O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a deterioração da situação em torno do estreito de Ormuz agrava as preocupações com a segurança do abastecimento de petróleo e aumenta a incerteza sobre o mercado.
Fatih Birol mencionou todavia a existência de “fatores atenuantes”, como os “grandes esforços da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos” para fornecer petróleo por rotas alternativas ao estreito de Ormuz, o aumento das exportações de outros produtores, “em particular dos Estados Unidos, do Brasil, da Venezuela e do Cazaquistão”, bem como os esforços da China para reduzir as importações.
No último relatório mensal sobre o mercado petrolífero, divulgado a 10 de julho, a AIE apontou para uma redução da procura de um milhão de barris por dia em 2026, abaixo da estimativa de 1,1 milhões apresentada em meados de junho.
A organização observou que a oferta mundial “recuperou” graças à retoma parcial do tráfego no estreito de Ormuz, mas a produção continuava muito abaixo dos níveis anteriores à guerra no Médio Oriente.
A AIE observou, em junho, uma oferta mundial de petróleo que atingiu os 98,8 milhões de barris por dia e prevê uma média de 102,6 milhões de barris por dia em 2026, sob reserva de um abrandamento das novas hostilidades.
Na abertura das bolsas europeias de hoje, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, caia 0,77% para 88,53 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em setembro, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixa 0,28% para 82,25 dólares.














