantes, empresas de <em>software</em> e operadores de plataformas tecnológicas. Esta evolução exigirá novos modelos de subscrição, novas coberturas e dará uma maior relevância aos riscos cibernéticos.</p>
<p>Mas talvez a maior mudança esteja na própria definição do que significa “seguro”. Tradicionalmente, o modelo segurador assentava em três etapas fundamentais: identificar o risco, precificar esse risco e indemnizar quando ocorria um sinistro. O seguro funcionava essencialmente como um mecanismo financeiro de compensação de perdas.</p>
<p>Com a IA, este paradigma começa a mudar. As seguradoras passam a poder monitorizar continuamente os riscos, antecipar problemas, proteger os clientes e prevenir a ocorrência de sinistros. O seguro deixa de ser apenas uma promessa de indemnização futura para se transformar numa presença permanente ao longo da vida do cliente.</p>
<p>Num mundo cada vez mais alimentado / dependente de sensores, internet das coisas (IOT), monitorização online da saúde, <em>digital twins</em>, dados meteorológicos / climáticos em tempo real e ecossistemas digitais integrados, a prevenção tende a tornar-se tão importante quanto a proteção financeira. O valor deixará de ser medido apenas pela rapidez com que uma seguradora paga um sinistro, mas também pela sua capacidade de evitar que esse sinistro aconteça.</p>
<p>É neste contexto que os seguros do futuro serão cada vez mais invisíveis, personalizados e contínuos. Invisíveis porque estarão integrados em produtos e serviços do quotidiano. Personalizados porque serão adaptados em tempo real ao perfil de risco de cada indivíduo ou empresa, mas jamais serão ajustados <em>“one-to-one”</em>, pois isso “mataria” o conceito de seguro, que assenta em princípios de mutualização de riscos. Contínuos porque acompanharão permanentemente os clientes através de sistemas inteligentes de monitorização e prevenção.</p>
<p>Para que esta visão se concretize em Portugal, onde temos seguradoras em patamares muito diferentes de transformação digital, a implementação da IA no setor segurador deverá assentar em cinco prioridades estratégicas. Primeiro, investir na qualidade, governação e integração dos dados. A IA será tão e mais eficaz quanto os dados que a alimentam. Sem dados fiáveis, estruturados e acessíveis, os benefícios da tecnologia serão limitados.</p>
<p>Segundo, desenvolver uma estratégia clara de capacitação das pessoas. O futuro não será definido pela substituição de profissionais por máquinas, mas pela colaboração entre ambos. As seguradoras terão de investir significativamente na literacia digital e na formação dos seus colaboradores.</p>
<p>Terceiro, criar modelos robustos de governação e ética da IA. Transparência, responsabilidade, explicabilidade e coerência dos algoritmos e supervisão humana serão elementos essenciais para garantir a confiança dos clientes, reguladores e investidores.</p>
<p>Quarto, acelerar a inovação através de projetos-piloto focados em resultados concretos. Em vez de grandes programas tecnológicos, será mais eficaz começar por casos de uso específicos em áreas como subscrição, sinistros, fraude, atendimento ao cliente / <em>customer service</em> e apoio aos colaboradores.</p>
<p>Quinto, reforçar a colaboração entre seguradoras, universidades, <em>startups</em>, <em>insurtechs</em>, reguladores e entidades públicas. O desenvolvimento de um ecossistema nacional de inovação será determinante para aumentar a competitividade do mercado português.</p>
<p>Apesar de toda esta evolução tecnológica, existe um elemento que continuará a ser determinante: a confiança. Num contexto em que decisões são cada vez mais suportadas por algoritmos, a qualidade dos dados, a governação, a transparência e a responsabilidade tornam-se fatores críticos. O verdadeiro desafio não é apenas tecnológico; é também estratégico, organizacional e humano.</p>
<p>A Inteligência Artificial não representa apenas mais uma inovação para o setor segurador. Representa uma redefinição profunda do seu propósito. O setor está a evoluir de um modelo centrado na previsão e compensação de perdas para um modelo orientado para a prevenção, proteção e criação contínua de valor. As seguradoras que compreenderem esta mudança e conseguirem combinar tecnologia, inovação e confiança estarão mais bem posicionadas para liderar o futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*) Economista e Consultor no setor segurador e de gestão de risco; Diretor do Programa “Inovação e Transformação em Seguros”, da Católica-Lisbon, SBE; Presidente do Conselho Fiscal do Fórum Insurtech e Fintech Portugal (FIF).</p>
<p>Nota: Este texto é uma adaptação da apresentação feita pelo seu autor no Marketeer Seguros Summit, no passado dia 18 de Junho de 2026, que ocorreu no Auditório Principal da Católica Lisbon SBE.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></sapo:autor>
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		<title>Ilha estratégica no Báltico prepara-se para o pior: Gotland reforça defesa perante ameaça russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A ilha sueca de Gotland, no mar Báltico, voltou a ocupar um lugar central nos planos de defesa da Suécia e da NATO. Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Guardian, Gotland é vista como uma peça-chave no equilíbrio militar do Báltico. A ilha fica a 275 quilómetros de Kaliningrado, o enclave russo altamente militarizado entre a Lituânia e a Polónia, e a 87 quilómetros do território continental sueco. Pela sua localização, controlar Gotland significa ganhar capacidade para influenciar operações marítimas e aéreas na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">O coronel Andreas Gustafsson, comandante do Exército sueco em Gotland, resume a importância da ilha de forma direta: quem controlar Gotland, controla também o mar Báltico. Para a Suécia, a prioridade é impedir qualquer tentativa russa de ganhar uma posição naquele território, não apenas por razões nacionais, mas também pelo impacto que isso teria na defesa coletiva da NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Recrutas regressam a uma ilha que tinha sido desmilitarizada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A remilitarização de Gotland está a avançar a grande velocidade. Durante a Guerra Fria, a ilha chegou a ter quatro regimentos e uma força de 25 mil soldados em caso de mobilização total. Mas em 2005 o último regimento, o P18, foi encerrado, restando apenas uma força reduzida da Guarda Nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação começou a mudar em 2018, quando o P18 foi reativado perante o aumento dos receios de agressão russa. A invasão em larga escala da Ucrânia acelerou ainda mais este processo. Desde a entrada da Suécia na NATO, Gotland passou também a receber com maior frequência exercícios militares da Aliança Atlântica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os novos militares está Ella Adman, uma recruta de 19 anos que cresceu na ilha e que, poucos meses depois de terminar a escola, passou a cumprir serviço militar obrigatório. Segundo o Guardian, Adman nunca tinha segurado uma arma antes de entrar no treino militar. Agora, prepara-se para uma primeira missão oficial em Estocolmo, onde deverá fazer guarda à família real sueca.</p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência tem sido exigente. A jovem recruta enfrenta dias de treino longos, de cerca de 16 horas, ao lado de colegas homens. Ainda assim, diz estar a adaptar-se à disciplina militar e à força do trabalho em grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suécia vê ataque-surpresa como cenário a planear</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos planos de defesa suecos para 2025-2030, um ataque-surpresa a Gotland é identificado como uma das sete situações que exigem planeamento prioritário. Esse cenário poderia envolver uma operação aérea ou marítima destinada a instalar zonas de defesa naval e aérea perto da ilha.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades militares suecas consideram que a partir de Gotland é possível controlar operações no Báltico e influenciar a entrada de reforços nos Estados bálticos. Por isso, a ilha é relevante não só para Estocolmo, mas também para a segurança da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para já, o comando militar sueco não aponta para uma ameaça imediata de ataque convencional. Gustafsson considera mais prováveis ações de espionagem e sabotagem. Ainda assim, não exclui cenários mais graves, sobretudo se houver um cessar-fogo ou acordo de paz na Ucrânia que permita à Rússia redistribuir forças para a zona da Finlândia e dos Estados bálticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco, alerta o coronel, é que Moscovo se torne mais desesperada à medida que aumenta a pressão sobre o regime russo. Nessa situação, a margem para movimentos imprevisíveis também cresce.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gotland quer manter civis no terreno em caso de crise</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia sueca não passa apenas pelo reforço militar. Em caso de ataque, a Suécia prevê defender Gotland e, sempre que possível, manter a população civil no local. Quando mobilizado, o grupo de combate destinado a proteger a ilha ronda os 4.500 militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas as autoridades esperam que a presença militar funcione sobretudo como elemento dissuasor. Ao mesmo tempo, Gotland está a servir como plataforma de teste para a defesa civil do país, num modelo que poderá ser aplicado noutras zonas da Suécia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preparação civil ganhou nova importância entre os moradores. Eva Rinblad, médica de 49 anos, criou há cerca de um ano um grupo de preparação de emergência no seu bairro. A iniciativa surgiu depois de alertas crescentes das autoridades e segue as orientações do programa Stark socken, uma iniciativa de resiliência civil em Gotland.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo começou por fazer um inventário local de recursos como água, eletricidade e comunicações. O passo seguinte será mapear fontes de água disponíveis. A questão é particularmente relevante porque Gotland enfrenta regularmente problemas de escassez de água, embora muitos residentes em zonas rurais tenham poços próprios.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Autossuficiência tornou-se prioridade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação das autoridades é que, em caso de ataque ou crise grave, Gotland possa ficar isolada e com fluxos de abastecimento interrompidos. Por isso, a autossuficiência passou a ser uma prioridade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rinblad tem em casa uma cave dedicada a alimentos, hortas de frutas e legumes partilhadas com outra família, galinhas, patos, painéis solares e sistemas de recolha de água da chuva. Também quer criar um ponto local de segurança onde os moradores possam receber informação atualizada, aquecer-se, cozinhar, carregar telemóveis ou pernoitar se necessário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para a médica, mesmo numa situação extrema, a sociedade deve tentar manter a normalidade tanto quanto possível. Na sua visão, creches, escolas e locais de trabalho devem continuar a funcionar se as condições o permitirem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda este ano, Gotland deverá realizar um teste de evacuação de emergência envolvendo várias centenas de pessoas, transferidas de uma zona da ilha para outra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Defesa civil sueca chama a atenção de outros países</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mikael Frisell, diretor-geral da agência sueca de defesa civil e resiliência, considera que a situação internacional é muito séria e que o Báltico é uma área onde a proximidade à Rússia se traduz em incidentes acima e abaixo da superfície.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para garantir a chamada defesa total de Gotland, Frisell defende a combinação entre presença militar e uma defesa civil forte, robusta e resiliente. Essa preparação, argumenta, contribui também para a defesa coletiva da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agência sueca está a trabalhar no reforço dos serviços de emergência da ilha, recorrendo a ensinamentos retirados da guerra na Ucrânia. Entre as áreas em análise estão a resposta a um grande número de vítimas, a gestão de munições por explodir e as buscas em edifícios destruídos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Guardian, a preparação de Gotland está mais avançada do que em muitas outras zonas da Suécia por necessidade geográfica. A ilha está a ser usada como referência para o resto do país, e a abordagem sueca à defesa civil já despertou interesse internacional, incluindo do Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Remilitarização traz consenso, mas também tensão local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria da população apoia o regresso da presença militar a Gotland, mas o processo não é isento de atritos. Emil Edenborg, professor da Universidade de Estocolmo que estuda o papel das ilhas do Báltico, assinala que a remilitarização trouxe debates sobre licenças de construção e impactos no desenvolvimento de parques eólicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para alguns residentes, o problema não está tanto nos militares locais, mas na perceção de que Estocolmo e a burocracia nacional nem sempre têm em conta os interesses dos habitantes da ilha. A defesa nacional tornou-se, assim, uma presença permanente na vida quotidiana de Gotland.</p>
<p>Em Visby, cidade medieval muralhada e destino turístico popular no verão, chegam ferries cheios de visitantes. Mas por trás da imagem de normalidade está uma ilha que se prepara para cenários extremos. Per Wikberg, responsável pela estratégia de preparação de Gotland, admite que o trabalho nunca estará concluído: a questão central é saber se os planos serão suficientes quando surgir uma crise real.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785750]]></sapo:autor>
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		<title>Maior exportador português de arroz vai investir 20 milhões de euros para aumentar fábrica e criar 56 empregos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:58:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[arroz]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Novarroz vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Novarroz, líder nacional na produção e exportação de arroz, vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.</p>
<p>O investimento, a executar entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2027, permitirá aumentar a capacidade produtiva da empresa e dotar a fábrica de novas soluções tecnológicas, com o objetivo de melhorar a eficiência operacional e diversificar a produção. Entre as novidades previstas está a internalização da produção de refeições prontas a consumir à base de arroz, acompanhando a evolução dos hábitos de consumo e a crescente procura por este tipo de produtos.</p>
<p>De acordo com o despacho publicado em <em>Diário da República</em>, o projeto prevê ainda a criação de 56 novos postos de trabalho, dos quais 11 serão qualificados, assegurando simultaneamente a manutenção dos atuais 123 empregos. Estima-se ainda que o investimento gere cerca de 30 postos de trabalho indiretos.</p>
<p>A empresa estima atingir um volume de negócios de 124,6 milhões de euros em 2029, sendo cerca de 65% das vendas destinadas aos mercados internacionais. O projeto deverá também reforçar o impacto da empresa na economia nacional, prevendo-se um aumento de 16,8% nas aquisições a fornecedores portugueses, o que representa um acréscimo de cerca de 6,8 milhões de euros entre 2023 e 2029.</p>
<p>Fundada em 1994 e sediada em Oliveira de Azeméis, a Novarroz é atualmente o maior produtor e exportador de arroz em Portugal. Está presente em 39 países e comercializa diversas marcas, entre as quais Louro, Oriente, Shiro, Cozinha Velha e Cataplana.</p>
<p>Na fundamentação da decisão, o Governo destaca que o investimento reforça a capacidade produtiva e tecnológica da empresa, promove a inovação, impulsiona a internacionalização e contribui para valorizar a produção nacional, consolidando o posicionamento do arroz português nos mercados internacionais. Por isso, considera que o projeto reúne os requisitos para ser classificado como de interesse estratégico para a economia portuguesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785742]]></sapo:autor>
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		<title>A misteriosa plataforma que multiplicou por 18 a aposta na SpaceX</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:56:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de investidores conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um grupo de investidores espanhóis conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado. A operação foi feita através da Galdana Ventures, uma plataforma de venture capital sediada em Barcelona que dá acesso a fundos tecnológicos dos Estados Unidos normalmente reservados a investidores institucionais e grandes fortunas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Cinco Días, os fundos de venture capital geridos pelo grupo AltamarCAM Partners e assessorados pela Galdana têm atualmente uma exposição próxima de 456 milhões de dólares à SpaceX, tomando como referência o preço de fecho de 171 dólares por ação registado a 30 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O retorno médio face ao investimento inicial é de 18 vezes. Na prática, uma aplicação de um milhão de dólares em ações da SpaceX através destes veículos passou a valer cerca de 18 milhões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Galdana abriu a porta a fundos de Silicon Valley</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana Ventures é responsável por assessorar os fundos especializados em tecnologia da AltamarCAM Partners, gestora espanhola recentemente adquirida pela seguradora Marsh. A exposição à SpaceX remonta a 2017 e resultou da capacidade dos sócios da Galdana para acederem a alguns dos principais gestores de venture capital do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O capital de risco é um segmento fechado e de elevado risco, normalmente fora do alcance do investidor comum. Estes fundos financiam startups e empresas emergentes com grande potencial de crescimento, mas também com elevada probabilidade de fracasso. Algumas desaparecem ao fim de poucos anos; outras tornam-se gigantes globais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por essa razão, o acesso é geralmente limitado a investidores institucionais, family offices de grandes fortunas, grupos industriais e seguradoras. Os montantes mínimos de entrada são elevados, muitas vezes de vários milhões de dólares, e o dinheiro fica indisponível durante longos períodos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um dos ativos mais fechados do sistema financeiro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fontes financeiras citadas no texto, entrar nos fundos de venture capital de primeiro nível em Silicon Valley sempre foi extremamente difícil para novos investidores, por se tratar de um dos ativos mais exclusivos e fechados do sistema financeiro global.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana conseguiu esse acesso através da rede dos seus fundadores, todos ligados ao setor tecnológico. Marcel Rafart e Javier Rubió criaram a empresa de aplicações móveis Cluster, enquanto Didac Lee e Roque Velasco fundaram a tecnológica Inspirit.</p>
<p class="isSelectedEnd">A exposição à SpaceX foi construída ao longo de vários anos, combinando diferentes estratégias de investimento em venture capital e em mercado secundário.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem são os investidores?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A identidade final dos investidores espanhóis não é conhecida. O processo funciona através de divisões de banca privada, por onde os clientes aplicam dinheiro em fundos da AltamarCAM. Graças aos contactos da Galdana, esses fundos investem depois em veículos norte-americanos de venture capital que, por sua vez, participam em empresas como a SpaceX.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Cinco Días, os mesmos veículos também têm exposição a empresas de grande crescimento como Anthropic, OpenAI e Revolut, todas apontadas como candidatas a futuras estreias bolsistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marcel Rafart, sócio da Galdana, considera que a SpaceX é um dos casos mais relevantes de criação de valor das últimas décadas. Para o gestor, poucas organizações conseguiram construir uma vantagem competitiva tão forte num setor estratégico e, ao mesmo tempo, redefinir uma indústria inteira.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SpaceX tornou-se peça central da nova corrida espacial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é hoje um dos principais fornecedores da NASA e da Agência Espacial Europeia. A empresa lidera áreas como os lançamentos orbitais e a reutilização de foguetões, dois elementos decisivos para reduzir custos e aumentar a frequência das missões espaciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A companhia de Elon Musk é também proprietária da Starlink, rede de satélites que está a transformar o setor das telecomunicações. Esta combinação entre transporte espacial, infraestrutura orbital e serviços de conectividade explica parte do interesse dos investidores de capital de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas ficam mais tempo fora da bolsa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso da SpaceX ilustra uma mudança relevante nos mercados financeiros. As empresas tecnológicas de maior crescimento permanecem privadas durante mais tempo, o que significa que uma fatia crescente da criação de valor acontece antes da entrada em bolsa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX foi fundada em 2002 e passou quase um quarto de século em mãos privadas, sem disponibilizar ações ao público em geral. Esta tendência ganhou força depois do rebentamento da bolha das empresas tecnológicas, quando muitas startups ainda pouco maduras chegaram aos mercados apenas com a promessa de uma ideia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os investidores institucionais com acesso a fundos de capital de risco, a contrapartida é clara: horizontes de investimento mais longos, menor liquidez e dinheiro imobilizado durante mais tempo em troca de uma expectativa de rentabilidade superior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aposta vai além da SpaceX</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é apenas uma das empresas presentes na carteira dos programas de venture capital do grupo AltamarCAM assessorados pela Galdana. O portefólio inclui áreas como inteligência artificial, software empresarial, fintech, saúde digital, infraestrutura tecnológica e tecnologia espacial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as empresas em carteira estão Databricks, Replit, Notion, OpenEvidence e Abridge. A Galdana investiu em fundos de 54 gestoras de venture capital dos Estados Unidos, Europa, Israel, China e Coreia do Sul, que participam em cerca de 4.000 empresas.</p>
<p>Desse universo, 450 são unicórnios, designação atribuída a startups avaliadas em mais de 1.000 milhões de dólares. A firma está atualmente a levantar o fundo Galdana Ventures 2026, o quarto veículo deste tipo lançado em parceria com a Altamar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785741]]></sapo:autor>
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		<title>BCE alerta bancos para riscos da inteligência artificial e exige planos de contingência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bce-alerta-bancos-para-riscos-da-inteligencia-artificial-e-exige-planos-de-contingencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:46:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Banco Central Europeu colocou a cibersegurança e os riscos associados à inteligência artificial no centro das prioridades de supervisão da banca. O supervisor enviou uma carta aos presidentes executivos dos bancos para exigir maior preparação perante as novas ameaças tecnológicas e acelerar a criação de planos de contingência.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Expansión, a carta enviada por Frankfurt é uma das ferramentas de alerta mais fortes usadas pelo BCE junto das instituições financeiras. O objetivo é envolver as administrações e toda a estrutura dos bancos na resposta a riscos que estão a ganhar dimensão com os novos modelos de inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação principal está na capacidade dos modelos mais avançados de IA para identificar falhas nos sistemas de segurança dos bancos em poucos segundos. Perante essa realidade, o BCE quer que as entidades reforcem o investimento em cibersegurança e sejam capazes de corrigir vulnerabilidades em prazos muito curtos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IA aumenta pressão sobre a cibersegurança da banca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ameaça não é vista como teórica pelo supervisor europeu. Os bancos já tinham sido chamados a Frankfurt, a 26 de maio, para discutir os riscos cibernéticos associados aos novos modelos de inteligência artificial. A partir dessa reunião, a expectativa no setor era que o BCE avançasse com uma comunicação formal aos máximos responsáveis das entidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa carta chegou agora às mãos dos presidentes executivos. Segundo o Expansión, os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes próximas de Frankfurt comparam o desafio à disputa permanente entre equipas de segurança e criminosos, mas numa escala muito mais acelerada. A diferença é que, com a inteligência artificial, a deteção de fragilidades pode ocorrer em segundos, obrigando os bancos a responder quase em tempo real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>BCE usa instrumento de máxima pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O envio de uma carta aos presidentes executivos dos bancos é um sinal de forte preocupação por parte do BCE. A última vez que o supervisor recorreu a este instrumento foi depois da pandemia, em 2022, quando pediu maior atenção à gestão de ativos alavancados que poderiam transformar-se num risco sistémico em caso de choque nos mercados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sempre que Frankfurt envia uma comunicação deste tipo, o setor tende a concentrar recursos na área assinalada. Desta vez, o foco passa pela resiliência tecnológica, pela proteção contra riscos cibernéticos e pela capacidade de resposta perante ameaças geradas ou agravadas pela inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O BCE deverá acompanhar os progressos de forma periódica, medindo a evolução das medidas adotadas pelas instituições financeiras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Frankfurt quer medir preparação dos bancos europeus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos meses, o BCE tem mantido reuniões regulares com a maioria dos bancos da zona euro. O objetivo é recolher informação suficiente para avaliar o grau de preparação das instituições perante riscos tecnológicos cada vez mais complexos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de construir um diagnóstico sobre a situação do setor, Frankfurt pretende reunir as medidas já aplicadas pelos bancos e transformá-las numa possível referência de boas práticas para diferentes jurisdições. A publicação dessa guia ainda não está decidida, num momento em que o supervisor também procura simplificar exigências burocráticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No BCE, a perceção é que a banca da zona euro já está atrasada na definição e aplicação de medidas sofisticadas de remediação para estes riscos. A carta enviada aos presidentes executivos surge, assim, como um novo impulso para acelerar a resposta e garantir que o tema é tratado ao mais alto nível dentro das instituições.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Banca entra numa nova fase de risco tecnológico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A inteligência artificial está a obrigar o setor financeiro a rever a forma como encara a segurança digital. Para os bancos, a questão já não passa apenas por proteger sistemas contra ataques tradicionais, mas por preparar respostas rápidas a ferramentas capazes de identificar vulnerabilidades com uma velocidade inédita.</p>
<p>Com esta carta, o BCE deixa claro que espera mais investimento, maior coordenação interna e planos de contingência robustos. A supervisão bancária europeia passa a tratar os riscos da IA como uma ameaça estratégica, com potencial para afetar a estabilidade operacional das instituições financeiras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785732]]></sapo:autor>
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		<title>China e Rússia iniciam exercícios navais conjuntos no mar Amarelo e no Pacífico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.</p>
<p>Segundo a Xinhua, os dois países estabeleceram um comando conjunto, integrado por elementos das marinhas chinesa e russa, e os exercícios, designados Interação Marítima 2026, decorrem em três fases: concentração de forças, planeamento em porto e operações no mar.</p>
<p>A fase de concentração terminou no domingo e, após a cerimónia de abertura, as duas marinhas realizaram exercícios de coordenação tática e de comando, acrescentou a agência oficial.</p>
<p>O comando conjunto definiu ainda os principais objetivos da fase marítima, durante a qual os navios participantes vão operar em águas próximas de Qingdao para realizar exercícios de reconhecimento conjunto, defesa aérea e antimíssil, bem como treinos com recurso a fogo real.</p>
<p>O ministério da Defesa russo indicou anteriormente, através da rede social Telegram, que um destacamento da Frota russa do Pacífico chegou a Qingdao com o cruzador Variag, a corveta Rezkiy, o submarino Ufa e o navio de salvamento Igor Belousov.</p>
<p>Do lado chinês participam os contratorpedeiros Anshan e Kaifeng, a fragata Wuhu, um submarino diesel-elétrico da classe Yuan, o navio de reabastecimento Kekexilihu e o navio de salvamento Yangchenghu, segundo a mesma fonte.</p>
<p>As manobras incluem operações conjuntas de busca e salvamento, guerra antissubmarina, defesa aérea, exercícios de artilharia, além da participação de fuzileiros navais dos dois países e apoio da aviação naval.</p>
<p>O ministério da Defesa chinês anunciou no domingo que as marinhas da China e da Rússia realizariam este mês exercícios em águas e espaço aéreo chineses, seguidos de uma operação de &#8220;patrulhamento marítimo conjunto&#8221; em &#8220;áreas relevantes&#8221; do Pacífico.</p>
<p>Pequim indicou então que as manobras fazem parte do plano anual de cooperação entre as Forças Armadas dos dois países e visam &#8220;responder conjuntamente aos desafios de segurança&#8221; e &#8220;proteger a paz e a estabilidade regionais&#8221;.</p>
<p>Os exercícios decorrem numa altura de intensa atividade militar chinesa no Pacífico Ocidental, depois de a marinha do Exército de Libertação Popular ter lançado hoje um míssil estratégico, equipado com uma ogiva simulada, a partir de um submarino nuclear para águas do Pacífico.</p>
<p>As manobras coincidem também com o aumento das tensões em torno de Taiwan e com o agravamento das fricções entre Pequim e Tóquio devido à presença de navios chineses nas proximidades da ilha japonesa de Yonaguni e às restrições impostas pela China à exportação para entidades japonesas ligadas ao setor da defesa.</p>
<p>A China e a Rússia realizam exercícios militares conjuntos de forma regular desde que, no início de 2022, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, anunciaram uma parceria estratégica reforçada, entretanto aprofundada através de manobras conjuntas, patrulhas aéreas e contactos frequentes entre os comandos militares.</p>
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