O vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Miao Deyu, deslocou-se na quinta-feira à embaixada do Irão em Pequim para apresentar as condolências do seu Governo pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi hoje divulgado.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Miao transmitiu o “profundo pesar” da China pela morte do dirigente iraniano e apresentou condolências à representação diplomática do país persa.
O gesto diplomático ocorre no contexto da escalada militar no Médio Oriente, iniciada no passado sábado após o começo de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra Israel e contra instalações norte-americanas em vários países da região.
Nos últimos dias, Pequim tem reiterado a sua preocupação com o agravamento da situação e instado as partes a evitarem uma nova escalada.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou esta semana que a China “se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países”, apelando às partes envolvidas para “evitarem agravar as tensões e o conflito”.
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, declarou recentemente que “as grandes potências não podem atacar arbitrariamente outros países com base na sua superioridade militar, e o mundo não pode regressar à lei da selva”.
Entretanto, a embaixada iraniana na China agradeceu na quinta-feira, num comunicado, o apoio manifestado por cidadãos chineses e condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
A delegação diplomática afirmou que o povo iraniano “agradece profundamente” as demonstrações de apoio “baseadas em sentimentos humanitários e na escolha da justiça” por parte de cidadãos chineses, denunciando ao mesmo tempo os ataques contra “crianças e civis iranianos”.
Contudo, a embaixada indicou que, dadas as circunstâncias atuais e as capacidades nacionais disponíveis, o Irão não aceitará por agora ajuda financeira de organizações ou indivíduos chineses.
A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo iraniano, já tinha condenado no passado domingo a morte de Khamenei, por considerar que “viola a soberania” do Irão.



