Investimento imobiliário em Portugal, Espanha e Itália dispara e atinge valor recorde em 2022

O volume de investimento imobiliário no sul da Europa (Portugal, Espanha e Itália) atingiu um valor recorde de 31,7 mil milhões de euros em 2022, um aumento de 36% em relação ao ano anterior.

André Manuel Mendes

O volume de investimento imobiliário no sul da Europa (Portugal, Espanha e Itália) atingiu um valor recorde de 31,7 mil milhões de euros em 2022, um aumento de 36% em relação ao ano anterior.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Os dados divulgados esta quarta-feira pela Savills mostram que esta região da Europa beneficiou particularmente do regresso do consumo doméstico após a Covid-19 e é mais protegida face à subida de preços da energia em comparação com o resto da Europa.

O estudo sublinhou os efeitos da pandemia que se fizeram sentir no Sul da Europa de forma mais dura do que restantes países europeus, com Itália e Espanha entre os primeiros a serem atingidos. No entanto, as fortes épocas turísticas pós-Covid e o regresso dos gastos afetos a retalho levaram, consequentemente, a volumes de investimento mais elevados em 2022.

Os dados mostram ainda que, no final de 2022, o volume de investimentos imobiliários comerciais atingiu 3,3 mil milhões de euros.

“O Sul da Europa registou a maior quota do volume total de investimento europeu no ano passado com 11%, acima dos 6% verificados em 2021 e acima da média dos últimos cinco anos de 7%. Em termos comparativos por cidade, pela primeira vez desde 2011, Milão recebeu um volume de investimento superior ao de Madrid”, explica Georgia Ferris, European Research Analyst na Savills.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Para Carlos Ruiz-Garma, Director, European Capital Markets na Savills, apesar de não se esperar “outro ano recorde para a região em 2023, alguns fundamentos do mercado permanecerão sólidos e continuarão a atrair investidores. Este é nomeadamente o caso das beds and sheds”.

Carlos Ruiz-Garma destaca ainda o “desequilíbrio estrutural da oferta e da procura de propriedades multifamiliares e logísticas”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.