O relatório “Aquanomics”, divulgado na segunda-feira e que analisa a economia do risco hídrico e a resiliência futura, concluiu que o agravamento de secas, tempestades e chuvas torrenciais em algumas das maiores economias do mundo pode causar perdas de 5,6 biliões de dólares (cerca de 5,61 biliões de euros, ao câmbio atual) para a economia global até 2050.

“O setor da água tem a oportunidade de liderar a mudança. É necessário investimento mais direcionado, inovação focalizada e gestão integrada da água, e trazer as comunidades nesta jornada é fundamental. O reconhecimento do papel da água como um conector entre setores – central para o desenvolvimento de uma economia circular e um elemento crítico de cada negócio e cadeia de abastecimento – também fará parte da solução”, explica o relatório.
Na maior economia do mundo, os Estados Unidos, as perdas podem totalizar os 3,7 biliões de dólares (cerca de 3,71 biliões de euros, ao câmbio atual) até 2050, enquanto que na China, que ocupa o segundo lugar, as perdas devem ser de cerca de 1,1 biliões de dólares (cerca de 1,103 biliões de euros, ao câmbio atual) no mesmo período.
“Precisamos de reorientar a nossa relação com a água. É tempo de pararmos de a encarar como uma mercadoria a ser controlada, reconhecendo em vez disso o seu valor intrínseco; a água faz parte de um ciclo natural, cujo equilíbrio deve ser restaurado e mantido se quisermos viver de forma sustentável e próspera”, conclui a análise.






