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Investidores da dívida estimam que juros negativos continuem em 2021

O secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes, disse hoje à Lusa que os investidores na dívida pública portuguesa sinalizaram o Governo de que as emissões a taxas de juro negativas devem continuar em 2021.

“Ainda esta manhã os investidores sinalizaram é que este ambiente é expectável que entre dentro do ano de 2021”, disse à Lusa o governante, reagindo assim à emissão de 1.000 milhões de euros em dívida pública portuguesa realizada hoje.

Portugal colocou hoje 1.000 milhões de euros, montante máximo indicativo, em Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de oito e 17 anos, a juros negativos no prazo mais curto, foi hoje anunciado.

Segundo a página do IGCP, que gere a dívida pública, na agência Bloomberg, foram colocados 654 milhões de euros em OT com maturidade em 17 de outubro de 2028 (cerca de oito anos) à taxa de juro de -0,085%.

Com maturidade em 15 de abril de 2037 (cerca de 17 anos), Portugal colocou hoje 346 milhões de euros à taxa de juro de 0,472%.

O secretário de Estado congratulou-se com o resultado do leilão de hoje.

“Demonstra uma grande confiança dos investidores, que nos pagam para nos financiarem num prazo tão longo”, salientou.

“Isto, para nós, demonstra a credibilidade que as autoridades portuguesas têm no mercado e julgamos também que é uma reação muito positiva àquilo que foi a apresentação do Orçamento do Estado”, destacou ainda o governante.

João Nuno Mendes sinalizou ainda que além das políticas nacionais, também a “coordenação das políticas económicas à escala europeia tem tido aqui um papel muito importante”, salientando especificamente “o papel do Banco Central Europeu conjugado com a aprovação do Plano de Recuperação” da União Europeia.

O secretário de Estado estimou que a taxa de juro implícita da dívida pública desça dos 2,5% registados em 2019 para os 2,0% em 2021, numa poupança em juros de cerca de 700 milhões de euros.

“Ou seja, nós conseguimos pôr a fatura de juros a baixar apesar de termos um aumento da dívida para fazer face aos riscos e aos custos relacionados com a pandemia”, referiu.

Na conferência de imprensa de apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2021, o ministro de Estado e das Finanças, João Leão, já tinha antecipado uma poupança de 300 milhões entre 2020 e 2021.

Relativamente ao anterior Governo, João Nuno Mendes destacou a existência de “uma continuidade e uma credibilidade que foi construída”, sendo “fundamental” prosseguir esse caminho, no entender do governante.

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