Insolvências disparam 44% entre janeiro e abril

Os efeitos nefastos da pandemia do Covid-19 estão à vista no seio do tecido empresarial português. De acordo com um relatório publicado hoje pela Iberinform, as insolvências tiveram um aumento global de 44% nos primeiros quatro meses de 2021, face ao período homólogo de 2020, com um valor absoluto acumulado de 2.045 empresas que fecharam portas neste período. “motivado em grande parte pelo encerramento de processos”, refere o relatório.

Apenas no mês de abril registaram-se 508 insolvências, mais 272 que no ano transato (aumento de 115%), das quais 319 são processos encerrados, 62,8% do total de insolvências apresentadas.

Em termos absolutos, os distritos do Porto e de Lisboa são os que apresentam maior número de insolvências: 503 e 408, respetivamente. Seguem-se Braga (249), Aveiro (161), Setúbal (119) e, a alguma distância, o distrito de Faro (70).

A Iberinform destaca que apesar da maioria dos distritos (68%) apresentar aumentos de insolvências, há decréscimos a registar, como sucedeu em Angra do Heroísmo (-50%), Bragança (-40%), Santarém (-18%), Faro (-15%), Évora (- 6,7%) e Leiria (-1,5%). No acumulado por setores, os responsáveis da Iberinform assinalam o crescimento de insolvências em todas as áreas de atividade, exceto no setor da Agricultura, Caça e Pesca.

Apesar destes números vermelhos, a Iberinform destaca também a criação de 13.857 novas empresas entre janeiro e abril, um aumento de 4,5% face ao período homólogo de 2020. Isto significa que, durante os primeiros quatro meses do ano, por cada 10 empresas que morreram, 68 abriram atividade.

A Iberinform destaca o crescimento exponencial de 194% de constituição de novas empresa somente no mês de abril, face a abril de 2020, evoluindo de um total de 1.185 para 3.481 novas empresas. O número mais significativo de constituições de empresas registou-se em Lisboa, com 3.973 novas empresas, e no Porto (2.666). No entanto, o distrito de Lisboa apresenta um decréscimo de 7,8% face a 2020, enquanto no Porto é de sublinhar um aumento de 9,5%.

No final de março, uma análise da Crédito y Caución (empresa detentora Iberinform) apontava para um aumento de 19% das falências em Portugal durante o ano de 2021, depois de terem diminuído 5% e 14% em 2019 e 2020, respetivamente.

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