No final de 2023, os investidores não residentes detinham 42% do total da dívida pública portuguesa, seguidos do Banco de Portugal, que detinha 26%, e pelos bancos residentes, com uma percentagem de 11%.
Os dados foram divulgados esta segunda-feira pelo banco central português, que revela ainda que a dívida pública detida pelas famílias aumentou, em 2023, para 17% (13% em 2022). Esta evolução deveu-se, sobretudo, à subscrição, pelas famílias, de certificados de aforro, principalmente na primeira metade do ano, parcialmente compensada pelo desinvestimento em certificados do Tesouro.

No ano de 2023, a dívida pública na ótica de Maastricht diminuiu 9,3 mil milhões de euros, para 263,1 mil milhões de euros. No final de 2023, a dívida pública totalizava 99,1% do produto interno bruto (PIB), o que representa uma redução de 13,3 pontos percentuais relativamente a 2022.
Os dados da dívida pública agora publicados pelo Banco de Portugal mostram que a evolução da dívida pública em 2023 refletiu, essencialmente, a redução de títulos de dívida de curto e de longo prazo (-4,2 mil milhões de euros e -11,0 mil milhões de euros, respetivamente), de certificados do Tesouro (-4,2 mil milhões de euros) e de empréstimos (-3,1 mil milhões de euros).





