Cerca de 100.000 investidores de retalho europeus, com mais de 14,5 mil milhões de euros presos em contas especiais na Rússia, enfrentam um impasse devido às sanções impostas após a invasão da Ucrânia. Entre eles, muitos apostaram em empresas russas antes do conflito ou compraram ações após a queda dos mercados, na expectativa de lucros rápidos com a recuperação pós-guerra.
No entanto, com as restrições impostas pela Rússia e as sanções da União Europeia e dos EUA, esses ativos estão inacessíveis, revela a ‘Bloomberg’. Mesmo com a possibilidade de converter recibos de depósito em ações locais, o processo burocrático é oneroso e enfrenta a resistência de alguns bancos, que temem violar as sanções internacionais.
O prazo de 12 de outubro para a conversão dos ativos adiciona pressão aos investidores, que já lidam com custos elevados e incertezas legais. Alguns recorrem a ações judiciais para forçar as instituições financeiras a completar as conversões, enquanto as autoridades russas continuam a controlar o acesso a esses fundos.
Este cenário deixa os investidores num limbo, com os seus ativos bloqueados e sem uma solução clara à vista.




