Intensidade energética da economia portuguesa regista valor mais baixo da década

Em 2019, a utilização interna líquida de energia diminuiu 0,7%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7%, em termos reais, de acordo com os dados publicados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Consequentemente, a intensidade energética da economia (relação entre a utilização interna de energia e o PIB) diminuiu 3,3% (em 2018 tinha diminuído 6,1%), registando o valor mais baixo da década.

O consumo de produtos energéticos pelas famílias aumentou 1,7%, abaixo do crescimento de 3,4% do consumo privado, concorrendo para uma redução de 1,6% da intensidade energética das famílias (relação entre o consumo de produtos energéticos pelas famílias e o consumo privado).

A produção de eletricidade foi obtida através de um “mix” de produtos energéticos menos poluentes, apesar da baixa produção hidroelétrica registada no ano, verificando-se uma forte redução da utilização do carvão (-53,9%) e aumentos do gás natural (+9,1%) e das renováveis não hidroelétricas (+7,1%).

Em 2018 (último ano com informação disponível para a UE), Portugal foi o Estado Membro com a quinta mais baixa intensidade energética da economia e a segunda mais baixa utilização energética pelo setor das famílias, per capita.



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