Insolvências dispararam mais de 20% desde o início do ano

O mês de março de 2025 registou um aumento significativo nas insolvências empresariais em Portugal, com um crescimento de 28,8% em comparação com o mesmo mês de 2024.

André Manuel Mendes
Abril 9, 2025
10:15

O mês de março de 2025 registou um aumento significativo nas insolvências empresariais em Portugal, com um crescimento de 28,8% em comparação com o mesmo mês de 2024.

De acordo com os dados da Crédito y Caución, no mês passado, foram registadas 349 empresas insolventes, mais 78 casos do que no ano passado. No acumulado do ano, o aumento foi de 21,3%, com 193 insolvências adicionais.



No primeiro trimestre de 2025, o número de declarações de insolvência apresentou um aumento generalizado, com as empresas a declararem um crescimento de 47% no número de processos, enquanto os pedidos requeridos por terceiros aumentaram 41%. Além disso, o número de encerramentos com plano de insolvência registou uma subida de 17%. No total, 583 empresas foram declaradas insolventes nos primeiros três meses de 2025, um aumento de 37 empresas em relação ao ano anterior.

Os distritos de Porto e Lisboa foram os mais afetados, com 276 e 259 casos, respetivamente. O Porto registou um aumento de 17% e Lisboa de 27% face ao período homólogo de 2024. Contudo, algumas regiões como Portalegre, Castelo Branco e Beja apresentaram aumentos percentuais significativos nas insolvências, com crescimentos de 350%, 150% e 133%, respetivamente.

Em contrapartida, distritos como Viseu, Madeira e Ponta Delgada registaram quedas nas insolvências, com descidas de 45%, 27% e 14%, respetivamente.

Em termos setoriais, os setores mais afetados pelas insolvências foram Agricultura, Caça e Pesca (aumento de 200%), Transportes (68%) e Comércio a Retalho (36%). A indústria de Eletricidade, Gás e Água foi a única a registar uma redução de 100%.

Por outro lado, o número de constituições de novas empresas também apresentou uma diminuição significativa em março de 2025, com uma queda de 13% face ao ano anterior, passando de 4.674 para 4.058 novas empresas. No total acumulado, houve uma redução de 3%, com 14.693 constituições até março, contra 15.086 no ano passado.

Lisboa foi a região com maior número de constituições (4.359), mas registou uma diminuição de 5% em relação a 2024. Outros distritos, como Horta e Faro, também apresentaram quedas significativas, enquanto Viseu, Évora e Viana do Castelo destacaram-se com aumentos na criação de novas empresas.

Os setores que mais contribuíram para a criação de novas empresas foram Agricultura, Caça e Pesca (aumento de 36%), Construção e Obras Públicas (8%) e Indústria Transformadora (3%). Já os setores de Telecomunicações e Eletricidade, Gás e Água registaram as maiores quedas, com uma redução de 35%.

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