Irão enfrenta vaga de protestos mais mortífera em quatro décadas

O Irão vive a instabilidade política mais mortífera desde a Revolução Islâmica há 40 anos. Em apenas quatro dias, registaram-se entre 180 e 450 mortos nos protestos que começaram há duas semanas, após um aumento de 50% ou mais dos preços da gasolina, a 15 de Novembro, escreve o “The New York Times”.

Os iranianos pedem o fim do Governo da República Islâmica e o derrube dos seus líderes, nomeadamente do líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, numa série de protestos que têm sido reprimidos com violência pelas autoridades e, mais recentemente, um apagão da Internet, onde começaram a surgir detalhes sobre a repressão. «O uso recente de força letal contra pessoas em todo o país não tem precedentes, nem mesmo para a República Islâmica e o seu histórico de violência», acusa ao “Times” Omid Memarian, vice-director do Centro de Direitos Humanos no Irão, um grupo estabelecido em Nova Iorque.

Em quatro dias, o número de mortos poderá ter variado entre as duas centenas e o meio milhar, havendo pelo menos dois mil feridos e sete mil detidos a registar, adianta o jornal diário norte-americano.

Num comunicado divulgado no sábado num website da oposição, o antigo primeiro-ministro do Irão, Mir-Hossein Mousavi, que se encontra em prisão domiciliária desde 2011, recordou o massacre de 1978 protagonizado pelos revolucionários islâmicos agora no poder, que levou à queda do xá Mohammad Reza Pahlavi no ano seguinte.

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