Apenas nove embarcações comerciais atravessaram o estreito de Ormuz, encerrado pelo Irão, desde segunda-feira, segundo dados marítimo analisados pela Agência France Presse (AFP).
Entre as nove embarcações foram identificados três petroleiros e um navio de transporte de gás liquefeito, que atravessaram este estreito braço de mar e por onde transitam habitualmente cerca de 20% do petróleo bruto mundial e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).
O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados na quinta-feira como “zona de operações de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.
A declaração confere aos tripulantes de navios direitos reforçados, incluindo o de solicitar o repatriamento a expensas do armador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
A designação responde à “dimensão das perturbações e dos riscos enfrentados pelas tripulações civis na região”, explicaram as duas partes num comunicado conjunto, referindo-se a centenas de navios bloqueados devido à guerra no Médio Oriente.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.














