Investidores acreditam que mercado obrigacionista “verde” a nível mundial pode chegar a um bilião de dólares

Investidores, empresas, bancos de investimento e outros ‘players’ do mercado obrigacionista verde a nível mundial acreditam que, até ao final de 2022, o mesmo vai conseguir bater em 1 bilião de dólares, em apenas um ano, até ao final de 2022, revelou uma sondagem da  Climate Bonds Initiative, 

Só para este ano, a organização sem fins lucrativos, com sede em londres prevê um investimento global de 500 mil milhões de dólares neste tipo de produto financeiro, uma subida considerável face aos 297 mil milhões registados no ano passado.

A pesquisa foi realizada com base em 353 respostas de empresas, proprietários de ativos e gestores de investimentos, bancos de desenvolvimento e reguladores, bem como prestadores de serviços de classificação e verificação.

Wall Street, assim como as restantes bolsas espalhadas pelo mundo, trabalha basicamente com ações, obrigações e os seus derivados, sobre empresas, moedas, projetos e outros ativos relacionados. Mas e se, de repente, o mercado de capitais decidisse investir em habitats naturais e na redução de emissões? Foi exatamente isso que aconteceu.

No início deste ano, entre muitas empresas, a HSBC Pollination Climate Asset Management, Lombard Odier e Mirova uniram-se para fundar a Natural Capital Investment Alliance, uma sociedade de investimentos semelhante aos seus pares, mas cujo o objetivo é garantir 10 mi milhões de dólares para proteger o meio-ambiente, através da aplicação de dinheiro em empresas que evitam a poluição, até soluções “mais esotéricas do ponto de vista financeiro”, como comprar e melhorar terras pouco produtivas e investir em green commodities, como as energias renováveis.

No início se setembro, a  Comissão Europeia adotou um enquadramento de obrigações verdes avaliadas independentemente, dando assim um passo em frente para a emissão de até 250 mil milhões de euros de obrigações verdes, ou 30% do total da emissão do [fundo] Próxima Geração da UE”, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Em Portugal, a última operação deste género, ocorreu em meados de outubro pelas mãos da Sonae Capital, através da Sociedade de Iniciativa e Aproveitamentos Florestais – Energia, detida pela sua subsidiária Capwatt, e o BPI, enquanto co-organizador e agente do financiamento, que lançaram uma emissão de Project Green Bonds.

A emissão em regime de Project Finance, no montante total de 40,8 milhões de euros, destinar-se-á a refinanciar os investimentos da SIAF na construção de uma central termoelétrica de biomassa florestal, situada no concelho de Mangualde.

Este investimento da Sonae Capital na central de biomassa, com 10 MW de potência elétrica, visou substituir uma central de cogeração, que se encontrava em operação no mesmo local.

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