Investidores devem ficar atentos a quatro sinais para saber quando a crise bancária acaba, aponta especialista

Tom Lee garantiu que a fusão do UBS e do Credit Suisse ajudou a evitar o que poderia ter sido uma falência maciça de um banco e desencadeou outra crise de confiança na estabilidade do sistema financeiro global

Francisco Laranjeira

A atual crise bancária que envolveu o Silicon Valley Bank, o Signature Bank, o First Republic Bank e agora o Credit Suisse, entre outros, abalou os mercados de ações e títulos em todo o mundo.

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Para alguns investidores, o aumento da volatilidade do mercado devido à incerteza na viabilidade de alguns bancos traz recordações de 2008. No entanto, nem tudo está perdido, assegurou Tom Lee, da ‘Fundstrat’, em declarações ao ‘Insider’.

Tom Lee garantiu que a fusão do UBS e do Credit Suisse ajudou a evitar o que poderia ter sido uma falência maciça de um banco e desencadeou outra crise de confiança na estabilidade do sistema financeiro global.

Para o especialista, os investidores têm de procurar quantro sinais de mercado para determinar se a crise bancária está a diminuir. E quais são?

Declínio na volatilidade do mercado de títulos

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Lee quer ver o índice MOVE, que mede a volatilidade do mercado de títulos de forma semelhante à forma como o VIX mede a volatilidade do mercado de ações, cair substancialmente do seu nível atual. O índice encerrou em janeiro abaixo do nível 100 e, desde então, subiu para 180 esta segunda-feira. Para o especialista, o índice deve cair abaixo do nível de 150 para sinalizar que a crise bancária está a chegar ao fim.

Declínio na volatilidade do mercado de ações

O Silicon Valley Bank desencadeou um aumento na volatilidade quando os investidores venderam primeiro e fizeram perguntas depois. O CBOE Volatility Index (VIX) saltou de 19 logo antes do início da crise bancária para 30. Desde então, estabilizou, caindo para cerca de 24, embora permaneça elevado. Assim, deve estar abaixo de 20 para que os investidores possam colocar a crise no espelho retrovisor.

Crise no First Republic Bank é resolvida

Tom Lee, a saga tem de terminar. “O resgate do First Republic Bank seria importante”, considerou.

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Mesmo depois de uma injeção de capital de 30 mil milhões de dólares, por parte de um consórcio de bancos americanos, o drama ainda não acabou para o First Republic Bank. As ações caíram mais 50% esta segunda-feira.

Depósitos bancários regionais estabilizados

Após a corrida ao Silicon Valley Bank, é importante ver os depósitos dos bancos regionais estáveis. É crucial que a confiança seja reforçada e que a corrida não se repita a outros bancos regionais.

Assim que esses quatro sinais estiverem presentes, Tom Lee acredita que será uma navegação mais tranquila para o mercado de ações – enquanto isso, sugeriu que os investidores comprem ações tecnológicas, que foram relativamente isoladas do caos e têm registado ganhos sólidos enquanto o resto do mercado se debate.

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